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Vale dos Vinhedos: Principais Vinícolas e Atrações

Índice

O Vale dos Vinhedos é o destino ideal se você ama vinhos de qualidade e uma boa gastronomia. Saiba como chegar, o que visitar, onde se hospedar e as melhores vinícolas para visitar nesta incrível região da Serra Gaúcha.

Onde fica e o que é o Vale dos Vinhedos?

O Vale dos Vinhedos é a região mais tradicional de produção de vinhos do Brasil e ocupa uma área de 82 quilômetros quadrados na Serra Gaúcha.

Apesar de relativamente ampla, essa área é composta por apenas 3 municípios: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

Bento Gonçalves é, sem sombra de dúvida, o mais famoso, pois é conhecido por ser a Capital Brasileira do Vinho.

É, também, o maior dos três municípios, ocupando 63% da área do Vale dos Vinhedos.

Inclusive, devido a sua estrutura e localização centralizada, Bento Gonçalves é uma excelente opção de base para conhecer todas as rotas enoturísticas da região.

Então, eu lhe convido a conferir um outro post sobre o assunto aqui no blog para ajudar no planejamento da sua viagem!

Hotel & Spa do Vinho Autograph Collection no Vale dos Vinhedos.

Garibaldi, considerada a Capital Brasileira do Espumante, ocupa 30% da área total do Vale dos Vinhedos.

Já Monte Belo do Sul, ocupa os 7% restantes da região. Entretanto, este pequeno município (com apenas 2.600 habitantes) é o maior produtor per capita de uvas da América Latina.

Agora, independentemente do município onde estão localizadas as propriedades, é na região do Vale dos Vinhedos que estão concentradas as vinícolas mais conhecidas do Brasil, algumas de renome internaciona

Além disso, os vinhos produzidos nesta região são os únicos no Brasil a receber a Denominação de Origem (aquele “D.O.” que aparece nos rótulos de alguns vinhos), o que significa a excelência do terroir onde foram produzidos.

Resumidamente, a Denominação de Origem é um selo que indica a procedência dos vinhos. E as vinícolas do Vale dos Vinhedos têm a permissão de exibi-los em seus rótulos.

Vinícola Cave de Pedra no Vale dos Vinhedos.

O legado histórico e cultural do Vale dos Vinhedos

Maior destino de Enoturismo do país, o Vale dos Vinhedos é muito mais do que uma simples região brasileira para apreciar vinhos de excelência.

Afinal, o enorme legado histórico e cultural da região chama a atenção até para quem não é um apreciador de vinhos.

Um dos grandes atrativos do Vale dos Vinhedos é, também, a sua gastronomia, herança cultural dos imigrantes italianos que começaram a chegar a esta porção da Serra Gaúcha a partir de 1875.

Casa da Erva Mate nos Caminhos de Pedra - no Vale dos Vinhedos.

Percorrer os Caminhos de Pedra, uma das rotas gastronômicas de Bento Gonçalves, está entre uma das atividades mais procuradas pelos turistas que vão à região em busca deste resgate histórico.

Outra opção extremamente popular é o Passeio de Trem de Maria Fumaça entre os municípios de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa.

Como você vai perceber, ao longo deste post, muitos dos atrativos do Vale dos Vinhedos estão intimamente relacionados aos imigrantes que povoaram a região.

O que fazer no Vale dos Vinhedos?

Como eu já havia mencionado, o Vale dos Vinhedos é uma região muito rica em termos de turismo e que não se restringe apenas às vinícolas.

É certo que elas são o grande estímulo para visitar essa porção da Serra Gaúcha (e a razão da minha escolha!), mas existem muitas outras possibilidades para todos os perfis de viajantes.

Enoturismo

O Vale dos Vinhedos possui como eixo principal de visitação a RS-444 (Estrada do Vinho), que liga Bento Gonçalves a Garibaldi e concentra boa parte das vinícolas mais conhecidas da região, como Miolo, Cave de Pedra e Almaúnica.

Para além desta via principal, há diversas estradas secundárias e linhas rurais que compõem o território do Vale, como a Via Trento (Linha Leopoldina) e outras rotas internas, onde estão localizadas vinícolas importantes como a Casa Valduga.

O Vale dos Vinhedos reúne dezenas de vinícolas, que abrangem desde pequenos produtores familiares até grandes grupos.

Essas vinícolas estão distribuídas por diferentes linhas e comunidades rurais da região.

Próximo dali, o município de Garibaldi, a cerca de 15 minutos de Bento Gonçalves, abriga a Rota dos Espumantes, com vinícolas especializadas nesse estilo.

Nos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves, há algumas experiências ligadas ao vinho, como a Vinícola Lovara e a Cantina Strapazzon, dentro de um contexto mais cultural e histórico da imigração italiana.

Por fim, é no centro de Bento Gonçalves que está localizada a Vinícola Aurora, uma das maiores e mais conhecidas do país.

Cantina Strapazzon - Caminhos de Pedra no Vale dos Vinhedos.

Visitas guiadas e degustações no Vale dos Vinhedos

Já estive várias vezes na Serra Gaúcha e tive a oportunidade de conhecer diferentes vinícolas e experiências de visita guiada com degustação.

Se você quiser se aprofundar, tem conteúdos específicos aqui no blog sobre várias delas. 

Aqui, faço um apanhado das vinícolas que considero imperdíveis, das mais estruturadas às mais intimistas.

A seguir, você encontra uma seleção organizada por estilo de experiência, para te ajudar a escolher o que mais combina com o seu perfil de viagem.

Vinícola Miolo no Vale dos Vinhedos.
Vinícola Miolo

Tenho que confessar um carinho especial pela Vinícola Miolo por vários motivos mas, essencialmente, o que faz a visita tão especial, na minha opinião, é a beleza de suas instalações.

Ainda que você não queira participar de uma visita guiada ou de um minicurso de degustação, conhecer a vinícola é um passeio imperdível se você está no Vale dos Vinhedos.

A Vinícola Miolo fica em uma propriedade deslumbrante e tem um wine garden super aconchegante para passar momentos inesquecíveis apreciando aquela imensidão de parreirais.

Em uma das minhas viagens, fiquei hospedada em frente à vinícola e foi uma das experiências de viagem mais deliciosas que já tive na vida. Valeu ca-da-cen-ta-vo!

Casa Valduga

Um dos principais nomes do vinho nacional, a Casa Valduga é outra vinícola que prima pela excelência de seus produtos e pela elegância de suas instalações.

Aliás, a Casa Valduga está presente no best-seller “1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer” e faz jus à menção.

A propriedade, que também inclui uma pousada e um renomado restaurante, é uma graça.

Vinícola Chandon

De todas as vinícolas que visitei na região do Vale dos Vinhedos, talvez a Chandon seja a menos “intimista”, pois ela tem um aspecto mais industrial – em contraste com as outras vinícolas, que mesmo “grandes” mantêm aquele aspecto de propriedade mais familiar.

Ainda assim, a visita é muito interessante e a degustação dos rótulos costuma ser generosa, o que já faz a experiência valer a pena.

Vinícola Chandon no Vale dos Vinhedos.

Além disso, a vinícola também conta com um Wine Garden super charmoso, de frente para os vinhedos, o que trouxe um clima mais leve e acolhedor para a visita.

É o lugar ideal para aproveitar uma taça com calma, ao ar livre – especialmente no fim da tarde, quando rola sunset com DJ e o ambiente fica ainda mais gostoso.

Vinícola Larentis

A Vinícola Larentis tem aquele jeitinho que faz a gente se sentir bem desde a chegada. Ao mesmo tempo em que tem uma estrutura completa, mantém o clima acolhedor de uma propriedade familiar.

A visita passa pelas áreas de produção e termina com degustação dos rótulos da casa, tudo conduzido de forma bem leve.

Mas o que mais me marcou por lá foi a experiência enogastronômica nos bangalôs, com harmonização e vista para os vinhedos. 

É aquele tipo de momento para sentar sem pressa, apreciar cada etapa e deixar o tempo passar devagar.

Vinhedos Capoani

Localizada em Monte Belo do sul, a Vinhedos Capoani é daquelas vinícolas que conseguem ser elegantes e sofisticadas, mas sem perder o charme bucólico da Serra Gaúcha. 

A propriedade tem uma arquitetura moderna e sofisticada, que ganha ainda mais destaque com o lago, criando um cenário super especial e convidativo.

A visita começa pela loja da vinícola Tiffany e segue com degustação no garden, ao ar livre, em um ambiente agradável e bem cuidado. 

É uma parada perfeita para sentar com calma, apreciar os rótulos e curtir a paisagem com aquela sensação gostosa de interior.

Bodega Iribarrem

Com uma história que começou em 2020, a Bodega Iribarrem tem uma proposta bem autoral e com forte influência da cultura basca, o que já traz um charme diferente para a experiência. 

Eu fiquei particularmente encantada com a combinação entre a sofisticação do projeto arquitetônico, imponente, e o visual típico da Serra Gaúcha, que é um espetáculo à parte.

A visita inclui degustação dos rótulos da casa e, em alguns casos, experiências harmonizadas com a gastronomia basca.

O ambiente é contemporâneo, mas acolhedor, com uma proposta mais personalizada e aquela sensação gostosa de estar vivendo algo especial.

Um daqueles momentos que pedem uma pausa para sentar, brindar e simplesmente aproveitar.

Quais as melhores vinícolas para visitar no Vale dos Vinhedos?

Veja, eu não sou uma profunda conhecedora de vinhos. Longe disso! Eu não sou enóloga, nem pretendo ser. 

Sou apenas uma entusiasta que gosta de provar, aprender um pouco mais e, principalmente, viver boas experiências em torno da bebida.

Então, este post é para você que, como eu, ama vinho – mas não é especialista. 

Por isso, na minha visão, tão importante quanto a qualidade dos rótulos é a experiência que cada vinícola proporciona.

Para quem ama vinho – sem complicação

Há muitas vinícolas renomadas no Vale dos Vinhedos, como Almaúnica, Lidio Carraro, Cave de Pedra, Don Laurindo, entre outras.

E claro, sempre haverá produtores excelentes que podem não aparecer nesta seleção. 

Especialmente aqueles que são preferência de um público mais especializado, que já vai à região com nomes muito específicos em mente.

Vinícola Cave de Pedra no Vale dos Vinhedos.

Mas não é para esse perfil que eu escrevo. Este conteúdo é para quem quer conhecer o Vale de forma leve, visitar vinícolas cujos rótulos já façam parte de seu repertório e aproveitar a experiência de forma descomplicada.

No fim das contas, a escolha de quais vinícolas incluir no roteiro vai depender do seu gosto. E parte da graça está justamente em conhecer de perto aquelas que você já aprecia.

Eu, por exemplo, já conhecia e consumia rótulos da Miolo, Chandon e Casa Valduga. Então foi natural começar por elas. 

E posso dizer: não me arrependi. As visitas guiadas foram ótimas e eu faria todas elas novamente.

E tem mais: a cada viagem à Serra Gaúcha, eu sempre volto para casa com alguns rótulos na mala.

E, aos poucos, eles acabam entrando na minha rotina, trazendo um pouco da viagem para o meu dia a dia.

Quando ir ao Vale dos Vinhedos?

O Vale dos Vinhedos pode ser visitado em qualquer época do ano, pois cada estação tem o seu charme.

Afinal, suas suaves colinas cobertas por parreirais e araucárias proporcionam uma paisagem deslumbrante em qualquer estação do ano.

Eu, particularmente, amo temperaturas mais baixas e tenho uma tendência a querer visitar destinos enoturísticos no outono ou no inverno, época em que a Serra Gaúcha apresenta um clima bem “europeu”.

Mas é durante a vindima – período da colheita das uvas – que a região ganha ainda mais vida. 

Os vinhedos ficam cheios de cachos e as experiências se multiplicam: colheita, pisa das uvas, degustações especiais e atividades ao ar livre que deixam a visita ainda mais completa.

De modo que o período de janeiro a março é o ideal se você quiser ver os vinhedos carregados de frutos maduros e quiser vivenciar as atividades da época da colheita.

Além disso, muitas vinícolas e restaurantes também oferecem uma programação especial nesta época. 

Como chegar ao Vale dos Vinhedos?

Para você ter uma ideia de localização, Bento Gonçalves fica a cerca de 125 quilômetros de Porto Alegre e a 120 quilômetros de Gramado.

A melhor maneira de acessar o Vale dos Vinhedos – independentemente do seu ponto de partida – é de carro, pois ele será muito útil para seus deslocamentos na região.

Algumas pessoas optam por chegar a Bento Gonçalves de ônibus e contratar um serviço de motorista de dia inteiro para poder degustar à vontade nas vinícolas.

É muito comum, ainda, que pessoas que estejam hospedadas em Gramado façam um bate e volta a Bento Gonçalves a fim de fazer o passeio no Trem Maria Fumaça ou para visitar alguma vinícola.

Eu, particularmente, não acho este bate e volta muito viável. Já experimentei duas vezes e achei cansativo levar cerca de 2 horas e 30 minutos em cada trecho – pois a estrada é cheia de curvas e morosa.

Além disso, se o deslocamento for só para conhecer uma vinícola, não faz muito sentido. A Vitivinícola Jolimont – em Canela – cumpre todos os requisitos e você gastará (no máximo) 2 horas do seu dia, incluindo os deslocamentos e a visita guiada, se você estiver em Gramado.

Quantos dias é o ideal no Vale dos Vinhedos?

Honestamente, acho que o ideal é ficar, pelo menos, quatro ou cinco dias no Vale dos Vinhedos porque há muitas possibilidades de turismo e se você quiser desfrutar com calma das atrações, gastará várias horas do seu dia.

Acho que um planejamento bem legal – ainda que enxuto – é organizar, no máximo, duas vinícolas por dia.

Além disso, é preciso considerar que se você for fazer os Caminhos de Pedra, deverá reservar um dia inteiro para a rota. E, mesmo assim, vai ser corrido!

A Estrada do Sabor — outra rota deliciosa! — também ocupa um bom período do seu dia. 

E, para completar, o passeio de Maria Fumaça entre Bento Gonçalves e Carlos Barbosa costuma consumir cerca de meio dia.

Em resumo, se você quiser aproveitar bastante coisa em pouco tempo, terá que chegar já com tudo agendado.

E ainda precisará acordar cedo, pois a grande maioria das atrações é diurna.

Uma experiência para viver com calma

Visitar o Vale dos Vinhedos – e explorar as diferentes regiões da Serra Gaúcha – vai muito além de degustar vinhos. 

É sobre desacelerar, caminhar entre vinhedos, conhecer histórias de família, provar sabores locais e viver experiências que marcam a viagem.

Cada vinícola tem sua proposta, cada rota tem seu ritmo e cada viajante se conecta de um jeito diferente com a experiência. 

Por isso, vale organizar o roteiro com cuidado, para aproveitar a viagem com leveza e no seu próprio tempo – e voltar para casa com lembranças especiais dessa vivência na Serra Gaúcha.

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Regina Oki

A Turista FullTime

Oi, eu sou a Regina Oki, uma paulista de nascimento, holandesa de coração e carioca de alma! Apaixonada por viagens, já morei oito anos na Holanda e hoje moro no Rio de Janeiro. Além de escrever no Turista FullTime, também tenho uma agência de viagens especializada em roteiros personalizados e no atendimento a estrangeiros que visitam o Brasil. Aqui compartilho experiências, dicas e inspirações para quem acredita que viajar é muito mais do que mudar de paisagem.

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