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Petrópolis é uma bucólica cidade fluminense que, durante o século XIX, foi por muitos anos,  o destino de verão da família imperial e que hoje é uma ótima opção de turismo para quem está no Rio de Janeiro e quer conhecer uma cidade serrana cheia de História e com clima mais ameno. Uma excelente pedida para fugir de um verão tórrido ou para curtir um friozinho no inverno.

Visitar Petrópolis saindo do Rio de janeiro e retornando no mesmo dia é bem viável, já que as duas cidades ficam a cerca de 65km de distância uma da outra. Minha visita de bate e volta foi feita em uma excursão, cortesia do Novotel Barra da Tijuca em parceria com a empresa de turismo Rio Line. Porém, mesmo que você não queira participar de um tour, ir a Petrópolis por sua conta é bem descomplicado.

Petrópolis em bate e volta: vale a pena pegar uma excursão?

Eu sempre costumo brincar que excursões e cruzeiros dividem opiniões: tem quem adore, tem quem deteste. Eu diria que trilho o caminho do meio e sei que existem vantagens e desvantagens. Falo com propriedade: já visitei o Sul do Brasil três vezes a bordo de ônibus turísticos e o Nordeste do Brasil num pinga-pinga de quinze dias. Portanto, sei que excursões têm seus altos e baixos.

Mas, vamos lá! No tocante ao bate e volta a Petrópolis, posso dizer que muita coisa funcionou perfeitamente e que foi um dia bem agradável. O tour para mim começou às 9:30 da manhã, pois o hotel em que estou hospedada fica na Barra da Tijuca. Para aqueles que estavam em Copacabana, o horário inicial foi às 11:00. Aliás, é importante ressaltar que este último é o horário oficial do passeio.

Acomodados em um ônibus de viagem confortável, começamos o nosso itinerário. O deslocamento até a cidade serrana durou cerca de uma hora e transcorreu sem problemas. Catarina, nossa guia, entreteu-nos o caminho todo, com explicações muito relevantes (e em três idiomas) sobre alguns pontos conhecidos da cidade do Rio de Janeiro e sobre o que veríamos em Petrópolis. Nem senti o tempo passar!

Palácio Quitandinha

Nossa primeira parada foi o Palácio Quitandinha, antigo hotel construído para ser um cassino nos anos 1940, mas que só funcionou por dois anos por conta da proibição de funcionamento  das casas de jogos no Brasil.

Reformulado para ser um edifício residencial, seus originais 500 quartos acabaram dando lugar a 196 apartamentos. A construção é belíssima e a vista que se tem dos apartamentos não fica atrás. Pena que não deu para visitar o interior. É, possível, porém, fazer uma visita guiada, se você tiver mais tempo na cidade.

Fábrica de chocolates Patrone

De lá, visitamos a primeira fábrica de ovos de Páscoa do Brasil, a Patrone. Fundada em 1913 por um imigrante português, funcionou por muitos anos no Rio de Janeiro, até ser transferida para Petrópolis, onde continua em operação até hoje.

Houve uma pequena degustação de chocolates e alguns passageiros aproveitaram para fazer umas comprinhas. Eu me contentei em tomar um chocolate quente cremoso (no estilo daquele que é feito na Itália). Estava bem gostoso!

Honestamente, pode ser que o local tenha alguma relevância histórica para a parada, mas eu achei a loja de varejo pouco atrativa e com preços elevados para o chocolate a granel. Não achei que a visita vale a pena para quem está com o tempo restrito, já que fica fora do centro, onde se concentra grande parte das principais atrações. Veja, mas esta é minha opinião pessoal. De repente, para você, pode ser uma experiência interessante.

Museu imperial

Nossa próxima parada foi o Museu Imperial, o ponto alto da visita. Não havia fila para a venda dos ingressos, que foram rapidamente adquiridos pela guia (e que já estavam incluídos no valor da excursão).

Permanecemos dentro do museu por uma hora e meia e recebemos uma verdadeira aula de História, comandada pela nossa experiente guia, que não só abordou diversos aspectos dos cômodos visitados, como também comentou características e comportamentos da época e da família imperial. Ela sugeriu, ainda, livros para quem quisesse saber mais sobre o período em que o Brasil foi um império. Foi uma experiência completa! Mais uma vez, o tempo voou…

Infelizmente, não tenho registro da visita aos aposentos, pois não é permitido fotografar o interior da construção, que tem objetos e móveis belíssimos. Há, também, uma vasta coleção das joias imperiais, incluindo a coroa criada especialmente para a coroação de D. Pedro II.

Eu fiquei muito impressionada com o estado de conservação do edifício, do mobiliário e, principalmente do piso em madeira, cujo brilho estava impecável graças ao uso de pantufas que são distribuídas logo na entrada. E, após ter visitado inúmeros palácios europeus, posso dizer que o palácio imperal não deixa nada a dever para muitos dos famosos.

Após a visita interna, percorremos o jardim do museu que abriga várias espécies de plantas nativas, incluindo o pau-brasil, o açaí e o jacarandá.

Almoço no Bechamel

Este é outro item polêmico em excursões, pois nunca será possível agradar a gregos e troianos. Com pouco tempo para uma refeição completa e um grupo eclético de 20 pessoas (metade estrangeiras), fica complicado escolher um lugar que seja, ao mesmo tempo, agradável e que não seja caro para quem já pagou por uma excursão.

Portanto, a decisão de escolher o restaurante Bechamel com o estilo de buffet me pareceu a maneira mais viável para que o serviço fosse rápido e descomplicado. O local, apesar de simples, ofereceu boas opções de pratos e o atendimento foi bastante cordial. Além disso, o valor de R$40,00 por pessoa (excluindo bebidas) me pareceu bem razoável.

Vista da janela do restaurante Bechamel

Catedral de Petrópolis

O itinerário museu-restaurante-catedral foi todo feito a pé, já que as distâncias eram bem pequenas.

A Catedral de São Pedro de Alcântara, em estilo neogótico, conta com belos vitrais. É lá, também, que fica o mausoléu imperial, onde estão os restos mortais do imperador D. Pedro II e da imperatriz D. Teresa Cristina, assim como os da princesa Isabel e de seu marido príncipe Gastão, conde D’Eu.

A visita foi breve, mas o suficiente para conhecer um pouco do interior. Ao sair, pudemos contemplar melhor afachada da igreja, que é muito bonita e que rende fotos lindas em um dia de sol.

A Encantada

Saindo da catedral, rumamos ao ônibus que nos levou à nossa próxima parada: uma casinha bem interessante que pertenceu a um personagem bem ilustre da História brasileira: Santos Dumont.

Conta-se que o inventor recebeu um convite da própria princesa Isabel para passar as férias de verão em Petrópolis. Ele aceitou o convite e durante o período em que ficou por lá, decidiu que construiria uma casinha. A pequena construção em estilo alpino foi projetado por ele e recebeu o nome de Encantada por ter sido erguido em uma parte íngreme do Morro do Encanto.

O gracioso chalé, que está situado na altura do número 22 da Rua do Encanto, hoje funciona como um museu. Para visitá-lo, é preciso pagar R$8,00 (valores de 2017). É uma visita curtinha, mas bem interessante, já que a casa tem algumas particularidades…

Palácio de Cristal

E a última parada do dia foi no Palácio de Cristal, uma estrutura pré-montada na França e encomendada por Conde D’Eu para presentear a Princesa Isabel. Inspirado no Palácio de Cristal de Londres , servia como uma estufa, onde a princesa poderia cultivar suas hortaliças.

O revestimento do palácio, feito originalmnte com cristais, ficou muito danificado após uma chuva de granizo que ocorreu no século XIX e teve que ser substituído por vidros, como se apresenta até os dias de hoje.

A visitação foi bem rápida, só para que pudéssemos conhecer e tirar fotos, pois a estrutura só tem funcionalidade quando há algum evento, ficando vazia e aberta quando não há algo programado. Ainda assim, o jardim do palácio é bem acolhedor para passar momentos agradáveis ao ar livre.

A volta para o Rio

Às 17:00 começamos o retorno para o Rio, a fim de evitar o trânsito pesado de fim de dia, uma vez que o itinerário passaria pelo centro da cidade. Tudo transcorreu bem, apesar do intenso fluxo de veículos. Duas horas mais tarde, todos já estavam entregues nos respectivos hotéis.

Para mim e para os outros passageiros (pelo que pude notar), o tour foi uma ótima maneira de conhecer os highlights de Petrópolis em um curto período e sem a preocupação de ter que aprender como chegar, o que priorizar e a sequência para visitar os pontos mais importantes sem perder um minuto sequer.

O alegre grupo de amigas do Recife que topou fazer uma foto junto com a família imperial para que eu ilustrasse o post…

 

Categorias: Brasil Rio de Janeiro

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4 thoughts on “Petrópolis em bate e volta com excursão”

  1. Petrópolis é pertinho do Rio e sempre uma boa opção de bate e volta. Boa iniciativa essa do Novotel : oferecer passeios pelo RJ e entorno.
    Roteiro que dá para conhecer Petrópolis e voltar em outra ocasião se quiser aprofundar.

    1. Oi, Lilian! Muito obrigada pela leitura e pelo comentário. Verdade: as excursões oferecidas pelo Novotel são ótimas opções para quem quer conhecer os pontos mais importantes com praticidade e conforto. Beijo!

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