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Fazer um City Tour em Foz do Iguaçu é uma ótima alternativa para quem tem pouco tempo e quer conhecer um pouco mais de uma cidade extremamente multicultural.

Apesar de o grande atrativo da região ser o Parque Nacional do Iguaçu, visitar outros pontos da região pode ser uma experiência bem interessante e enriquecedora.

Cataratas del Iguazu – o lado argentino

Principalmente porque o foco do passeio está mais para o cotidiano da cidade do que para pontos turísticos em si.

O que esperar do City Tour em Foz do Iguaçu?

O City Tour em Foz do Iguaçu, com uma duração média de 3 horas, tem como ponto de embarque o número 92 da Avenida Brasil. É lá que se encontra uma das filiais da Ticket Loko, minha parceira neste passeio.

Eu, particularmente, adorei que o início fosse ali. Afinal, estava hospedada em um hotel bem em frente, uma experiência que conto em outro post aqui do blog.

Apesar de o tour acontecer em um ônibus panorâmico, o passeio não acontece no sistema de Hop-on/ Hop-off, em que você pode subir e descer inúmeras vezes ao longo do dia.

Durante o percurso, apenas três paradas são realizadas, sempre com o objetivo de visitar uma atração específica.

Ainda assim, o trajeto inclui mais de 30 pontos relevantes para a cidade. Então, acaba sendo uma ótima oportunidade de ter uma visão geral do que existe e, se for do seu interesse, voltar por conta própria.

Claro que como todo passeio em grupo, o City Tour em Foz do Iguaçu também tem suas vantagens e desvantagens.

A grande desvantagem é que você tem um tempo restrito para curtir cada atração. O tempo médio em cada uma delas é de cerca de 30 a 40 minutos.

Entretanto, a grande vantagem é o custo-benefício. Você ganha no tempo de deslocamento e economiza, pois as distâncias são relativamente grandes, ainda que a cidade não o seja.

É preciso compreender o aspecto multicultural de Foz do Iguaçu

Para melhor apreciar o roteiro, é preciso compreender a multiculturalismo de Foz do Iguaçu. A cidade possui um traço cultural extremamente diversificado, proveniente da vinda de diferentes nacionalidades. Especialmente durante o período em que ocorreu a construção da Usina de Itaipu.

Para você ter uma ideia, em uma cidade com pouco mais de 260 mil habitantes (dados de 2013), existem 72 grupos étnicos. Só para você ter uma ideia, a cidade concentra a segunda maior colônia libanesa no Brasil.

Além disso, há um número considerável de descendentes de asiáticos e europeus. Isso sem contar nuestros hermanos argentinos e paraguaios, que não raro trabalham, residem ou circulam frequentemente por Foz do Iguaçu.

A empresa Itaipu Binacional, por exemplo, possui mais  paraguaios do que brasileiros em seu quadro de funcionários (dados de janeiro de 2018). A consequência desse grande fluxo de pessoas, provenientes das três fronteiras, acaba gerando uma faceta diversificada à cidade.

O roteiro do City Tour em Foz do Iguaçu

Primeira parada: o Templo Budista

O templo budista foi construído na cidade em 1996, resultado da força conjunta das comunidades chinesas que vivem na tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai. Desde 1990, vem acontecendo um afluxo de chineses e, hoje em dia, a região concentra cerca de 9000 pessoas deste grupo étnico.

Infelizmente, chovia muito no dia do nosso passeio e não foi possível aproveitar toda a beleza e tranquilidade do lugar.

Entretanto, foi possível constatar que é um ponto de interesse muito agradável, para ir com calma e desfrutar de momentos relaxantes em meio a um espaço amplo e sereno.

A arquitetura do templo e as lindas esculturas espalhadas pelos jardins são um convite à contemplação, independentemente das suas convicções religiosas.

O templo principal tem mais de 2000 metros quadrados distribuídos em 2 andares. É a chamada “Casa do Mestre”. A fachada é lindíssima. Um detalhe importante: não é permitido fotografar seu interior.

O destaque nos jardins do templo fica por conta do Buda sentado Mi-La Pu-San.A estátua dourada de 7 metros de altura é bem impactante. Uma pena eu não ter conseguido uma foto decente, por conta da chuva, que não deu uma trégua.

Para mim, o espaço mais surpreendente foi onde estão concentradas 108 lindas estátuas enfileiradas. Elas representam a energia positiva e dão as boas-vindas aos visitantes. Achei incrível a forma como elas foram dispostas.

Uma curiosidade: três monges chineses vivem na propriedade. Aos domingos, há cerimônias e elas são realizadas em Mandarim.

Agora, uma curiosidade pessoal: sempre que eu visito um templo budista está chovendo! Estive duas vezes no Japão e visitei vários deles… sempre com guarda-chuva!

Segunda parada: a Mesquita Islâmica

A segunda parada do tour aconteceu na Mesquita Omar lbn Khatab, inaugurada no ano de 1983.

A mesquita é mais um exemplo do esforço conjunto da segunda maior comunidade árabe do Brasil. Cerca de 50 famílias da região uniram-se para concretizar o projeto.

Existem, aproximadamente, 29 mil muçulmanos em Foz do Iguaçu e região. Muitos deles, desenvolvem atividades comerciais do lado brasileiro, mas moram no lado paraguaio.

A visita à mesquita foi rápida. Porém, o suficiente para conhecer o lugar. A construção é modesta. Nem de longe tem a pompa de mesquitas famosas como as de Istambul ou Casablanca. Entretanto, é muito bem cuidada e atende ao seu propósito, que é o exercício da fé.

Para quem nunca teve a oportunidade de visitar um país de maioria muçulmana, a visita é uma boa alternativa para conhecer um pouco da arquitetura caraterística, pois os emblemáticos minaretes têm lugar de destaque na construção.

Agora, a parte da visita que deixou o pessoal mais empolgado, estava do outro lado da rua… há uma doceria árabe excelente, onde é possível comprar vários quitutes típicos a granel.

Bem, foi impossível tirar uma foto dos doces… Mas foi gostoso comprar alguns, pegar um café e ir desfrutá-los em uma das mesinhas espalhadas pelo salão.

Terceira parada: o Marco das Três Fronteiras

O Marco das Três Fronteiras é a única atração do tour que necessita de ingresso para visitar. Eu já cheguei lá com os nossos acessos organizados, cortesia de um dos meus parceiros nesta viagem, o Iguassu Convention & Visitors Bureau. Tudo o que precisamos fazer foi nos apresentar à recepção.

Os demais integrantes do grupo que quiseram visitar o interior do complexo, puderam comprar os ingressos na hora.

Importante ressaltar que a entrada no Marco das Três Fronteiras é opcional. Contudo, não há o que fazer do lado de fora para quem resolver esperar. Além disso, é o ponto alto do tour. Afinal, não é todo dia que é possível visualizar partes de três países distintos.

Eu até brinquei que não é possível estar em três países ao mesmo tempo… mas que é possível chegar bem pertinho.

A proposta eclética do Marco das Três Fronteiras

Engana-se, porém, quem pensa que o Marco das Três Fronteiras é apenas um ponto turístico que marca o encontro de três países e de dois rios: o Paraná e o Iguaçu.

Ou para quem pensa que é uma boa escolha para uma sessão de fotos em frente ao obelisco da Praça das Três Fronteiras.

O complexo oferece atividades gastronômicas e de lazer para toda a família e o ideal é visitá-lo por conta própria para ter a chance de desfrutar tudo com calma.

Como estivemos lá na parte da manhã, o restaurante Cabeza de Vaca e os quiosques estavam fechados.

Entretanto, para quem vai com mais tempo e, principalmente, nos finais de semana, é possível aproveitar as outras opções, além da parte histórica e cultural.

De qualquer maneira, foi interessante conhecer o obelisco que representa o Brasil, fixado há mais de 100 anos.

E conhecer a Vila Cenográfica das Missões Jesuítas, que retrata a maneira como padres jesuítas  e índios conviviam nos séculos XVI e XVII.

Organize o seu passeio

Há duas saídas diárias para o City Tour em Foz do Iguaçu: sempre às 9:00 e às 14:00.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente em uma das lojas da Ticket Loko. Há sete unidades, localizadas em vários pontos da cidade.

Você pode, inclusive, ligar e pedir que entreguem seu ingresso no hotel. A empresa disponibiliza um serviço de delivery.

Como o ônibus é panorâmico e as laterais são abertas, convém levar uma capa de chuva, caso o tempo esteja meio incerto. Eu precisei muito da minha no dia do passeio!

Da mesma forma, que o ideal é usar um protetor solar em dias quentes. Especialmente, no verão.

Foz do Iguaçu e as múltiplas opções de lazer

E se você gostou deste post e quer saber mais sobre Foz do Iguaçu e região, saiba que o City Tour é apenas uma das muitas atividades para aproveitar a cidade além das cataratas. Eu tenho muito mais a contar. E convido você para conferir os outros posts sobre essa viagem inesquecível!

Agradecimentos

Apesar da chuva, o City Tour em Foz do Iguaçu muito muito proveitoso e interessante. Passamos uma manhã bem agradável, graças à boa vontade e à credibilidade dos nossos parceiros nesta viagem. Então, o nosso muitíssimo obrigado vai para o pessoal do Iguassu Convention & Visitors Bureau e ao time da Ticket Loko, pela experiência.

Nossos cumprimentos ao Elmo, excelente guia, que se empenhou para fornecer uma gama enorme de informações de maneira divertida e ao Gilmar, motorista habilidoso, que nos conduziu com segurança por todo o percurso.

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Categorias: Paraná

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2 thoughts on “City Tour em Foz do Iguaçu: uma aula de Cultura”

  1. Fiz o City Tour em Foz do Iguaçu também e adorei tudo que vi. Como os habitantes são simpáticos e agradáveis com os turistas e todas as atrações valem muito a pena conhecer mesmo. Parabéns, um resumo do que há de melhor na cidade.

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