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O Passeio de Barco para as Ilhas Cagarras, é perfeito para mergulhar, observar a fauna marinha e admirar, sob uma nova perspectiva, alguns dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro .

Localizadas no Oceano Atlântico e ao largo da cidade do Rio de Janeiro, as Ilhas Cagarras podem ser observadas de diversos pontos da Praia de Ipanema, já que elas ficam a cerca de 5km de distância, já em mar aberto.

 

Ilhas Cagarras vistas a partir da Praia de Ipanema.

 

Ilhas Cagarras: a origem do nome e as controvérsias

 

É certo que o nome do arquipélago não é dos mais bonitos… Além disso, se o nome remeteu sua imaginação para algo que não cheira bem, você acertou em cheio!

Cagarras têm tudo a ver com o “número 2”. Mas, calma que pelo menos não é de humanos! Vou contar essa história direitinho…

É fato que a origem do nome do arquipélago que compreende sete ilhas e alguns rochedos é controversa.

A versão mais aceita é que o nome surgiu devido ao fato de as ilhas servirem de base para muitas espécies de aves marinhas que ali habitam, nidificam e alimentam-se.

Entretanto, a consequência natural dessa ocupação é que as encostas acabam servindo de “área de tiro ao alvo” para ao pássaros, que ali liberam seus excrementos.

Como a alimentação dessas aves é à base de peixes, suas fezes são ricas em cálcio. Portanto, sua composição química acaba deixando as encostas das rochas com uma coloração branca.

 

 

E vamos combinar que, vista de longe, a “pintura” torna o cenário, no mínimo, interessante.

Contudo, há outra hipótese, segundo a qual os primeiros marinheiros portugueses que aqui chegaram, confundiram as fragatas (aves marinhas que nidificam no arquipélago) com as cagarras ou cagarros, aves marinhas presentes nas ilhas portuguesas de Madeira e Açores.

Enfim, acho que eu estou mais inclinada a acreditar na primeira versão.

O fato é que os pássaros estão é cag**** e andando, ou melhor, cag**** e voando pra esse detalhe! De qualquer maneira, o importante é que o visual, apesar do material usado pra compor a obra, é bem bonito!

 

Arquipélago das Cagarras: uma unidade de preservação ambiental

 

O conjunto de sete ilhas e rochedos foi transformado em Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras a partir da Lei número 12.229 de 13 de abril de 2010.

Assim, o projeto apresentado em 2003, pelo então deputado federal Fernando Gabeira, concedeu ao arquipélago o status de área de preservação ambiental.

Assim, seu uso para fins de turismo e de pesca deve ser realizado de modo a não prejudicar a rica fauna e flora do arquipélago.

Por isso, ao visitar o arquipélago, é importante contratar os serviços de uma empresa que tenha licença para operar o passeio e que esteja atualizada quanto às regras para a realização do mesmo.

 

 

Como organizar seu passeio de barco às Ilhas Cagarras?

 

Existem muitas empresas no Rio de Janeiro que oferecem tanto o serviço de mergulho autônomo, quanto um passeio embarcado apenas para contemplação do cenário e avistagem da aves.

Os passeios de barco partem, normalmente, da Praia de Copacabana ou do Cais Nobre localizado na Marina da Glória.

 

 

A duração vai depender do itinerário oferecido pela empresa e do tipo de embarcação utilizada. Contudo, para efeitos de programação, você pode considerar cerca de 5 horas de passeio.

 

Tipos de passeios

 

Existem vários tipos de arranjos, mas basicamente, todos percorrerão a Baía de Guanabara em direção às Ilhas Cagarras. A grande maioria é compartilhada, o que diminui o custo.

Entretanto, se você quiser exclusividade, poderá fretar uma embarcação somente para o seu grupo ou família.

 

 

O passeio mais convencional prevê uma parada próxima ao arquipélago para você desfrutar de um tempo no mar.

Neste tipo de arranjo, você pode flutuar com boias fornecidas pela empresa e realizar pequenos mergulhos próximos à superfície da água. Contudo, algumas empresas oferecem serviços de mergulho, que podem ser tanto de batismo quanto profissionais.

Agora, aqui vai uma dica de quem já entrou em barca furada: leia os comentários de quem já realizou passeios com a empresa que você pensa em contratar.

Eu já tive duas experiências ruins com passeios às Ilhas Cagarras. Portanto, vou ficar devendo uma recomendação a você, pois uma das políticas do blog é sugerir o que deu certo. E, com relação às Ilhas Cagarras, eu ainda não acertei.

Quem sabe uma próxima vez eu não embarque em uma aventura diferente? Por enquanto, ainda  não rolou.

Mas, se você quiser um passeio romântico de barco ao pôr do sol ou um passeio de veleiro pela Baía de Guanabara, aqui no blog você encontra posts relatando minhas experiências com empresas sérias e aprovadas!

 

Sunset tour pela Baía da Guanabara

 

O que esperar do tour?

 

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que as Ilhas Cagarras são o destino final e não o passeio em si, já que possivelmente  você não vai ter acesso à terra firme.

Grande parte do passeio será realizado dentro do barco pois, apesar de a olho nu tudo parecer perto, em milhas náuticas a coisa muda de figura e o trajeto pode chegar a uma hora e meia em cada direção. Contudo, o visual compensa o tempo de permanência na embarcação.

 

Morro do Pão de Açúcar a caminho das Ilhas Cagarras.

Morro do Pão de Açúcar visto do mar. Lindo de qualquer ângulo, não é mesmo?

 

Quando o barco se aproximar das Ilhas Cagarras, você terá um período de cerca de uma hora para permanecer no mar.

Se você gosta de mergulhar, leve sua própria máscara ou óculos de natação e um snorkel. Assim, aproveitará mais a experiência.

Se você gosta de flutuar, as embarcações têm à disposição algumas boias e “espaguetes” de isopor.

 

Pontos de observação durante o tour

 

Um dos tours que eu realizei saiu da Marina da Glória e incluiu alguns pontos de observação. Então, eu pude apreciar vários pontos emblemáticos do Rio de Janeiro. Alguns deles impossíveis de observar com detalhes em terra firme:

  1. Marina da Glória
  2. Praia do Flamengo
  3. Praia de Botafogo
  4. Urca
  5. Pão de Açúcar
  6. Fortaleza de São João
  7. Forte Tamandaré da Laje
  8. Niterói
  9. Museu de Arte Contemporânea de Niterói
  10. Praia do Leme
  11. Praia de Copacabana
  12. Arpoador
  13. Ilhas Cagarras

Museu de Arte Contemporânea de Niterói visto sob a perspectiva do mar.

 

O que levar na sua mochila?

 

Uma das coisas mais importantes para aproveitar ao máximo seu passeio às Ilhas Cagarras é ter a mão alguns itens de conforto.

Afinal, as embarcações em si costumam ser bem básicas e terão restrições ainda maiores se o tour for compartilhado.

Tendo em vista que a duração do passeio é longa, o melhor é se precaver contra fome e sede. E, apesar de algumas empresas prometerem lanches leves e bebidas, não conte muito com isso.

Já passei pela situação de só ter um copo de água para cada passageiro e pela de não ter nem isso. Acredite… a vida no mar pode ser cruel!

Então, o mais seguro é levar seu próprio estoque de água e comidinhas. Assim, você garante que não passará aperto.

Além disso, o sol no mar aberto é inclemente. Use e abuse de protetor solar, óculos e boné ou chapéu.

Se você é do tipo que enjoa facilmente, talvez seja prudente levar um remédio para enjoo (consulte seu médico sobre a opção mais adequada para o seu caso).

Para aproveitar seu tempo no mar e voltar à terra firme com conforto, uma muda de roupa e toalha são itens recomendáveis.

E, finalmente, leve seu próprio equipamento. Não raro, os equipamentos disponíveis nas embarcações estão em estado de conservação sofrível.

Sem contar que depois da pandemia do Coronavírus,  vai ser difícil confiar em itens que tenham passado de mão em mão ou de boca em boca…

 

Então, confere aí o check-list que eu preparei para você:

 

  • Óculos de natação ou máscara de mergulho
  • Protetor solar
  • Óculos
  • Boné
  • Uma muda de roupa
  • Toalha de banho ou canga
  • Água mineral e snacks

 

Minha experiência nas Ilhas Cagarras

 

Apesar de as duas experiências com passeios às Ilhas Cagarras não terem sido satisfatórias, eu gostei muito de conhecer o arquipélago. Afinal, a atração turística não pode ser responsabilizada pelo mau atendimento de algumas empresas do setor de turismo.

Por isso que eu reforço a ideia de que a pesquisa e a indicação são elementos fundamentais para o planejamento de qualquer atividade recreativa. E o grande motivo de os bons blogs de viagem existirem… hehehe!

 

 

De modo que, quando você for realizar qualquer passeio aqui no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do Brasil, procure sempre verificar se a empresa contratada é cadastrada no Cadastur – Sistema Nacional de Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos.

Leia, também, as resenhas deixadas pelos clientes usando plataformas como o TripAdvisor ou Airbnb Experiences, por exemplo. Deste modo, você evitará surpresas desagradáveis.

No meu caso, dois fatores chamaram a atenção: a falta de segurança e o cumprimento do que havia sido combinado.

No primeiro tour, a empresa havia se comprometido a oferecer bebidas e lanches durante o passeio. Por isso, quase todos os passageiros foram despreocupados, não levaram nada e passaram mais de 5 horas sem acesso à água e qualquer tipo de alimento num dia tórrido do auge do  verão carioca.

No segundo tour – o de mergulho de batismo e profissional – a equipe do barco foi mergulhar, deixando a embarcação e os clientes sem assistência. Por sorte, nenhum turista precisou de amparo. Do contrário, não haveria ninguém da equipe responsável para prestar socorro.

Enfim, essas foram as únicas experiências ruins que tive com relação à empresa de turismo náutico no Rio de Janeiro. Felizmente, elas são exceção no contingente de companhias que prestam este serviço aqui na Cidade Maravilhosa.

 

A acomodação perfeita para a sua viagem, você encontra aqui:

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