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Percorrer o Vale do Loire, é muito mais do que fazer uma viagem romântica… ainda que você esteja com o amor da sua vida, como foi o meu caso! Visitar a região, é desfrutar de uma estonteante paisagem, conhecer a bela arquitetura e aprender sobre as influências culturais que a nobreza do país nos deixou de legado. Não é à toa que a região foi considerada um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A presença de castelos no Vale do Loire teve início no século X, com a construção de alguns castelos fortificados. Porém, somente cerca de cinco séculos mais tarde, é que a região se tornou a queridinha entre os ricos e influentes nobres.

Amboise: um lindo exemplo de castelo fortificado.

Durante o reinado de Louis XIV, muitos dos nobres favorecidos por ele construíram ou renovaram os castelos que já existiam na região do Loire. Era lá que eles encontravam refúgio para as intrigas da corte, relaxavam e usufruíam da beleza do lugar. O Vale do Loire era um grande e divertido playground!

Playground do Château do Clos Lucé com visita escolar.

Durante a Revolução Francesa, a nobreza passou por maus bocados. Muitos castelos foram saqueados, destruídos e, até mesmo, demolidos depois que seus donos perderam a cabeça (literalmente!). Felizmente, porém, muitos castelos resistiram a esse período conturbado da História da França. 

Hoje em dia, ainda existem mais de 300 castelos no Vale do Loire. Dentre eles, algumas dezenas estão abertas à visitação. Outros, funcionam como residências particulares. Há, ainda, os que que foram transformados em hotéis e B&Bs (Bed and Breakfast). Descobri-los e desfrutá-los é um prazer que, felizmente, se estende a nós, meros plebeus. Daí que escolher quais visitar é um grande desafio. Maior ainda se o tempo for curto!

Planejamento passo a passo para conhecer o Vale do Loire

Quando comecei a esboçar a nossa viagem, sabia que teria que abrir mão de muitos castelos encantadores. Teríamos apenas um período de 4 dias para percorrer o Vale do Loire. Coincidentemente, a mesma quantidade de dias que tivemos para percorrer a Rota Romântica da Alemanha. Aliás, essa região da Bavaria é um outro roteiro lindo e casteloso, que também não pode ficar de fora da lista de quem é fã do tema!  

Um pequeno trecho da Rota Romântica alemã.

Pois bem, eu gostaria de ter ficado, pelo menos, uma semana inteira pelo Vale do Loire. Assim, poderíamos conhecer a região com mais calma e visitar vários castelos que ficaram para a próxima…

Contudo, mesmo com tantas opções, decidi seguir meu princípio básico de que desfrutar é mais importante do que percorrer. De modo que fiquei firme no propósito de visitar apenas dois castelos por dia, no máximo.

Eu não queria, de maneira alguma, ver tanta coisa linda na correria. Acho que foi a melhor escolha, ainda que eu tenha voltado pra casa com dor no coração de não ter conseguido ver todos os castelos que eu queria.

Pesquisa é tudo na vida do viajante!

Nas semanas que anteceram a nossa viagem, fiz um levantamento dos castelos mais relevantes e a melhor maneira de conciliar as visitas. Montei uma planilha com todos os que eram imperdíveis, o tempo de deslocamento entre eles e os melhores lugares para hospedagem de modo a otimizar o roteiro.

Gostou da planilha? Eu mando por e-mail pra você. É só pedir!

Fiquei muito atenta aos dias e horários de funcionamento, também. Assim como comprei alguns ingressos on-line para evitar possíveis filas. Honestamente, não me lembro de ter planejado outra viagem com tantos requintes de detalhes. Mas, posso ser muito sincera? Valeu super a pena! O planejamento minucioso foi crucial para aproveitarmos o roteiro ao máximo!

Será que fui princesa em outra vida?!

Muiderslot um castelo a 15km de Amsterdã

A cara da nobreza… hahaha! No Muiderslot, com o meu rei!

Minha admiração por castelos não é novidade para quem segue o blog! Já planejei viagens para várias cidades com o objetivo principal de visitar um castelo específico. Em maio deste ano, inclusive, participei de uma blogagem coletiva, onde listei 21 castelos na Europa que eu já havia visitado.

Na época, deixei de fora o Palácio de Versalhes. Meu foco, na ocasião, foi falar sobre os castelos “casteludos”, com pinta de fortaleza e com direito a fosso, masmorras, torres e afins.

Desta vez, incluirei Le Château de Versailles. Assim como falarei sobre o termo em questão. Em Francês, o termo château é amplo: refere-se tanto a um palácio quanto a um castelo. Ou ainda, pode referir-se a uma propriedade rural pertencente a um membro da nobreza.

Assim, vou deixar a você a tarefa de decidir em que categoria se encontram os que visitei. Tratarei todos os châteaux (plural) sem a conotação arquitetônica. Apenas focarei na beleza de cada um, mostrarei seus fatos curiosos, suas paisagens deslumbrantes e tantos outros motivos que me levaram a escolhê-los…

Versalhes: o ponto de partida para o roteiro do Vale do Loire

Apesar de Le Château de Versailles estar fora da rota do Vale do Loire, resolvi usá-lo como ponto de partida do nosso roteiro, por vários motivos. O primeiro e mais impactante era porque, uma semana depois de iniciada a viagem, eu e meu marido estaríamos ali de novo, finalizando mais uma edição da Course Paris Versailles, a tradicional corrida da qual já havíamos participado em 2015 e 2016.

Hotel de Ville – a linda prefeitura de Versalhes

Chegamos a Paris em um domingo e pegamos, no próprio aeroporto, o carro que eu havia reservado. De lá, já fomos direto para Versalhes. Ficamos no mesmo hotel Ibis Versailles Château, onde eu já havia me hospedado com minhas amigas em 2015. E, logicamente, já fomos com os ingressos para visitar o palácio na mão, para não perder um minuto sequer!

Aliás, se você está em Paris e quer visitar o Palácio de Versalhes sem complicações, pode ir na maior tranquilidade e com guia em Português. O meu parceiro Ticketbar, leva você até lá!

Super vantagem: você pode comprar antecipadamente seu tour em Português e, ainda, aproveitar a assessoria do Turista FullTime!

Aliás, eu já havia publicado um post inteirinho sobre o Palácio de Versalhes, mas aqui vai uma dica inédita e de O-U-R-0: se você puder, deixe para entrar no palácio no final do dia. O complexo é gigantesco e tem muita coisa para ver, além do palácio em si.

Desfrute dos jardins, das outras construções e, por fim, visite o interior do palácio.

As filas, que costumam ser ENORMES o dia todo, ficam minúsculas depois de 4:30 da tarde.

Acredite se quiser: entrada com fila ZERO!

Entramos no palácio perto de 17:00 (sem ninguém na nossa frente!). E acredite: uma hora e meia foi o suficiente para ver tudo.

Roteiro de 4 dias pelo Vale do Loire

Para percorrer o Vale do Loire, decidi escolher duas cidades para servir de base: Blois e Amboise. Ambas foram escolhidas pela localização estratégica com relação aos castelos que eu pretendia visitar. Além disso, pelo benefício de poder me hospedar em acomodações confiáveis e com custo reduzido.

A cidade vista do alto do castelo de Amboise.

Sei que muitas pessoas preferem a experiência de ficar em um local de caráter familiar. Uma pousada ou um B&B, por exemplo. Eu já sou prática: não gosto de surpresas e prefiro saber exatamente o que vou encontrar. Ainda que eu perca o charme de um toque pessoal na decoração ou de um café da manhã mais regional. Assim, acabo optando por hotéis de redes conhecidas, pois não tenho surpresas. Nem para mais nem para menos.

Roteiro no Vale do Loire – dia 1

Saímos cedo do hotel e percorremos, em cerca de duas horas, os 173 quilômetros que separam o Château de Versailles do Château du Chambord. Estrada excelente e bem sinalizada. Nenhum problema para encontrar o destino. Único detalhe: havia um pedágio. Eu já conhecia o sistema, de uma viagem que havia feito com amigas a Giverny e Chartres, mas para quem sai de Paris pela primeira vez, pode ser uma grande surpresa!

A linda catedral de Chartres

Aliás, Chartres fica no caminho para o Vale do Loire. Se você está com tempo sobrando, vale a pena dar uma paradinha por lá. Além da catedral, que é belíssima, a cidade faz parte do Caminho de Santiago de Compostela  e é um encanto só!

E aqui vai uma outra dica valiosa: tenha notas pequenas de Euro ou um cartão de crédito ou de débito para pagar a taxa. Como não há atendente (é um terminal automático), você não vai ter quem lhe ajude caso tenha algum problema. Não se assuste, também, com um detalhe: na primeira máquina, somente sairá um bilhete, que você vai usar no próximo ponto de pedágio para pagar apenas o trecho percorrido. Um sistema bem semelhante aos de entrada e saída de shopping center no Brasil. 

Primeira parada: Château du Chambord

O Château du Chambord é o maior castelo do Vale do Loire e badaladíssimo entre os turistas. Além disso, ele faz parte do roteiro enxuto para quem faz um bate e volta de um dia a partir de Paris. Consequentemente, as filas para comprar os ingressos são inevitáveis. Já sabendo disso, comprei antecipadamente os ingressos on-line no site oficial do castelo.

Apesar de ser um castelo com pouca mobília, é uma construção suntuosa e conta com um jardim deslumbrante.

Como a ideia era fazer o Chambord de manhã e o próximo castelo à tarde, já aproveitamos para almoçar por lá, mesmo. É importante ressaltar que os castelos do Vale do Loire, de uma maneira geral, possuem uma excelente estrutura para os turistas. Inclusive, com várias opções gastronômicas para refeições leves ou completas.

Opções variadas na “praça de alimentação” do castelo. Aprovado!

Optamos por um croque monsieur com vinho Rosé, mas havia inúmeras possibilidades, para todos os gostos. Até mesmo wine tasting, em uma loja de vinhos locais. Uma verdadeira praça de alimentação em um agradável jardim.

Este castelo pode ser visitado em um tour de um dia saindo de Paris e com guia em Português. O meu parceiro GetYourGuide oferece, também, várias outras opções de excursões de dia inteiro, visitando dois ou três castelos. Entretanto, a maioria delas apenas com guia em Inglês.

O que eu gostei desta excursão, em particular, é que ela engloba os castelos mais bonitos dentre os que eu visitei. De repente, pode ser uma boa pegar um tour para conhecer castelos diversos numa tacada só, já que o deslocamento pode ser complicado para quem está sem carro.

Além disso, achei o valor bem atrativo, já que as entradas para cada um não saem baratas. E o preço total engloba tudo: deslocamento, guia e almoço (durante o inverno).

Segunda parada: Château de Cheverny

Apenas cerca de 18 quilômetros separam o Château du Chambord do Château de Cheverny, de modo que conciliar as duas visitas é uma ótima opção. E você não terá overdose de castelos, já que os dois têm estilos completamente diferentes.

Eu já havia gostado muito do primeiro, mas confesso: fiquei enlouquecida com o segundo! Completamente apaixonada pelo lugar…

Primeiro, porque amo cachorros e o Château de Cheverny abriga um canil com mais de 100 exemplares de cães tricolores franceses, todos com um V de Vibraye, marcado a tesoura do lado direito da barriga. Independentemente desta particularidade, eu fiquei impressionada ao ver todos aqueles cães tão dóceis, respondendo um a um à “chamada” feita pelos tratadores.

Dizer que o castelo, em si, é um deslumbre também é redundante. Os aposentos ricamente decorados nos fazem sentir como se fôssemos convidados… ou até mesmo, hóspedes. Dá-se a impressão de que uma família ainda mora por lá.

E, para completar o cenário de sonhos, havia diversas esculturas feitas em Lego e inseridas no contexto da decoração de vários aposentos. Saí de lá de queixo caído…

Este é outro castelo que pode ser visitado em um tour de um dia combinado com Chambord & Chenonceau ou com Chambord & Amboise. Ambos, com meu parceiro GetYourGuide.

A hospedagem em Blois

Final de dia, hora de rumar a Blois, cidade onde passaríamos a noite e que fica a cerca de 15 quilômetros de Cheverny.

Escolhi o Ibis Budget Blois Centre para a nossa hospedagem pelo preço e localização. Nem de longe, ele tem o requinte e a sofisticação dos castelos que havíamos visitados… hehehe! Mas veja, na vida é preciso ser eclético.

O hotel, apesar de super simples, foi totalmente apropriado para uma pernoite em um local limpo, confiável e honesto. A única ressalva que tenho a fazer é que ninguém do hotel falava Inglês. Daí que tive que me virar nos trinta com o meu tosco Francês… fora isso, tudo na paz.

Outra vantagem do hotel: ele fica a apenas 300 metros de distância do Castelo Royal de Blois e bem perto de algumas opções gastonômicas. Foi uma escolha acertada!

Estávamos morrendo de fome e resolvemos tentar a sorte na brasserie Le Clipper, localizada em uma pracinha perto do Castelo Royal de Blois. Comemos um spaguetti carbonara com tartuffo e bebemos vinho tinto. Foi uma refeição honesta.

Roteiro no Vale do Loire – dia 2

Primeira parada do dia: Château Royal de Blois

Apesar de estar inserido em uma paisagem urbana e não ser o mais imperdível dos castelos, ainda assim, o Château Royal de Blois tem uma enorme importância histórica e, convenhamos, o seu charme. Além disso, foi uma visita extremamente prazerosa, já que ele não está entre os que ficam apinhados de turistas.

Do castelo medieval, construído a partir do século X pelos condes de Blois, só restou  a sala senhorial, mais conhecida por Sala dos Estados. Porém, é a maior sala gótica civil do início do século XIII (data de 1214) conservada na França. A sala não estava com boa luminosidade, motivo pelo qual não postarei as fotos. 

Além disso, diz-se que a rainha Catarina de Médicis teria morrido neste castelo (em 1589). O quarto que pertenceu a ela ainda está lá, decorado com requinte!

Uma outra característica deste castelo é que ele mantém estilos arquitetônicos completamente diferentes e de várias épocas. Um bom exemplo é a escada externa em caracol de influências renascentistas.

E, por fim, a vantagem de visitar um castelo pouco procurado e de médio porte: em menos de 1h30min conseguimos percorrer todos os aposentos com calma. E rumar para o nosso próximo destino.

Este é outro castelo que pode ser visitado em um tour de um dia combinado com os castelos de Chambord e de Cheverny através do meu parceiro GetYourGuide.

Segunda parada do dia: Château Chaumont-sur-Loire

Resolvi incluir este castelo no roteiro porque achei a arquitetura muito semelhante a do Muiderlot, um castelo holandês que figura entre os meus preferidos. Ainda por conta da curta distância até Blois e, também, por ele ter pertencido à Catarina de Médicis, uma rainha cuja história me interesso.

Gostei muito do castelo. Não é muito grande, mas é bem imponente. Além de contar com uma mobília bem antiga, primorosamente conservada.

Para completar o cenário, os jardins do castelo ficam de frente para o Loire, com uma vista que é lindíssima.

Final de dia, seguimos para a cidade onde passaríamos as próximas duas noites…

Que sorte: um lindo fim de tarde em Amboise!

A hospedagem em Amboise

Resolvi escolher Amboise para duas pernoites, pois chegar até lá a partir do Château Chaumont-sur-Loire seria rápido e fácil. Apenas cerca de 20 quilômetros separam os dois. Para a hopedagem, escolhi o Ibis Budget Amboise.

Mesmo padrão de hotel em que havíamos nos hospedados em Blois, porém não o recomendo. Entre outros fatores, porque fica “entre nada e lugar algum”. Ainda que você esteja de carro (como estávamos), você quer ter a opção de sair a pé à noite. Ou, ainda, de desfrutar de um lugar agradável e turístico. Não encontramos nem uma coisa, nem outra…

Lembrei daquele comercial em que o carinha pergunta: “Quer pagar quanto?” Pois é: economizamos. E a vantagem terminou aí! Be, mas como sou otimista e gosto de focar no positivo, tenho que reconhecer que o croissant fresquinho do café da manhã, saído do forno direto pra nossa mesa, me fez ver o hotel com  mais simpatia. E os funcionários, também, eram bastante gentis.

Bem, apesar da escolha meio torta do hotel, a escolha da cidade foi certeira. O centrinho super bacana e fácil para estacionar. Muitas opções para uma boa refeição. Escolhemos o restaurante “Le Vinci” para jantar, bem em frente ao muro do Castelo de Amboise.

Foi uma injeção de ânimo depois de um dia cansativo. Fazia uma noite super agradável e a escolha dos pratos e do lugar foram aprovadas. Por um menu a preço fechado, comemos uma entrada e um prato principal que estavam deliciosos. Uma ótima pedida: preço justo, atendimento cordial e ambiente acolhedor.

Roteiro no Vale do Loire – dia 3

Primeira parada do dia: Château de Chenonceau

Este era o dia de maior expectativa para mim com relação ao Vale do Loire. Primordialmente, por conta do Château de Chenonceau, um dos mais aguardados da minha visita.

Well, well, well… parece que a turistada do mundo todo concordou comigo! Estava lotadérrimo… desde a fila para comprar os ingresso até a visita aos cômodos, propriamente dita. Foi difícil apreciar com calma e tranquilidade. Mais do que isso: foi um exercício de convivência!

Eu não tive problemas com a fila, pois comprei os ingressos rapidinho em uma máquina de auto-atendimento. Quem resolveu comprar no balcão, porém, teve que ter paciência…

Talvez seja a fama do castelo, conhecido como o Castelo das Damas. Entre suas sete donas ilustres, Catarina de Médicis e Diana de Poitiers, rivais pelo domínio do castelo em si… e pelo coração do rei. A primeira, a titular absoluta; a segunda, a amante favorita de Henrique II. Você pode imaginar o tamanho da encrenca!…

Enfim, fofocas à parte, penso que alguns fatores contribuem para a lotação. Entre eles, a fama e a facilidade em chegar até lá de transporte público. Há uma estação de trem, praticamente, na entrada do castelo.

A singela estação, bem à entrada do castelo.

Há, ainda, a possibilidade de visitá-lo em um tour guiado e com todas as regalias partir de Paris. Explico: pelo menos com o meu parceiro GetYourGuide, você nem precisa se abalar a procurar o ponto de encontro para o passeio. Eles buscam e levam você de volta a qualquer hotel de Paris!

Honestamente? Mesmo estando concorrido, eu não perderia este castelo por nada. Adorei a visita e acho que é impossível passar pelo Vale do Loire sem conhecer esta preciosidade!

Segunda parada do dia: Château Royal de Amboise

Este castelo é uma ótima opção para quem está hospedado em Amboise, pois fica bem no centrinho da cidade. Ainda assim, não é um castelo imperdível. Aliás, a escolha por Amboise não foi motivada por ele, e sim, pela proximidade com os Châteaux de Chenonceau e du Clos Lucé.

O Château Royal de Amboise, entretanto, tem uma particularidade. A capela de São Humberto, localizada nos jardins do castelo, abriga o túmulo de Leonardo da Vinci, que morreu em Amboise no ano de 1519. Daí que a visita a ele complementaria uma visita que faríamos no dia seguinte…

Fora isso, é um castelo inserido na paisagem urbana e a primeira referência arquitetônica da Renascença no Vale do Loire, o que por si só já justifica a visita.

Conta ainda, com aposentos ricamente mobiliados…

E uma bela vista para o rio Loire:

Roteiro no Vale do Loire – dia 4

Encerramento da viagem: uma visita ao Château du Clos Lucé

Casada com um engenheiro, eu não teria como deixar este castelo de fora da nossa rota. Apesar de não ser um castelo “casteloso” e gigantesco, e de parecer mais com uma bela casa de campo, foi neste lugar que o gênio Leonardo da Vinci passou seus três últimos anos de vida (1516 a 1519).

O Château du Clos Lucé fica a apenas 400 metros de distância do Château Royal de Amboise, em meio ao vale do rio Amasse, um pequeno afluente do rio Loire. O castelo, construído no ano de 1471 foi, durante duzentos anos, uma residência de verão dos reis da França.

Leonardo da Vinci era grande amigo de Francisco I, chegando mesmo a ser nomeado “primeiro pintor, arquiteto e engenheiro do rei”. A afinidade entre os dois era tamanha a ponto de o rei utilizar um túnel subterrâneo unindo os dois castelos para as visitas frequentes ao amigo.

Leonardo da Vinci trabalhou incansavelmente durante os três anos em que morou no Clos Lucé, desenvolvendo diferentes projetos e, inclusive, organizando suntuosas festas para a Corte.

Achei todos os cômodos do castelo super interessantes, com destaque para as oficinas de Leonardo da Vinci, que foram encontradas e restauradas 500 anos depois que ele viveu por lá.

Nos jardins do castelo, encontram-se várias instalações inspiradas nas invenções do grande mestre. A visita ao jardim do castelo é imperdível, ainda mais para quem vai com crianças.

Há, ainda, uma exposição com cerca de 50 maquetes de invenções desta mente brilhante de Leonardo da Vinci. Parada obrigatória para amantes das Ciências.

Outra agradável experiência  é aproveitar para almoçar no restaurante do Clos Lucé, bem de frente para um jardim lindo e bem cuidado.

A volta para Paris

E como tudo que é bom, dura pouco… chegou a hora de nos despedir do Vale do Loire. Depois de dias de puro deleite, pegamos o caminho de volta para Paris. Seguindo pela rodovia A10, percorremos os cerca de 220 quilômetros que separam Amboise da Cidade Luz.

Ponte Alexandre III cruzando o Sena.

Confesso, um dia a mais teria sido perfeito. Teríamos visitado o Château de Vilandry, um os mais impactantes do Vale do Loire. Razão para lamentar? Longe disso: desculpa para voltar!

Sobre a  estadia de uma semana em Paris,  foi deliciosa como sempre. Os detalhes, porém vão ficar para o próximo capítulo… ops, quer dizer, post!

À bientôt!

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