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Cinque Terre refere-se a cinco lindos vilarejos localizados na Riviera Italiana e que formam o Parque Nacional de Cinque Terre, um patrimônio da Unesco. Tive a chance de conhecer um pouco deste presente da natureza (lapidado, de certa forma, pelo Homem) em uma parada de cruzeiro.

Tive a chance de visitar este patrimônio durante uma viagem de cruzeiro. Dúvida cruel do que fazer com tanta opção e com tão pouco tempo! O navio ancorara em La Spezia, de onde saem os trens que passam pelos vilarejos. Mas, a alegria da experiência tinha hora apertada para acabar, já que no final da noite, partiria para outro porto…​

Como não havia um minuto a perder, assim que o navio atracou, lá fomos eu e meu marido percorrer o que fosse possível em poucas horas. Resolvemos fazer o percurso de trem. Claro que há outras formas de acessar as Cinque Terre, mas eu vou relatar o que fiz.

Como chegar do porto de La Spezia à Estação Central?

Da saída do Terminal de Cruzeiros, não é impossível andar até a Estação Ferroviária Central (cuidado, há uma outra). Porém, não é perto e o verão da Costa da Ligúria não é dos fraquinhos. De maneira que resolvemos pegar um ônibus circular, que passava em frente à Catedral, a cerca de duas quadras de onde estávamos. Muito simples e sem erro.

Há 3 opções de ônibus para a estação central: as linhas L3. Fomos (mal) informados no stand de turismo encontrado à saída do porto. A atendente nos disse que seria possível comprar os bilhetes com o próprio motorista, que sem tirar os fones do ouvido, fez um gesto de “entra aí e tudo bem”.

Fomos sem pagar… que vergonha! Detesto esse tipo de situação, mas não havia jeito. Fomos meio tensos, já que explicar para um possível fiscal que tentáramos comprar e o motorista não vendeu, seria bem complicado sem dominar o idioma.

Depois soube, por outro turista, que os bilhetes para o ônibus poderiam ter sido comprados em uma banca de jornal que havia próxima ao ponto de ônibus. Lembrei um pouco do nosso país: muito lindo e com grande potencial turístico, mas sem muita atenção ao turista.

Como organizar uma ida de trem à Cinque Terre?

Bem, na Estação Central, pudemos ter um exemplo de cordialidade e solicitude. A atendente que vendia os bilhetes forneceu-nos todas as informações necessárias quanto ao trajeto, às trilhas que estariam fechadas etc. Tudo em um excelente Inglês!

Aqui, vai uma dica fundamental para aproveitar bem o dia: se você pretende fazer os trechos que ligam os vilarejos, é bom checar previamente quais estarão abertos. Por conta de manutenção em pontos que podem ser perigosos aos turistas, o percurso fica interditado.

Você pode comprar o bilhete de trem válido para o dia inteiro por €12,00 (valores de julho de 2015). É preciso validar o bilhete em uma máquina na própria estação antes de entrar no trem.  ​Como o bilhete é pessoal e intransferível, você deve escrever seu nome, também. Assim, evitará problemas com os fiscais que circulam ao longo do trajeto. Eu precisei apresentá-lo duas vezes ao longo do dia.

Uma vez validado o bilhete, você pode viajar tranquilo, sem a necessidade de validá-lo de novo a cada estação. Pode pegar quantos trens quiser, dentro daquele percurso, sem restrição.

Itinerário Cinque Terre: Riomaggiore

A primeira parada da linha é Riomaggiore. Fica a cerca de 9 minutos de trem de La Spezia. É de lá que sai o primeiro trecho da trilha que vai contornando a bela Costa da Ligúria. Infelizmente não pudemos percorrer a Via dell’Amore. O trecho estava fechado, por não oferecer condições seguras de acesso. Uma pena, seriam apenas 850 metros até o próximo vilarejo.
Riomaggiore, um vilarejo da Cinque Terre

Barrados no baile…

Passeamos pelo vilarejo por cerca de uma hora, tomamos uma cervejinha vendo o mar e lá fomos nós para a estação, pegar o trem para a próxima parada. Aí veio o desafio: domingão de sol, o trem apinhado de gente querendo ir para os próximos vilarejos com uma única linha de acesso. Foi um caos, mas sobrevivemos e demos boas risadas!

Itinerário Cinque Terre: Monterosso al Mare

A segunda parada seria Manarola, mas decidimos ir até a última das vilas (penúltima parada da linha). E assim ir voltando no contra fluxo. Desembarcamos direto na Monterosso al Mare que, pelo jeito, é a queridinha de turistas e locais, já que tem uma estrutura melhor de praia. E é a maior de todas, também.

Nem preciso dizer que estava LO-TA-DA, com sol escaldante e com pouca estrutura para comer com tranquilidade. Resolvemos não ficar lá muito tempo. Fiquei com água na boca de fazer o percurso Monterosso – Vernazza, cujo caminho estava aberto…

Mas seria muito torturante com a alta temperatura e gastaríamos pelo menos uma hora. O caminho conhecido como “The Blue Path” (O Caminho Azul) se estende por cerca de apenas 3.3km. Além de ser conhecido como o trecho mais difícil. Contudo, pessoas afirmam que até crianças podem fazê-lo. Creio que a dificuldade seja não parar a todo instante para tirar fotos. Daí a demora no trecho. ​

As próximas paradas no sentido da volta a La Spezia seriam Vernazza e, depois, Corniglia. Não prestamos atenção à tabela dos horários de trens. Em determinados momentos do dia, eles não param em três vilarejos, indo direto para Riomaggiore. Não perdemos o humor: descemos na La Spezia, onde tudo começa. E voltamos a fazer o itinerário Cinque Terre. viu como vale a pena comprar o Day Pass?! Turista é turista… volta e meia perde o rumo!

Itinerário Cinque Terre: Manarola

Muito bem, a esta altura, já estávamos famintos, esbaforidos, com as roupas encharcadas de suor… e o fluxo do fim do dia não estava dando ânimo pra encarar a multidão voltando da praia. Resolvemos descer em Manarola e conferir o montão de casinhas coloridas da encosta que já sabíamos, que haveria por lá.

Achei o vilarejo bem gostoso, mas rústico e sem muita infraestrutura para turistas. Quem quiser tomar sol, tem que encarar uma “laje”. Não é turismo para quem prima pelo conforto. ​Ainda assim, é bem interessante: a paisagem é linda! E o pessoal não parecia se importar em curtir a natureza sem grandes retoques…

O que eu amei nessa parada foi um estabelecimento que vendia Gamberi (camarão), peixes e anéis de lula em cones, no melhor estilo take-away. Uma delícia que caiu super bem, sem pagar preço de restaurante!… ​

A volta para o navio

Lógico que voltei no fim do dia para o navio com um gostinho amargo de não ter conseguido visitar todos os cinco vilarejos… tarefa que teria sido possível, mas ferindo meu princípio básico de curtir cada momento.

​Como sempre digo, não gosto de sair “ticando” só para dizer que fiz ou vi. Gosto de apreciar, de sentir com calma o clima do lugar… e isso, consegui fazer bem. Voltaria ao lugar? Com certeza! Recomendaria? Cem por cento!

Hospedagem em Cinque Terre

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6 thoughts on “Cinque Terre: os vilarejos na Costa da Ligúria”

  1. Estou tentando montar Tb um roteiro sai do de La Spezia, aproveitando as horas que o cruzeiro estará atracado. Peguei algumas dicas aqui. Tem outras?!

    1. Oi, Tarson! Tudo bem? Tenho muitas dicas de portos de cruzeiros, pois já fiz 7 pelo Mediterrâneo (passando pela Itália). Quais são as cidades que você pretende visitar? Além das que já estão aqui no blog, há muitas outras cidades italianas que já visitei e sobre as quais ainda não escrevi. Será um prazer ajudá-lo a preparar a sua viagem. Abraço!

      1. O costa diadema, em outubro. Sai de Barcelona (vou ficar hospedado lá), passando por Palma de Maiorca, Roma (já conheço), La Spezia(vale a pena fazer as Cinque Terre em um dia?), Savona, Marselha. Como são poucas horas em cada local, queria fazer algo legal mas que não fosse muito cansativo nem corrido. Obrigado!

        1. Beleza, Tarson! Fiz quase o mesmo itinerário com a MSC em 2015 e, no ano passado, saí de novo de Barcelona, repetindo alguns portos. Farei melhor do que dar só algumas dicas por aqui: vou elaborar os posts sobre as cidades e as atrações imperdíveis para quem dispõe de apenas algumas horas.

          O que posso lhe adiantar é que Palma de Maiorca é uma cidade bem legal e você (muito provavelmente) vai ficar chateado de passar apenas algumas horas por lá. Voltei para passar alguns dias 2 vezes depois de ter saído de lá em um cruzeiro. Como você vai em outubro, não acho que vale a pena perder tempo para ir conhecer as praias (que são muito bonitas!). O ideal é ir conhecer o centro histórico. A catedral é bem interessante. O Palau de l’Almudaina (que fica em frente à catedral) também vale a visita. Se você gosta de cavernas, pode ir conhecer Las Cuevas del Draco, mas fica longe do porto. O ideal é ir com uma excursão do navio para não correr o risco de perder a hora de embarcar (porém, os serviços oferecidos costumam ser salgados).

          Savona não foi um porto marcante pra mim. Eu pegaria uma excursão para alguma atração mais “turistosa”. Para curtir Marselha com calma (e com pouco tempo) o melhor é ficar pela área da marina (não muito longe do porto, curtíssima distância de táxi – da primeira vez, fui a pé até lá). Há algumas atrações históricas na região. Dá pra conhecer sem correria.

          Quanto às Cinque Terre, foi bem corrido conhecer em um dia. Pude ter uma visão do potencial mas, realmente, foi meio aventureiro de minha parte conhecer de trem. Não consegui conhecer os 5 vilarejos. Ainda assim, gostei da experiência e acho que valeu a pena. Era pleno verão e as altas temperaturas não cooperaram muito. Em outubro, com certeza, será mais tranquilo. Se você quiser algo mais relaxante, há vários passeios de barco oferecidos na marina que fica bem pertinho do porto. Dá pra ir até lá caminhando, sem problemas.

          Espero ter contribuído, de alguma forma. Qualquer dúvida ou sugestão, pode perguntar. Aliás, como você soube do meu blog? Fiquei curiosa! Abraço!

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