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Só pelo nome, a tradicional corrida francesa já desperta um desejo: conhecer (ou rever!) dois pontos turísticos que povoam o imaginário de quase todo viajante: a bela Paris e o e a charmosa Versalhes.  Imagine, então, com a largada aos pés da Torre Eiffel! Um evento quase mágico para quem adora uma boa esticada de pernas…

Eu sonhava em participar deste evento há um bom tempo, mas sabia que seria um grande desafio cumprir os 16km que separam a linha de partida – aos pés da Torre Eiffel – à linha de chegada, a cerca de 500 metros do Palácio de Versalhes.
Ainda assim, meses antes do esperado dia, comecei os preparativos para participar da corrida. Além de intensificar os treinos (pois só havia participado de provas de 10km até então), foi necessário um planejamento minucioso para não ficar de fora da festa.

Preparativos

Em primeiro lugar, é preciso ficar atento às datas da inscrição. Meses antes do evento, os números se esgotam. Este ano, foram 22 040 participantes. A inscrição pode ser feita on-line e há versão em Inglês. Só para você ter uma ideia, fiz minha inscrição no dia 11 de abril (mais de 5 meses antes).

É preciso ficar atento a um detalhe: a inscrição só é confirmada depois que você envia o atestado médico (com data de validade inferior a um ano da data da corrida). Na verdade, é um atestado bem simples: você só precisa fazer um download do documento (que é fornecido no próprio site do evento) e levar para o seu médico preencher. Não é necessário anexar exames etc. É só uma garantia de que está tudo bem com você.

Paris é sempre uma cidade em “alta temporada” e com hotéis relativamente caros. Portanto, quanto antes você puder reservar, melhores preços irá encontrar. Para você ter uma ideia: reservei em abril o hotel Ibis La Defénse Centre e paguei €129.00 por duas noites em quarto duplo (os preços variam de acordo com o dia da semana).

O casal de amigos que foi conosco ficou no mesmo hotel  e pagou mais caro, pois reservou pouco tempo depois. Nos dias da hospedagem, as tarifas estavam €99,00 para o sábado e €116,00 para o domingo. Fiz uma economia e tanto, pagando meses antes.

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 Uma corrida democrática!

Na inscrição, o tempo máximo previsto para cumprir o trajeto é de cerca de 3 horas, considerando que o horário máximo para cruzar a linha de chegada é até às 13:30 e que a maioria das pessoas vai conseguir começar a correr por volta de 10:30. Tempo mais do que suficiente para completar a prova, mesmo que em alguns trechos, o participante seja obrigado a caminhar.

Eu fui testemunha de vários exemplos de que a corrida, apesar de longa, é totalmente viável para diferentes tipos de participantes. Vi um casal correndo enquanto empurrava um carrinho de bebê; passei por um casal de meia-idade caminhando com aqueles sticks de quem faz trekking. Vi até brasileiros trajando camisas com frases de protesto…

Eu me incluo no exemplo de que a corrida é pra todo mundo: fui obrigada a caminhar os últimos quilômetros do percurso, sofrendo com as sequelas de uma lesão no joelho que me perturbou desde o primeiro quilômetro e que me levou às lágrimas nas poucas centenas de metros que me separavam da linha de chegada…

Uma corrida romântica…

Cruzei várias vezes com um casal de brasileiros muito  simpático, que resolveu aproveitar a linda prova para celebrar os 25 anos de casados. Aí você vai querer saber como eu fiquei sabendo disso. Simples: vi o marido carregando uma mochila com uma faixa e ouvi os dois falando Português. Quis sabe o que eles comemorariam na chegada (e se poderia contar pra todo o mundo… hehehe!). Eles, gentilmente, posaram para fotos e contaram sua história.

Espero revê-los correndo pelo mundo, pois não consegui encontrá-los na chegada… Aproveito este espaço para desejar que sejam felizes para sempre!

Bem, a democracia não para nestes exemplos. Para quem não quer correr os 16km, há a versão light: uma caminhada de 5km que começa em Chaville (localizada a 5km do ponto final) e que é aberta a qualquer participante – inclusive crianças. Deve-se ficar atento, porém, pois é limitada a mil participantes. A inscrição pode ser feita, inclusive, no dia da corrida – desde que haja vaga, ainda…

Finalmente… o grande dia!

Deslocamento:

No dia da corrida, a melhor opção é chegar ao local da prova de metrô. Imagine que, se Paris já é difícil de dirigir em dia comum, em dia de um evento de grande porte, o trânsito estará pior.

Muita gente teve a mesma ideia: metrô cheio de corredores! Coisa linda!

Há uma estação de metrô bem próxima ao local de largada e foi muito tranquilo chegar até lá: os vagões não estavam lotados, apesar de ter muita gente vestida para a corrida. Olha aí o meu simpático grupo: meus queridos amigos Samuel e Estefânia e o meu amado companheiro de vida toda: o maridão!

Ponto de partida: a linda Torre Eiffel

 

Outra coisa que me surpreendeu: centenas de roupas deixadas no chão próximo à largada: corredores experientes foram vestidos com moletons velhos para se desfazer no momento de começar a correr… nunca havia pensado nisso! Interessante… e uma ótima forma de ajudar ao próximo, se houver depois alguma instituição que se responsabilize pela coleta, limpeza e distribuição dos itens, pois havia coisa muito boa espalhada no local.

 Momentos “perrengue”…

Bom, pelo menos no pelotão em que eu estava, houve um consenso: quase todo mundo caminhou ladeira acima… um trecho íngreme entre o sexto e o oitavo quilômetros que parecia que não acabaria nunca… a cada esquina, eu pensava: tomara que agora fique plano… e nada!
Foi duro… ao final do desafio, encontro a placa “explicativa”… too late (tarde demais): já estava todo mundo com a língua de fora… e nem era o último trecho em aclive!
O pior é que ouvi depois – de um dos organizadores da corrida – de que no ano seguinte sempre fica pior: o corredor já sabe disso e começa a sofrer antes mesmo de começar a subida… hum, não sei. Vou ter que conferir!

Momentos “mamão com açúcar”…

  • Há alguns pontos de hidratação ao longo do percurso:
    • 5km – água e torrões de açúcar
    • 8.5km – água, torrões de açúcar, laranja e uva-passa
    • 13km – água, torrões de açúcar e uva-passa
    • 16km – água e uma sacolinha contendo barrinhas de cereais e frutas

    E, lógico, a linda medalha que compensa todo o sofrimento!

 Momento “hidratação”…

Depois de uma boa corrida, o cidadão tem sede… e fome! Daí que resolvemos procurar um cantinho para sentar e repor as energias, aproveitando a linda tarde de sol e dando um tempinho antes de pegar o trem de volta para Paris. Pra que enfrentar a muvuca, se podemos esperar confraternizando e contando as peripécias?! Juro: escolhemos na sorte… o lugar estava cheio de corredores, pareceu-nos super agradável e francês… de modo que nos acomodamos.

Restaurante L’ Avenir

Qual não foi a nossa surpresa quando a simpática atendente (que depois descobrimos ser a dona do estabelecimento, dona Helena), respondeu em Português! Ganhamos o dia: não só a cerveja estava geladinha, como fomos surpreendidos pelos deliciosos bolinhos de bacalhau que ela nos serviu quentinhos! Detalhe: feitos no capricho por uma baiana!

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