Recentemente, fui testemunha de um evento do qual ninguém quer participar: uma emergência médica. Eu, que nunca havia precisado pedir uma ambulância no meu país e na minha língua-mãe, de repente precisei pensar rápido e tentar resolver a situação. Depois que me recuperei do susto, fiquei refletindo sobre o ocorrido e resolvi ir em busca de instruções para estar mais bem preparada, caso algo ruim aconteça…

Nada como conversar com um nativo para isso. Sem intermediários: direto na vizinha holandesa com a qual tenho tanta amizade! Ela me explicou os pormenores, que vou dividir com você… é o tipo de coisa que ninguém quer vivenciar, mas que se acontecer, deve-se estar preparado. Então vamos lá, passo a passo para pedir ajuda num momento extremo:

Ligue para o 112


Este número, assim como em outros países, aceita ligações de qualquer telefone celular (mesmo sem crédito!) ou fixo. O número é o mesmo para todo o país e para toda série de emergências.

Responda às três perguntas iniciais feitas pelo(a) atendente:

Sua emergência é incêndio, polícia ou ambulância?

De que cidade você está falando?

Em que endereço você está?

Forneça todos os detalhes possíveis…

Após respondidas as três perguntas, que já darão início ao atendimento, o(a) atendente ficará com você na linha até que o socorro chegue. Dependendo da seriedade da situação, ele decidirá a prioridade de atendimento. Daí ser tão importante fornecer as informações corretas sobre a gravidade do acontecido.

Em geral, o socorro vem bem rápido. Parece até que havia alguém bem pertinho… mas não é uma coincidência. É bom planejamento mesmo!

No caso de uma emergência médica, a vítima é levada para dentro da ambulância, onde recebe o atendimento inicial, que pode ir desde um exame de sangue até um eletrocardiograma. Tudo muito rápido. Se a situação não é extrema, o paciente é liberado e um relatório é emitido poucos minutos depois, para que posteriormente, a pessoa vá ao huisarts (o médico da família, que normalmente é um clínico geral) e ele tome as medidas que achar cabíveis (tais como pedir exames mais complexos, por exemplo). Ou mesmo para constar no histórico hospitalar o ocorrido.

Sou curiosa: além de conversar com minha vizinha, fui em busca de estatísticas. Encontrei um documento em PDF que traz informações detalhadas dos atendimentos médicos em toda a Holanda. Além disso, li que o limite máximo para atendimentos é de 15 minutos em todo o país (dados da Wikipedia) mas, na situação que presenciei, o socorro chegou em menos de 5 minutos.

Bom, naturalmente, este é um tipo de experiência que ninguém quer ter, mas que se tiver que acontecer, que seja em um país de primeiro mundo, onde o atendimento é feito no mais alto nível. Que nunca precisemos, mas é sempre  bom saber que estamos em boas mãos. 

Categorias: Vida na Holanda

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