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Milão foi o destino escolhido para a comemoração do meu aniversário. Viagem a dois para um destino romântico: a Itália, sempre deliciosa e surpreendente. Não era possível fazer uma viagem longa. Tínhamos só um final de semana prolongado. Então, precisei fazer um roteiro bem enxuto, mas ainda assim, abrangente. E só posso dizer que foi muito bom!

Como chegar a Milão?

Saímos de Amsterdã com destino a Milão em um voo KLM de 1 hora e 40 minutos de duração. A chegada ao aeroporto Linate foi tranquila, mas comprar o bilhete para o shuttle bus que nos levaria para o centro da cidade não foi possível, já que não havia um funcionário no guichê correspondente (em pleno meio-dia!) nem indicação de quando haveria.

Como ir do aeroporto Linate para o centro de Milão e vice-versa?

O deslocamento aeroporto-centro é descomplicado. Mesmo que você perca o shuttle bus por segundos, como aconteceu conosco! Aliás, nem sei se é a melhor opção de fato, pois acabei indo com o ônibus comum de linha e deu tudo certo, tanto na ida quanto na volta.

Do aeroporto até o ponto final são 16 paradas e o percurso leva, em média, 30 minutos. Acredito que um táxi não deva ser muito caro, pois são cerca de 8km até o centro, mas eu gosto sempre de aprender (e indicar) o mais barato.

Os bilhetes para o ônibus podem ser comprados em uma máquina, na parte externa do aeroporto e bem em frente ao ponto do ônibus 73, cujo ponto final (e inicial) é na San Babila (em frente à estação do metrô M1 e à loja oficial do Juventus).

Usar esse meio para chegar ao centro é super tranquilo. Não tem como errar… de lá, você pega o metrô ou ônibus para aonde quer que vá. Eu sempre digo: chegou a uma estação de metrô, todo o restante fica fácil!

Como usar o transporte público em Milão?

A primeira vez que tentei comprar o bilhete válido para 48 horas, não consegui. Motivo: uma das máquinas da estação, só aceitava moedas… e eu não tinha o suficiente!

​A outra, só aceitava notas e não devolvia troco. Conclusão: comprei bilhetes unitários e deixei para tentar de novo em outra estação.

Mais tarde, consegui comprar sem problemas e utilizei os bilhetes inúmeras vezes, inclusive para voltar ao aeroporto. Atenção: ao entrar em um ônibus, não esqueça de validar seu bilhete. A caminho do aeroporto, três fiscais entraram no ônibus. Checaram os bilhetes de todos os passageiros e tiraram dois estrangeiros que estavam sem bilhetes, depois de pedir passaporte e tudo. Com certeza foram, no mínimo, multados. Então, melhor não bobear, nem contar com a sorte!

Onde se hospedar em Milão?

Escolhi o Best Western Hotel City na Corso Buenos Aires, pois sabia que a localização era excelente e com um metrô colado. Uma escolha acertada: quatro estrelas bem confortável, com quarto amplo, ótimo banheiro e um farto café da manhã incluído no valor da hospedagem.

Aliás, fiz a reserva com o meu parceiro Booking.com, que posso garantir que é super confiável. Se você também estiver indo para Milão, pode fazer sua reserva por aqui mesmo. Não vai pagar custo extra algum e eu ainda vou ganhar uma pequena comissão. Dessa maneira, você me ajuda a manter o blog, já que não conto com patrocínios…

O que fazer em Milão?

Milão tem muitas atrações, mas quase todo turista de passagem percorre o mesmo circuito. O Duomo é o carro-chefe, mas há ainda museus, galerias, cafés deliciosos, as ruas da Moda… afinal, a cidade respira glamour! Quanto mais tempo você tiver para explorar a cidade, mais vai gostar, com certeza!

Duomo de Milão

Assim que você sai da estação do metrô Piazza del Duomo, dá de cara com aquela construção espetacular (mesmo que já tenha visto o Duomo de Florença ou a Notre Dame ou a Sagrada Família, entre outras) e fica de boca aberta… É incrível contemplar a maravilhosa composição de estátuas e gárgulas que compõem a fachada desta linda catedral.

Falar do Duomo de Milão exigiria um capítulo à parte, então vou resumir: a fantástica construção demorou 500 anos para ser concluída, mas o esforço conjunto de milhares de pessoas ao longo dos séculos, pode ser conferido todos os dias do ano, a partir das 8:00 da manhã (horário de abertura das bilheterias).

A entrada gratuita é restrita apenas a uma pequena parte da catedral (e indicada apenas a quem só vai para orar). Se você quiser acesso irrestrito com direito a tirar fotos, entre na fila de turistas e compre o ingresso de €2,00 (que também dá acesso ao Museu do Duomo) e vá conferir a maravilha que também é o Duomo por dentro. Há outros arranjos para visitá-lo e você pode conferir todas as opções no site oficial.

Se não quiser perder tempo na fila, já pode comprar os ingressos aqui no blog mesmo, usando o link do meu parceiro Ticketbar ou um dos banners do meu parceiro GetYourGuide. Ambos são de inteira confiança e com a venda simplificada.

​Museu do Duomo de Milão

O ingresso do Duomo de Milão pode ser utilizado para visitar o museu em dias separados. Eu visitei a catedral primeiro e o museu depois, mas acho que teria sido mais interessante fazer o inverso.
Muito interessante, pois concentra o acervo que conta a história e as etapas da construção da catedral, além de abrigar inúmeros objetos, incluindo os moldes de gesso utilizados para fazer as estátuas.

Pinacoteca da Brera

A Pinacoteca foi inaugurada no início do século XIX, com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento acadêmico dos estudantes da Academia de Belas Artes. Abriga muitas obras clássicas de pintores consagrados, na grande maioria italianos, mas há também obras de pintores internacionais, como Rubens, Van Dijk e Rembrandt.

Não é um museu pequeno: são 37 salas, com uma grande variedade de pinturas, principalmente sacras. É preciso reservar umas duas horas, pelo menos, para poder aproveitar o lugar.

Funciona de terça a domingo (8:30 às 19:15) e o ingresso custa 10 euros (valores de 2016). Maiores informações, você encontra no site oficial.

​Teatro alla Scala

Adoraria ter visitado por dentro, mas quando fui procurar ingressos para algum concerto, os preços giravam em torno de 400 euros (por pessoa!!!). Fico imaginando o luxo do público… Enfim, contentei-me em tirar fotos da fachada. É possível, entretanto, fazer uma visita ao museu do teatro. Maiores informações, você encontra no site oficial.

​Castello Sforzesco

Infelizmente não consegui visitar os museus que o castelo abriga, mas só a parte externa da construção que tem origens no século XIV já foi bem interessante de conferir. Aliás, eu não sei se você já sabe desse meu lado, mas eu sou fanática por castelos e já visitei um montão deles, como já escrevi em outro post.

Para completar a experiência, nada melhor do que um chocolate quente mega cremoso. Você poderá conferir a gostosura no café que fica no pátio do castelo… Divino! 

Para quem tem mais tempo na cidade vale a pena visitar, pelo menos, os museus de maior destaque, como é o caso do Museu Egípcio, da Pinacoteca do Castello Sforzesco e do Museu de Arte antiga.

Na verdade, o complexo abriga os Musei Civici (museus cívicos) e é considerado um “cofre-forte”, já que ali se concentram grandes preciosidades da Arte e da Cultura. Todas as informações detalhadas para uma visita, você encontra no site oficial.

Onde comer em Milão?

Ah, este tema merece um post exclusivo… mas vamos lá! Vou tentar compilar ao máximo minhas experiências gastronômicas milanesas!

Il Mercato Del Duomo

Ineditamente, apesar de estar em uma área de alta concentração turística, em frente ao Duomo e grudado na Galeria Vittorio Emanuelle, o local é super democrático e oferece opções para todos os gostos e bolsos. O lugar é, relativamente, novo. Foi inaugurado em 2015 e possui três andares com opções gastronômicas diversificadas.

Almoçamos um linguini ao pomodoro no Il Pastaio por €5,00 cada! Com bebida, saiu menos de €15,00. Ótimo custo-benefício para um pit stop para aplacar a fome e continuar as andanças…

Ristorante Nabucco

Para preparar a minha viagem, peguei algumas dicas dos blogs O Guia de Milão e Milão nas Mãos. O restaurante Nabucco estava entre elas. Pensei: “não é possível que duas blogueiras que moram na cidade estejam erradas”…

Resolvi conferir. Fiz a reserva pelo site do Tripadvisor para a noite do meu aniversário. O jantar estava delicioso! Comi de entrada berinjelas à parmegiana e de prato principal, um mix de ravioli com espinafre e alcachofras. Não é um restaurante de refeição econômica, mas valeu cada centavo.

O ambiente é bem aconchegante, com apenas 6 mesas na parte interna e mais uma meia dúzia delas na parte externa (aquecida). Ótima pedida para um jantar a dois!

Salsamenteria di Parma

Esse eu achei por minha conta, passando em frente, a caminho do Nabucco. Como o nome sugere, oferece muitas opções de Proschiutto di Parma. Comemos muitíssimo bem: polenta frita deliciosa e sequinha com queijo gorgonzola, tábua de Proschiutto di Parma com muçarela de búfala e tomates cereja. Tudo acompanhado de vinho e uma cestinha de pães deliciosos. Refeição farta e barata. Aprovadíssimo!

Signorvino

Imperdível! Impossível não achar e não se apaixonar… este lugar também foi sugerido pelo blog Milão nas Mãos e resolvemos conferir no domingo. Não tínhamos reserva e resolvemos tentar na sorte mesmo.

Os deliciosos quitutes…

Ambiente super descolado, porções fartas e preços pra lá de acessíveis. Se morasse em Milão (sonho meu…) iria sempre até lá. O mais surpreendente é que ele é na cara do Duomo… e NÃO é armadilha par turistas… incrível!

Pegamos uma mesa para dois, a última sem reserva, apesar de estar bem cheio e ser uma da tarde! Acho que foi sorte de principiante, mesmo. Foi um belo presente de despedida já que de lá iríamos voltar ao hotel para pegar as malas e partir para o aeroporto…

Tartufotto

Este restaurante é para os amantes da trufa, que não se importam em pagar uma dezena de euros por algumas fatias (finíssimas) da iguaria sobre o prato escolhido. Fomos até lá porque adoramos uma trufa negra e queríamos experimentar um lugar “classudo”.

Já imaginávamos que a conta seria “salgada” e foi mesmo. Honestamente, estava tudo muito gostoso, mas só é uma boa opção se você não se importar em desembolsar pelo menos 150 euros em um jantar para duas pessoas.

Nossa conta não foi tão alta, pois pulamos direto para o prato principal e não comemos sobremesa, mas uma refeição completa não sai por menos de 200 euros. Além disso, não vai lhe trazer uma experiência tipicamente milanesa.

Eu teria escolhido outro lugar. Aliás, teria voltado à Salsamenteria sem pensar duas vezes e só fui a este porque meu marido estava muito empolgado. No final, ele concordou comigo que o outro teria sido melhor…

Em tempo: estes três estabelecimentos ficam no boêmio Bairro da Brera, cheio de botequinhos charmosos e bons restaurantes. Facílimo de chegar de metrô ou mesmo de bonde (tram). Aliás, um bairro ótimo para ficar hospedado, também!

Café Calicantas

Localizado no pátio do Castelo Sforzesco, serve um chocolate quente MARA que eu só consigo tomar na Itália. Eu já havia tomado um desses em Florença, e atribuí o fato a ter sido tomado na Lindt, famosa pelos chocolates divinos.
Aí fui tomar o (que achava ser) mesmo chocolate quente em Innsbruck… que , para minha decepção, não foi igual. Agora já sei: com essa cremosura, consistência e gostosura… só pode ter sido invenção dos (deuses) italianos!…

Amorino

Miséria pouca é bobagem! Se você acha que o chocolate quente servido no Castelo Sforzesco é de tomar virando os olhos, é porque não provou o do Amorino. É de cair de amores, mesmo! Esse templo de perdição dos chocólatras e formigas de plantão, serve não só a inesquecível bebida quentinha mas oferece, também, a chance de fazer o combo com crepe de Nutella! Ah, que maldade com a dieta prometida nas resoluções de Ano Novo… Honestamente? Valeu cada caloria!!!

Onde fazer compras em Milão?

Galeria Vittorio Emanuelle

Endereço do alto luxo e das grifes mais badaladas. Lá você encontra as lojas da Gucci, Prada, Versace entre outras. Mesmo para quem não vai comprar nada (meu caso) é uma passagem interessante, pois este corredor de lojas que separa a praça do Duomo da praça do Teatro alla Scala é um deslumbre para os olhos, com sua cúpula de vidro lindíssima.

Quadrilátero da Moda

Como o nome já diz, são quatro principais ruas de lojas que formam um quadrado (imaginário, claro) concentrando os famosos endereços da moda em um perímetro relativamente pequeno e de fácil acesso. Nelas, você encontrará marcas (principalmente “de mulherzinha”) mais acessíveis.

Para você se localizar no mapa, as ruas que compreendem o famoso quadrilátero são: Via Montenapoleone, Via della Spiga, Via Manzoni e Corso Venezia. Achando uma delas, o restante vem na sequência, pois não tem como se perder… ou melhor, geograficamente falando…

Corso Buenos Aires

Bem, esta avenida tem bastante comércio, sim, afinal são 1200 metros de extensão. São mais de 350 lojas, mas não são apenas lojas de roupas, acessórios e calçados. Há de todo tipo. Fiquei hospedada neste lugar e fiz boas compras por lá. Algumas marcas consagradas encontradas por lá são Tommy Hilfiger, Guess, Desigual, Mango, entre muitas outras.

La Rinascente

Loja de departamentos no estilo a De Bijenkorf (Holanda), El Corte Inglés (Espanha), Harrods (Inglaterra) e Galeries Lafayette (França). Como as outras que já visitei, tem moda para todos os gêneros, gostos e idades. Mais uma opção de compras, apesar de eu ter achado o Quadrilátero mais atrativo. Principalmente com o dias lindos de sol que peguei por lá…

Quando visitar Milão?

Fui em pleno inverno… sim, meu aniversário é em janeiro, mês gélido no continente europeu. Ainda assim, os dias estavam lindos, radiantes, usei óculos de sol o tempo todo (com casaco e echarpe, mas isso é detalhe!) e aproveitei cada minuto.

Acho que Milão deve ser linda e encantadora em qualquer época do ano. Eu diria que a melhor época para visitar é agora, para ontem… pelo menos uma vez na vida… quem dera, pelo menos uma vez por ano!

Adoraria ter conseguido aproveitar a cidade com mais calma, mas como cheguei numa sexta-feira à tarde e vim embora no domingo, aproveitei o que deu num curto período de 48 horas. Acho que um dia a mais teria sido perfeito. Não consegui, por exemplo, ver a Última Ceia de Leonardo da Vinci… Opa, taí: uma ótima desculpa para voltar!

Categorias: Itália

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