O Vale do Amor em Petrópolis é um verdadeiro santuário ao ar livre: um espaço de tolerância, convivência  e diálogo entre as diferentes religiões em meio à natureza exuberante da serra fluminense. Um perfeito passeio de bate e volta a partir do Rio de Janeiro .

 

Imagine um imenso jardim em que várias religiões têm a sua representatividade: esta é uma das propostas do espaço universalista Vale do Amor.

Criado há alguns anos por Sergio Fletcher, coordenador da Fraternidade Cósmica Universal, o santuário ao ar livre combina natureza e espiritualidade.

Assim, ao mesmo tempo em que o Vale do Amor promove um diálogo religioso, ele também estimula a consciência ambiental.

A natureza ecumênica do lugar agrega diferentes crenças e acolhe visitantes de todos os tipos. Mesmo aqueles que, possivelmente, não sigam religião alguma.

Afinal, desfrutar de um espaço de natureza tão rica é, certamente, um encontro com o divino.

 

 

Vale do Amor: o que esperar da visita?

 

Independentemente de seu grau de religiosidade, o Vale do Amor é, sem dúvida, uma atração que merece uma visita.

Principalmente, se você é do tipo que aprecia um lugar tranquilo, silencioso e cercado de lindas flores e plantas.

Eu confesso que nunca tinha ouvido falar do Vale do Amor, quando uma amiga organizou a visita, mas achei o lugar bem interessante.

Entretanto, ele não é o tipo de lugar no qual você passará o dia todo ou terá muitas atividades de lazer. final, a ideia é que você reflita, relaxe e até medite, se for do seu agrado.

 

 

Vale do Amor: um santuário ao ar livre

 

Assim que você chega à propriedade, há uma pequena tenda para recepcionar os visitantes.

Dali você já vai avistar um Tori (ou Torii), um tradicional portão japonês, que tem a função espiritual de promover a passagem do mundano para o sagrado.

 

 

A partir desta abertura para o divino, você passará por diversos jardins, cada qual representando uma religião.

Nos jardins Zen e Oriental, você encontrará elementos do Budismo, do Hinduísmo e do Taioísmo representados.

Como o vale é aberto para todas as crenças e religiões, você percorrerá instalações que incluem desde o Altar de Ganesha, representando a religião hindu, até a Cachoeira de Aruanda, representando as religiões indígenas e africanas.

 

 

Passará, ainda, pelo Baguá, um lago rodeado por um jardim chinês, onde você poderá conferir o Feng Chuí e o Horáculo Chinês.

Você também poderá desfrutar da Sala de Yoga, um amplo espaço coberto, mas com aberturas laterais que promovem uma total integração com a paisagem do lugar.

 

 

O Caminho dos Budas é composto por uma série de placas contendo reflexões sobre a paz, o amor e a bondade.

 

Vale do Amor: Caminho dos Budas.

 

O Cristianismo Romano é representado pela Igrejinha de Francisco e Clara, cujo altar se encontra em frente a uma linda montanha.

 

Vale do Amor: altar de Franciscano.

 

De fato, este é um dos espaços mais incríveis do Vale do Amor, pois o visual você tem ao sentar em um dos bancos enfileirados é estonteante, qualquer que seja a sua fé.

 

Vale do Amor: Igrejinha Francisco e Clara.

 

Informações práticas para visitar o Vale do Amor

 

Endereço: Estrada do Mata Cavalo s/n.

Funcionamento: Todos os dias (exceto algumas terças-feiras) de 8:00 às 17:00.

Preço: R$10,00 (valores de setembro de 2019).

O pagamento só pode ser feito em dinheiro, pois não há máquinas de débito e crédito.

Contato por WhatsApp:  (24) 98801-0310

 

Estrutura e acessibilidade

 

O Vale do Amor disponibiliza um pequeno estacionamento para uso dos visitantes, sem custo adicional.

 

Vale do Amor: estacionamento.

 

Há, também, uma cantina modesta com algumas opções de lanches simples e que funciona aos sábados e domingos.

 

Vale do Amor: cantina.

 

Não considero a visitação adequada a portadores de necessidades especiais, já que o terreno é desnivelado e sem rampas de acesso.

A visitação é toda livre, pois não há guias no local.

Importante ressaltar que o ingresso com animais de estimação não é permitido. Assim como não é permitido fazer piquenique ou tomar banho na cachoeira.

 

Passeios combinados ao Vale do Amor

 

O Vale do Amor pode ser combinado com algum outro passeio em Petrópolis ou Itaipava, já que fica próximo às duas cidades.

Se você optar por um passeio de bate e volta a partir do Rio de Janeiro, uma boa opção é visitar o local pela manhã e depois escolher um bom restaurante para almoçar.

Quando visitei o Vale do amor, estava com um grupo de amigos. De maneira que fomos almoçar no Afrânio Restaurante, localizado em Petrópolis, e foi uma ótima escolha.

 

Minha experiência no Vale do Amor

 

Minha ida ao Vale do Amor teve um caráter bem especial, pois a visita ao santuário incluiu uma caminhada preparatória para o Caminho de Santiago.

De maneira que o grupo era composto por cinco peregrinas e seus respectivos maridos. A ideia era fazer um treino e, ao mesmo tempo, integrar os companheiros que não se conheciam.

Assim, deixamos nossos carros estacionados no Posto Brazão, localizado no quilômetro 70 da BR 040 e caminhamos até o Vale do Amor.

 

 

Foi uma experiência bem interessante chegar até lá depois de uma caminhada leve e, relativamente curta (pouco mais de 5km).

 

 

Além de propiciar um pouco de exercício, a caminhada serviu também para nos colocar em contato com a natureza antes mesmo de chegarmos ao Vale do Amor.

O mais curioso é que a caminhada até o Vale do Amor acabou sendo uma espécie de “amostra grátis” para o caminho peregrino, mas isto é assunto para outro post…

 

Vale do Amor: entrada.

 

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