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Visitar a vinícola Freixenet, em um bate e volta a partir de Barcelona, é um programa super legal para quem aprecia um bom espumante e deseja conhecer o processo de fabricação da maior produtora de cavas da Espanha.

Conhecer uma autêntica produtora de cavas foi uma ideia que me ocorreu quando planejava minha estadia em Barcelona.

Como eu já havia estado algumas vezes na cidade, queria conhecer algo diferente e, de preferência, nos arredores.

Assim, um bate e volta à vinícola Freixenet me pareceu uma excelente maneira de conciliar uma atividade diferente com a chance de conhecer um pouco mais a região da Catalunha.

As diferenças entre cava, champanhe e prosecco

O que o Cava, o Champagne e o Prosecco têm em comum, afinal? Todos são vinhos espumantes, mas cada um possui características únicas. Todos eles fazem seus apreciadores borbulharem de felicidade! Literalmente.

Assim, o Cava é o vinho espumante produzido na Espanha, especialmente, na região da Catalunha.

O Champanhe é o espumante produzido na França; precisamente, na região de Champagne.

Finalmente, o prosecco é um espumante italiano. Sua produção acontece nas regiões de Conegliano e Valdobbiadene no Vêneto.

Assim como as regiões onde os espumantes são produzidos são distintas, as variedades de uvas também são diferentes. Daí as peculiaridades de cada tipo.

A produção de cavas

A maior parte da produção de cavas ocorre na região de Penedès, seguindo o método champenoise (o mesmo utilizado para fazer o champanhe).

As duas maiores produtoras, Freixenet e Codorníu, localizam-se no município de Sant Sadurní d’Anoia, a cerca de 40 quilômetros de Barcelona. Ambas primam pela tradição e bons produtos.

Cavas Freixenet

A empresa Freixenet surgiu da fusão de duas importantes famílias do ramo vitivinícola: os Ferrers e os Salas.

A primeira, possuía um área de cultivo que datava do século XII, denominada La Freixeneda.

A segunda, era dona da Casa Sala, uma próspera exportadora de vinhos para a América Latina.

No final do século XIX, Dolores Sala Vivé casou-se com Pedro Ferrer Bosch. Os recém-casados, juntamente com o pai dela, fundaram a Freixenet.

Nesta mesma época, a Europa passou por uma queda na produção de uvas vermelhas, devido à uma praga nos vinhedos.

Foi assim que o plantio de variedades de uvas brancas (Macabeo, Parellada e Xarel.lo) prosperou na região der Penedès e o cava foi ganhando espaço no mercado.

A família passou por muitos problemas, especialmente durante a Guerra Civil Espanhola. Entretanto, superando todas as dificuldades, mantém-se firme no mercado vitivinícola até os dias atuais.

O cava Carta Nevada, lançado no ano de 1941, é o produto mais vendido da empresa até hoje.

E a vinícola também já recebeu vários prêmios internacionais por alguns rótulos emblemáticos.

Como chegar à Freixenet a partir de Barcelona?

Barcelona é uma cidade para visitar usando transporte público. Os sistemas de metrôs, ônibus e trens funcionam de forma organizada e confiável. De modo que fiquei muito tranquila em fazer o deslocamento até a vinícola de trem.

Para quem está hospedado no centro de Barcelona, a melhor opção para pegar o trem que vai para Sant Sadurní d’Anoia é a Plaça de Catalunya. Ali se concentram muitas linhas de ônibus, trens e metrô.

Entretanto, há uma outra parada, na sequência e ainda na cidade, a Barcelona Sants.

Você pode comprar a passagem direto no guichê da estação. O bilhete de ida e volta custa €8,40 por pessoa (valores de maio-2018).

Você deve pegar o Línea 4 de cercanías (trem R4) da empresa Renfe, com direção à Vilafranca del Penedès e descer na estação Sant Sadurní d’Anoia.

A vinícola Freixenet tem a melhor localização possível para os turistas: fica bem em frente à estação de trem.

A cidade é um ovinho! Portanto, não tem o que errar…

Como visitar a vinícola Freixenet?

Existem duas visitas guiadas por dia: uma no período da manhã; outra no período da tarde.

A visita deve ser previamente agendada através do preenchimento de um formulário encontrado no site da empresa.

Neste formulário, é necessário informar a idade e o número de participantes. É através dele, também, que se escolhe o idioma da visita.

Há opções (mediante disponibilidade) de tours em Catalão, Espanhol, Inglês, Italiano e Alemão. Não há opção de audio-guide, nem de visita por conta própria. Todos devem permanecer juntos o tempo todo.

Não é necessário pagar adiantado. Basta levar o e-mail de resposta, confirmando a visita.

O que esperar da visita?

A visita dura aproximadamente uma hora e meia. Começa com a apresentação de um filme de 10 minutos que conta a história da Freixenet, uma empresa com mais de 100 anos de existência.

Depois, o grupo é conduzido pelas caves.

E pode conferir como ficam armazenadas as garrafas ainda sem os rótulos.

O guia fornece explicações sobre a produção: os tipos de uvas utilizados, os processos, o armazenamento etc. ao longo do caminho.

Na sequência, o grupo embarca em uma espécie de trenzinho e vai percorrer a área moderna da vinícola.

Ali, estão os grandes galpões em que são mantidos os lotes de vinhos já prontos para a distribuição.

Ao final do tour, o grupo é conduzido para um wine bar, onde são servidas duas taças de cavas, incluídas no preço da visita.

Os dois rótulos oferecidos são pré-definidos: Brut Nature e Elyssia Gran Cuvée.

Entretanto, é possível comprar outras taças (a preços bem convidativos) e, assim, ter a chance de experimentar mais opções.

Eu optei por um Brut Rosé (divino!) e meu marido tomou o Cordón Negro Brut. Delicioso!

Há também algumas opções de tábuas de queijos e outros belisquetes para acompanhar os cavas.

Além do wine bar, o complexo Freixenet conta com uma pequena cafeteria, anexa à entrada principal.

Informações práticas

Há dois tours diários: um pela manhã. Outro, à tarde. Os preços variam de acordo com a idade.

Adultos pagam €15,00. Crianças e jovens de 9 a 17 anos, pagam €10,00 e têm direito a suco de uva. Crianças até 8 anos não pagam. Senhores acima de 60 anos, famílias grandes e portadores de necessidades especiais pagam €12,00.

Importante ressaltar que estes foram os valores aplicados em maio de 2018. Para informações sempre atualizadas, é sempre bom consultar o site da Freixenet.

Como aproveitar ao máximo a ida a Sant Sadurní d’Anoia?

O ideal é conciliar uma visita à Freixenet com uma ida à Codorníu.

Infelizmente, não consegui fazê-lo, pois não tive tempo hábil de chegar à segunda vinícola. Aos domingos, o horário de funcionamento é restrito.

Ainda assim, consegui conhecer o centrinho da cidade e almoçar no Ristorante & Trattoria Il Picarolo, um agradável restaurante italiano.

A comida não estava surpreendente, mas o visual compensou. Além disso, foi uma experiência bem local, pois os frequentadores tinham toda a pinta de ser o pessoal da cidade, mesmo.

Sem contar que em uma pracinha próxima ao restaurante, acontecia um evento super interessante: uma paelha comunitária.

Dava a impressão de que vizinhos tinham se reunido para o almoço dominical. Achei muito legal!

Turista FullTime e as vinícolas pelo mundo

Bem, como eu falei no início deste post, não sou uma profunda conhecedora de vinhos… mas adoro tomá-los! Hehe… 

De modo que, vez por outra, tento visitar uma vinícola durante as minhas viagens. Recentemente, visitei a Vinícola Miolo, em Bento Gonçalves e amei a experiência.

Também já visitei uma vinícola na região de Bordeaux. Espero, em breve, trazer mais experiências enoturísticas pra compartilhar com você!

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