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O Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, propicia aos visitantes um conceito muito mais abrangente do que um enorme e bem cuidado viveiro de pássaros. É um lugar encantador para passar algumas horas em contato com a natureza.

Se você é do tipo (como eu) que torce um pouco (ou muito) o nariz para zoológicos, aquários e afins, vai se surpreender com a proposta deste parque!

Quando comecei a planejar a minha viagem a Foz do Iguaçu, fiz uma extensa pesquisa das atrações que gostaria de incluir na minha curta estadia.

Confesso que o Parque das Aves não figurava entre os pontos turísticos que eu não poderia deixar de conferir.

Afinal, apesar de já haver visitado muitos zoológicos, aquários e afins, venho desenvolvendo um crescente questionamento a respeito de visitar animais em cativeiro.

Sempre penso que há uma extrema exploração comercial envolvida.

Entretanto, fui conferir o Parque das Aves e saí de lá convicta de que é um lugar fascinante para quem visita e, ao mesmo tempo, de extrema importância para a conservação de quase uma centena e meia de espécies de aves.

Na verdade, eu me senti uma espécie de convidada, com a permissão de entrar no território das lindas aves, apreciá-las, passar momentos deliciosos e relaxantes, interferindo o mínimo possível na rotina das “minhas anfitriãs”.

Parque das Aves: um pouquinho de história

O Parque das Aves é a concretização de um projeto de amor e consciência ambiental de um casal belga, a Anna e o Dennis Croukamp.

Um belo dia, quando estavam na Namíbia, eles ganharam um papagaio-do-Congo, que passou a fazer parte da família e despertou-lhes o amor pelas aves.

Surgiu aí a ideia de construir um lugar que servisse como um centro de preservação e proteção das aves.

O casal, então, veio para o Brasil e comprou uma área de mais de 16 hectares em uma região remanescente de Mata Atlântica, entre o rio Iguaçu e a Rodovia das Cataratas.

Começava ali um projeto que levaria o parque a ser uma referência mundial para a recuperação e conservação de inúmeras espécies de aves. Algumas, inclusive, em perigo de extinção.

Parque das Aves e sua importância atual

O parque foi inaugurado no ano de 1994, depois de quase um ano de trabalho árduo que envolveu, não só a limpeza do terreno, como o replantio de flora nativa.

A princípio, a população de aves era fruto de doações ou empréstimos de zoológicos brasileiros. Animais confiscados pelo Ibama também eram trazidos para o local.

O parque tornou-se um refúgio para aves que tivessem perdido a capacidade de sobreviver por conta própria na natureza.

Hoje, dentre o total de 1320 aves de 143 espécies diferentes, 50% delas foram resgatadas e 43% nasceram no parque. Muitas dessas aves são espécies tropicais raras.

Além da beleza inquestionável do parque, um fato marcante é a contribuição sócio-ambiental para a região. Há muitas ações de educação ambiental envolvendo, inclusive, alunos da região.

Na ocasião em que visitei o parque, acontecia uma exposição de trabalhos feitos por alunos do Ensino Fundamental, que explicavam com entusiasmo seus projetos.

Parque das Aves: o que esperar da visita?

O parque é perfeito para quem curte Fotografia. O colorido e a variedade das espécies rendem fotos deslumbrantes.

Além disso, o parque é um programão para quem viaja com crianças. Elas ficam simplesmente maravilhadas com a proximidade com que podem ver e interagir com as aves.

Claro que, como o nome já deixa óbvio, a maior parte do que você vai encontrar por lá são aves. Elas somam cerca de 90% da população do parque.

Entretanto, há também algumas espécies de répteis. E uma infinidade de borboletas!

O parque é quase que totalmente descoberto. Então, o ideal é ir preparado para ficar ao ar livre em um ambiente de Mata Atlântica.

Isso implica em aplicar repelente, usar óculos de sol e boné… ou capa de chuva. Eu, por exemplo, peguei tempo nublado e algumas garoinhas durante a minha visita. O chão estava um pouco escorregadio por conta disso. Então, o ideal é ir com sapatos confortáveis e, de preferência, antiderrapantes.

O parque está totalmente preparado para pessoas com dificuldades de locomoção. Todas as trilhas e viveiros estão adaptados de modo a promover a acessibilidade.

Cada um tem seu ritmo e suas expectativas. Entretanto, é bom lembrar que você estará no maior parque de aves da América Latina.

Assim o ideal é reservar pelo menos 2 horas do seu dia para fazer uma visita completa.

Além da beleza dos viveiros, passear pelas trilhas do parque é um programa bem agradável.

A distribuição do Parque das Aves

O parque conta com três grandes viveiros de imersão e um borboletário. Contudo, você encontrará alguns animais ao longo das trilhas. É o caso dos répteis.Calma… não se preocupe. Eles estão presos.Não é o caso das aves. Nos viveiros de imersão, quem fica “preso” é o humano. Elas estão soltinhas, voando pra lá e pra cá em seus rasantes. E em alguns momentos, dando um show de gogó… rs!

Você até se esquece de que está em um parque e pensa mesmo, em vários momentos, que está mata adentro!

O viveiro das araras, que é o maior do tipo no mundo, na minha opinião, foi o mais impactante. Elas são de uma beleza ímpar!O viveiro onde ficam os tucanos é o que mais atrai a atenção da criançada. Os bicudos não se intimidam e vêm pertinho conferir quem são aqueles humanos que estão entrando sem fazer cerimônia…Mas a regra é não tocá-los, por mais que você queira conferir se toda aquela beleza é real!

O viveiro dos flamingos é a coisa mais fofa do mundo!

Impressionante a habilidade que aquelas aves de perna fina e comprida têm de fazer complexos movimentos. Eu me senti numa aula de Yoga!

Parque das aves: a estrutura para tornar sua visita completa

O parque é extremamente organizado e com uma estrutura para propiciar lazer e conforto aos visitantes.

Há uma lanchonete com boas opções para refeições rápidas. E o ambiente é bem amplo e agradável.

Há, também, bebedouros e banheiros espalhados pelo parque.

E, logicamente, que há uma lojinha na saída pra deixar a criançada doida por um pássaro de pelúcia!

Para quem vai de automóvel próprio, há um estacionamento gratuito.

Parque das Aves: o presente para finalizar a sua visita

Ao final da visita, você poderá tirar fotos com uma arara para levar de lembrança desse dia especial!

Note, porém, que se você chegar próximo à hora de fechamento do parque, o melhor é já garantir a sua sessão de fotos, pois as aves são recolhidas.

Bom enfatizar, também, que às segundas-feiras e em feriados prolongados, a atividade fica suspensa.

Deve ser para não estressar as aves, com o tumulto que o aumento do público pode causar.

Como chegar ao Parque das Aves?

O entrada do Parque das Aves fica na altura do quilômetro 17 da Rodovia das Cataratas, quase em frente ao Parque Nacional do Iguaçu.

Eu usei transporte público para chegar e foi super descomplicado. De lá, segui a pé para a próxima atração.

Para quem está no centro de Foz do Iguaçu, basta pegar o ônibus 120. O mesmo que vai para o aeroporto.

A passagem pode ser paga diretamente ao motorista, ao custo de R$3,50 (valores de 2017).

Parque das Aves: organize a sua visita

O parque funciona diariamente, sempre de 8:30 às 17:00.

Você pode adquirir seu ingresso na hora. Porém, é bom lembrar que o parque recebe cerca de 800 mil visitantes por ano. Então, pode ser que você encare fila.

Os valores variam de acordo com a idade. Convém consultar o site oficial para informações sempre atualizadas.

Eu já cheguei lá com os ingressos em mãos, cortesia dos meus parceiros nesta viagem. Então, não peguei fila alguma.

Se você já quiser chegar com seu ingresso em mãos, pode comprar antecipadamente em uma das lojas da Ticket Loko. Há sete unidades, localizadas em vários pontos da cidade.

Eles, inclusive, oferecem um serviço de delivery. Você pode reservar seus ingressos por telefone e recebê-los no hotel!

Parque das Aves: passeios combinados

Uma boa ideia é conciliar a visita ao Parque das Aves com uma ida ao Parque Nacional do Iguaçu.

Desta forma, você economiza tempo de deslocamento, já que ambos estão afastados do centro da cidade.

A turista virou uma formiguinha ao lado da queda d’água!

É totalmente viável visitar um pela manhã e o outro, à tarde. Eu sugiro visitar primeiro o Parque das Aves, pois o parque das cataratas acaba exigindo um pouco mais de tempo e disposição.

Principalmente, se você decidir conciliar com uma atividade mais radical, como o Macuco Safari.

Pelo estado da criatura, você já mata a charada, né…

Eu participei dessa aventura que te leva bem próximo das quedas d’água e recomendo 100%!

Agradecimentos

A visita ao Parque das Aves superou todas as minhas expectativas e o local entrou para a lista dos meus queridinhos em Foz do Iguaçu.

É, definitivamente, um ponto turístico imperdível! Vou além: vale uma segunda visita. Tomara que, na próxima, eu dê a sorte de o dia estar super ensolarado!

Eu e meu marido passamos uma manhã bem agradável, graças à boa vontade e à credibilidade dos nossos parceiros nesta viagem.

Então, o nosso muitíssimo obrigado vai para o pessoal do Iguassu Convention & Visitors Bureau e ao time da Ticket Loko, pela experiência.

Foz do Iguaçu e as múltiplas opções de lazer

E se você gostou deste post e quer saber mais sobre Foz do Iguaçu e região, saiba que o Parque das Aves é apenas uma das inúmeras atividades para aproveitar a cidade além das cataratas. Eu tenho muito mais a contar. E convido você para conferir os outros posts sobre o tema.

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