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e cabeça nas nuvens!

Parque das Aves em Foz do Iguaçu: como visitar?

Índice

O Parque das Aves é uma das atrações mais visitadas de Foz do Iguaçu e, na minha opinião, uma parada quase obrigatória para quem visita a cidade pela primeira vez.

Mas ele vai muito além de um lugar onde você pode observar diferentes espécies de aves de perto. 

O parque desenvolve um importante trabalho de conservação, especialmente das aves da Mata Atlântica, e seus grandes viveiros de imersão proporcionam uma experiência bem diferente daquela que normalmente associamos a atrações com animais em cativeiro.

Neste post, compartilho a minha experiência no Parque das Aves, conto como é o passeio e explico tudo o que você precisa saber para planejar a sua visita.

Painel na entrada do Parque das Aves com todas as espécies animais que podem ser conferidas.

Se você é do tipo (como eu) que torce um pouco –  ou muito – o nariz para zoológicos, aquários e afins, provavelmente vai entender a minha resistência inicial em incluir o Parque das Aves no roteiro.

Quando comecei a planejar minha primeira viagem a Foz do Iguaçu, fiz uma extensa pesquisa das atrações que gostaria de incluir na minha curta estadia.

Confesso, porém, que o Parque das Aves não figurava entre os pontos turísticos que eu considerava indispensáveis.

Afinal, apesar de já ter visitado muitos zoológicos, aquários e afins, há muito tempo sinto um desconforto com a ideia de animais mantidos em cativeiro para entretenimento.

Por isso, fui conhecer o Parque das Aves com algumas ressalvas. E saí de lá com uma impressão completamente diferente.

Entender o trabalho de conservação desenvolvido pelo parque e caminhar por seus viveiros de imersão fez com que eu enxergasse aquela experiência sob outra perspectiva.

Na verdade, eu me senti uma espécie de convidada, com a permissão de entrar no território das aves e apreciá-las, interferindo o mínimo possível em sua rotina.

Desde então, já voltei ao Parque das Aves outras vezes e hoje ele é uma das atrações que mais gosto de recomendar para quem visita Foz do Iguaçu.

O Parque das Aves abriga vários tucanos.

Como surgiu o Parque das Aves

O Parque das Aves nasceu do sonho de Anna e Dennis Croukamp, que se mudaram para Foz do Iguaçu no início dos anos 1990 com a ideia de criar um espaço dedicado às aves.

Em 1993, o casal comprou uma área de 16,5 hectares de Mata Atlântica ao lado do Parque Nacional do Iguaçu e começou a transformar o projeto em realidade.

O parque abriu suas portas em outubro de 1994 e, ao longo dos anos, cresceu e ampliou sua atuação, tornando-se um importante centro de conservação de aves da Mata Atlântica.

Hoje, além de receber visitantes, o Parque das Aves atua no resgate, acolhimento e conservação de aves, desenvolvendo também projetos voltados à proteção de espécies ameaçadas.

Muito mais do que uma atração turística

O parque é um centro de conservação dedicado principalmente às aves da Mata Atlântica e atua na proteção de espécies ameaçadas.

Muitas das aves que vivem por lá foram resgatadas e, por diferentes razões, não podem simplesmente ser devolvidas à natureza.

Por isso, o trabalho desenvolvido por lá vai muito além de cuidar dos animais que vemos durante a visita.

Há também ações de pesquisa, reprodução de espécies ameaçadas e preparação de aves que, quando possível, podem voltar a viver na natureza.

Outro ponto que considero importante é saber que, ao comprar o ingresso, você também está contribuindo para esse trabalho.

O Parque das Aves é uma instituição privada e os recursos gerados pela visitação ajudam a manter suas ações de conservação.

Para mim, entender o que acontece por trás daqueles viveiros fez toda a diferença.

Passei a enxergar o Parque das Aves de uma forma bem diferente daquela que normalmente tenho em relação a atrações com animais em cativeiro.

Parque das Aves: o que esperar da visita?

A visita ao Parque das Aves acontece por uma trilha em meio à Mata Atlântica, passando por diferentes ambientes ao longo do caminho.

Mas são os grandes viveiros de imersão que, para mim, tornam a experiência especialmente interessante.

Em alguns deles, você entra no mesmo ambiente onde as aves circulam e voam livremente.

E essa proximidade muda bastante a experiência, porque você deixa de observá-las apenas do lado de fora de uma tela ou de um cercado.

Nos viveiros de imersão, costumo brincar que quem fica “preso” somos nós. As aves têm espaço para voar e se afastar, enquanto os visitantes seguem pelo caminho delimitado.

Ao longo da visita, você poderá observar aves de diferentes espécies, algumas bem próximas.

Tucanos, flamingos, guarás, papagaios e, claro, as araras estão entre as que costumam chamar mais a atenção.

E não espere necessariamente encontrar todas elas posando para fotos.

Algumas se aproximam, outras permanecem mais distantes e muitas simplesmente seguem a rotina delas enquanto você passa. Para mim, isso faz parte da graça da visita.

Outro espaço muito agradável é o Borboletas e Beija-flores, onde você caminha em meio às borboletas e pode observar também os beija-flores bem de perto. 

Além da beleza do ambiente, o espaço ajuda a entender um pouco mais sobre o ciclo de vida das borboletas e a importância desses pequenos polinizadores para a natureza.

Borboletário do Parque das Aves.

O Viveiro das Araras é um dos momentos mais marcantes do percurso. Entrar naquele espaço com dezenas de araras voando de um lado para o outro — algumas passando bem perto da sua cabeça — é uma experiência e tanto.

Também é um passeio muito gostoso para fazer com crianças.

Além da possibilidade de ver as aves de perto, o percurso permite observar a vegetação e descobrir diferentes espécies ao longo do caminho, sem aquela sensação de simplesmente passar de recinto em recinto.

Informações práticas para visitar o Parque das Aves

Antes de organizar a sua visita, vale considerar alguns detalhes que podem fazer diferença na experiência, principalmente em relação ao tempo necessário para o passeio, ao clima e à acessibilidade.

A seguir, reuni as principais informações para ajudar você a se planejar.

Estrutura do Parque das Aves

O Parque das Aves conta com uma boa estrutura de apoio, com banheiros, inclusive adaptados, fraldários e bebedouros com água potável distribuídos pelo percurso. 

Você também encontra no parque uma loja de souvenirs, com diferentes opções de lembranças da visita.

Se você chegar de carro, há estacionamento junto ao parque. O serviço é pago e, como o valor pode sofrer alterações, recomendo consultar a tarifa atual antes da visita.

E, se bater aquela fome durante o passeio, o parque também oferece opções de alimentação, que vão de cafés e lanches a refeições mais completas.

Cada um tem seu ritmo e suas expectativas. Entretanto, é bom lembrar que você estará no maior parque de aves da América Latina.

Assim o ideal é reservar pelo menos 2 horas do seu dia para fazer uma visita completa.

Além da beleza dos viveiros, passear pelas trilhas do parque é um programa bem agradável.

A distribuição do Parque das Aves

O parque conta com três grandes viveiros de imersão e um borboletário. Contudo, você encontrará alguns animais ao longo das trilhas. É o caso dos répteis.

O Parque das Aves também abriga alguns répteis, como um iguana.

Calma… não se preocupe. Eles estão presos.

O Parque das Aves também abriga alguns répteis, como os jacarés.

Não é o caso das aves. Nos viveiros de imersão, quem fica “preso” é o humano.

Elas estão soltinhas, voando pra lá e pra cá em seus rasantes. E em alguns momentos, dando um show de gogó… rs!

Você até se esquece de que está em um parque e pensa mesmo, em vários momentos, que está mata adentro!

O viveiro das araras, que é o maior do tipo no mundo, na minha opinião, foi o mais impactante. Elas são de uma beleza ímpar! O viveiro onde ficam os tucanos é o que mais atrai a atenção da criançada.

Os bicudos não se intimidam e vêm pertinho conferir quem são aqueles humanos que estão entrando sem fazer cerimônia…

Mas a regra é não tocá-los, por mais que você queira conferir se toda aquela beleza é real!

O viveiro dos flamingos é a coisa mais fofa do mundo!

O O Parque das Aves possui um viveiro de flamingos.

Impressionante a habilidade que aquelas aves de perna fina e comprida têm de fazer complexos movimentos. Eu me senti numa aula de Yoga!

Parque das Aves: o presente para finalizar a sua visita

Na primeira vez em que visitei o parque, era permitido tirar uma foto ao final da visita segurando uma das araras.

Agora, porém, só é permitido tirar este tipo de foto participando da Backstage Experience, uma visita aos bastidores do parque.

Como eu fiz a visita regular, tive que me contentar em tirar uma foto com as araras fazendo parte do cenário, mas longe dos visitantes.

Achei uma pena, mas entendo que o contato constante com os humanos estresse as aves e que é necessário poupá-las.

Backstage Experience

Neste formato de visitação, você pagará um valor bem mais elevado que a tarifa comum. Entretanto, terá a chance de conferir como o trabalho de recuperação e conservação é feito pelos funcionários do parque.

Também terá a oportunidade de entrar em contato com algumas aves e até de alimentar tucanos e flamingos, por exemplo.

E, finalmente, receberá um passe para realizar mais uma visita em outra ocasião.

Ao final da visita, você poderá tirar fotos com uma arara e levar como lembrança desse dia especial!

O custo deste tipo de visita é de R$200,00 e crianças a partir de 3 anos já pagam preço integral. Para maiores informações, consulte o site do parque.

Como chegar ao Parque das Aves?

O entrada do Parque das Aves fica na altura do quilômetro 17 da Rodovia das Cataratas, quase em frente ao Parque Nacional do Iguaçu.

Eu usei transporte público para chegar e foi super descomplicado. De lá, segui a pé para a próxima atração.

Para quem está no centro de Foz do Iguaçu, basta pegar o ônibus 120. O mesmo que vai para o aeroporto.

A passagem pode ser paga diretamente ao motorista, ao custo de R$3,75 (valores de 2019).

Parque das Aves: organize a sua visita

O parque funciona diariamente, sempre de 8:30 às 17:00.

Quanto custa para visitar o Parque das Aves?

Os valores variam de acordo com a idade. Contudo, o preço máximo para o ingresso regular é de R$45,00.

Crianças de até 8 anos, acompanhadas por um adulto e com documento de identificação com foto, têm direito à gratuidade.

Convém consultar o site oficial para informações sempre atualizadas e para saber se você terá direito à meia-entrada.

Você pode adquirir seu ingresso na hora. Porém, é bom lembrar que o parque recebe cerca de 800 mil visitantes por ano. Então, pode ser que você encare fila.

Tanto para a primeira, quanto para a segunda visita, eu e meu marido já chegamos ao Parque das Aves com os ingressos em mãos, cortesia dos nossos parceiros de viagem. Então, não pegamos fila alguma.

Além disso, eu já havia adquirido ingressos para os nossos acompanhantes através da Ticket Loko, que tem uma tarifa um pouquinho mais barata daquela aplicada pelo parque.

Assim, se você já quiser chegar com seu ingresso em mãos, pode comprá-lo antecipadamente em uma das lojas da Ticket Loko. Há sete unidades, localizadas em vários pontos da cidade.

Eles, inclusive, oferecem um serviço de delivery. Você pode reservar seus ingressos por telefone e recebê-los no hotel!

Parque das Aves: passeios combinados

Uma boa ideia é conciliar a visita ao Parque das Aves com uma ida ao Parque Nacional do Iguaçu.

Desta forma, você economiza tempo de deslocamento, já que ambos estão afastados do centro da cidade.

É totalmente viável visitar um pela manhã e o outro, à tarde.

Eu sugiro visitar primeiro o Parque das Aves, pois o Parque das Cataratas acaba exigindo um pouco mais de tempo e disposição.

Principalmente, se você decidir conciliar com uma atividade mais radical, como o Macuco Safari. Eu participei dessa aventura que te leva bem próximo das quedas d’água e recomendo 100%!

Agradecimentos

A visita ao Parque das Aves superou todas as minhas expectativas e o local entrou para a lista dos meus queridinhos em Foz do Iguaçu.

É, definitivamente, um ponto turístico imperdível! Vou além: vale uma segunda visita, razão pela qual eu fiz questão de retornar.

Eu e meu marido passamos mais uma manhã bem agradável, graças à boa vontade e à credibilidade dos nossos parceiros nesta viagem.

Então, o nosso muitíssimo obrigado vai para o pessoal do Visit Iguassu  e ao time da Ticket Loko, pela experiência.

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Regina Oki

A Turista FullTime

Oi, eu sou a Regina Oki, uma paulista de nascimento, holandesa de coração e carioca de alma! Apaixonada por viagens, já morei oito anos na Holanda e hoje moro no Rio de Janeiro. Além de escrever no Turista FullTime, também tenho uma agência de viagens especializada em roteiros personalizados e no atendimento a estrangeiros que visitam o Brasil. Aqui compartilho experiências, dicas e inspirações para quem acredita que viajar é muito mais do que mudar de paisagem.

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