A pacata vila a 80 quilômetros de Paris poderia ser mais um pedacinho bucólico entre tantos outros da Normandia, não fosse por um ilustre senhor, que um dia passando por lá a bordo de um trem e, que olhando pela janela, não resolvesse fazer do lugar seu local de trabalho e moradia. Estou falando de Claude Monet, o famoso impressionista francês.​

Em 1883, o pintor resolveu alugar uma casa e a área que a rodeava. Parecia ser o lugar perfeito: próximo a Paris, com boa escola para os filhos e conveniente para comercializar suas obras.

Em 1890, Monet finalmente conseguiu comprar a propriedade e começou a criar os jardins que gostaria de pintar. Essa obra que começou aos poucos, com somente um jardineiro que recebia do mestre instruções por escrito diariamente, foi tomando cor e forma e, crescendo, a medida em que a prosperidade do pintor também aumentava.

Todo o projeto de escolha das espécies de plantas, localização de cada tipo de flor e o plantio das mudas foi idealizado por esse gênio do Impressionismo, que chegou a ter sete jardineiros sob seu comando. Essa obra-prima resultou em muitas das famosas pinturas que hoje podemos apreciar.

Monet morou em Giverny até morrer, vítima de um câncer de pulmão aos 86 anos, e está enterrado no cemitério da igreja do pequeno vilarejo. Em 1966, a casa e os jardins foram doados por seu filho à Academia de Belas Artes e em 1980, após uma grande obra de restauração, o local foi transformado em museu e aberto ao público.

Interessante dizer que, todos os jardins foram replantados, seguindo o projeto feito por Monet, e esse legado de telas e canteiros faz com que Giverny  seja destino certo de muitos turistas.​

Como chegar?

Dá pra fazer um bate-e-volta de Paris sem problemas. Eu fui de carro, mas é possível ir de trem ou de ônibus.
Não vou poder dar dicas sobre um ou outro, pois não gosto de dar pitaco em coisa que não fiz. Acredito, porém, que deva ser simples, como quase todo deslocamento na Europa.
Há também a possibilidade de pegar um tour guiado em Português a partir de Paris com o Ticketbar  e desfrutar de um dia maravilhoso sem se preocupar com nada…

Onde se hospedar?

É possível fazer um bate-e-volta de Paris, mas tem quem prefira pernoitar em Giverny. Eu fiquei hospedada com mais três amigas no La Musardière. É um hotel bem charmoso, arrumadinho e limpo, mas bem simples.

A vantagem é que ele fica a cerca de umas duas quadras dos Jardins de Monet e, como também é um restaurante, poupa você de ter que procurar um local para jantar. Aliás, serve uma boa refeição: bem preparada e barata. O café da manhã também estava ótimo.  ​

E, se gostou desta opção, sabe que pode fazer a reserva pelo meu blog, sem custo adicional e com toda a comodidade e segurança, usando o meu parceiro Booking.com.

Como visitar?

Os jardins ficam abertos ao público, normalmente, de março a novembro. É bom checar as datas no site oficial antes de ir, para evitar surpresas desagradáveis. Em 2015, as portas foram abertas no dia 25 de março e assim ficarão até 1º de novembro, diariamente, de 9:30 às 18:00.

A cidade é um ovo. Portanto, achar os Jardins de Monet é molezinha…

Como comprar os ingressos?

Se você resolver ir por sua conta, os ingressos podem ser adquiridos na hora, mas logo cedo já tem uma pequena fila. O ideal é garantir a entrada, comprando antecipadamente on-line. Foi o que fiz e não me arrependi: entrei rapidamente assim que a visita foi liberada, pontualmente, às 9:30 da manhã.

Como aproveitar ao máximo o passeio?

Os jardins e a casa não são muito grandes. O ideal é ir logo cedo, para poder tirar um monte de fotos com mais tranquilidade. Também acho que é mais legal percorrer os jardins primeiro e depois entrar na casa, assim, você visita o interior não para conhecer a moradia do pintor, somente, mas pensando que aquele “jardineiro” genial sentou naquela poltrona confortável perto da janela, olhou aquela paisagem magnífica logo ao acordar… conhecer a casa “dele” ganha um significado muito maior e especial.
A casa, apesar de não ser muito grande, é lindíssima e de um romantismo ímpar. Fiquei absolutamente encantada com o quarto de Monet…
Imaginando como deve ter sido prazeroso para ele acordar com esta vista maravilhosa!

 Agora, o que me deixou enlouquecidamente apaixonada foi a cozinha…

Olha aí a minha querida amiga Estefania completando a cena!

Ainda mais depois que descobri que existe um livro publicado com as receitas que ele gostava de preparar… Fico pensando se ele usou estas panelas lindas que ainda estão por lá…

Agora, um conselho de quem foi e curtiu cada momento: vá sem pressa. O lugar é de uma beleza e uma tranquilidade indescritíveis. O mais gostoso do passeio é apreciar a variedade e o colorido das flores…
Poder sentar sossegadamente e desfrutar da paz que o lugar nos traz…

E deixar-se contagiar pela leveza de uma ambiente harmônico e único…
Depois de tudo isso, entrar na loja de suvenires torna o tour completo. Dá vontade de sair com uma sacola cheia… tem muita coisa boa por lá: lindas echarpes, camisetas, livros… fora que o ambiente é uma graça!

Onde comer?

Bem, a vilazinha é um ovo… praticamente uma rua (exagero, mas é pequenina, mesmo!). Eu e minhas amigas almoçamos no único local aberto por lá (pelo menos no dia em que visitamos): junto ao centrinho de informações turísticas, há um pequeno restaurante – com poucas opções de saladas, sopas e sanduíches – com mesinhas em um pátio. O lugar era agradável, fazia um lindo dia de sol, mas foi uma refeição básica para quebrar o galho… ​
Mesmo que sua estadia em Paris seja curta, faça um esforço para dedicar algumas horas a esse lugar, que reúne beleza, cultura e uma sensação de quietude únicas. Eu amei conhecer um pouco mais desse pedacinho da França: o que ele tem de pequenino, tem de charmoso e inesquecível!

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