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Há um tempinho, publiquei um post com o passo a passo para uma viagem à Europa com o bichinho de estimação e sem dores de cabeça! Hoje, tratarei do caminho inverso. Como fazer para viajar pela Europa ou para o Brasil com o seu melhor amigo?

Providências para viajar pela Europa e para o Brasil com o pet

Chip e passaporte

Primeiro passo é chipar o animal. Em alguns países (incluindo a Holanda), esta é uma prática obrigatória. Mesmo que não seja o caso do país em que você vive, sem o chip não será possível validar o passaporte para viagens.

Segundo passo: a obter um passaporte para animais. Se o seu animal de estimação é do tipo comum (cão, gato ou furão), e nasceu aqui na Europa, o procedimento é basicamente o mesmo. Agora, se é um animal de outra espécie, é necessário verificar se ele não consta da lista de animais que são considerados em perigo de extinção ou se pertence à fauna nativa. Neste caso, as regras mudam completamente.

Bem, mas vou focar meu post nos cães e gatos, pois são os mais comuns em viagens de lazer. Recapitulando… providenciar um EU Pet Passport. O que é isso? É um passaporte válido em todos os países da União Europeia.

Cada país tem o seu modelo próprio, que traz a língua local e o Inglês em todos os campos e folhas. O ideal é que o veterinário preencha os campos em Inglês, para facilitar sua vida na chegada ao país visitado. Aqui na Holanda, a versão em holandês do passaporte é obtida com o próprio veterinário. O ideal é fazer o passaporte na primeira visita, pois ali constarão todos os dados relevantes do animal, como consultas, as avaliações e controles feitos em diversas fases do crescimento, as vacinas e, se for o caso, os registros de entrada e saída do país.

O passaporte deve conter, também, o número do chip do animal, o nome do dono, o endereço e muitas outras informações importantes, além de as relacionadas à saúde do animal.

Dentro da União Europeia, o único documento que você precisa para viajar com o seu bichinho de estimação é o passaporte, seja a viagem feita em carro particular ou transporte público.

Vacinação

Próximo passo: vacinar o animal contra a Raiva. Todo animal viajando para outro país, independentemente de qual, deve receber a vacina. Se o país a ser visitado estiver dentro da União Europeia, a  vacina deve ser administrada com um mínimo de 21 dias.

Para viajar para alguns países fora da União Europeia (incluindo o Brasil), é necessário obter também a Sorologia da Raiva. Muita atenção a este quesito: a amostra de sangue só pode ser coletada um mês após a aplicação da vacina.

Além disso, deve ser enviada para um laboratório específico, autorizado pelo governo. Em resumo, é um processo que exige, pelo menos, uns dois meses até que você tenha a certificação em mãos. O veterinário poderá orientar você neste sentido, pois cada país tem seu órgão regulatório.

Para os demais países, o ideal é consultar as embaixadas ou consulados, pois cada um tem suas regras. Para o Brasil, não se iluda: é necessário ter a Sorologia da Raiva, mesmo que seu animal tenha nascido aqui na Europa.

Mesmo que lhe digam que não é preciso, o que é meia verdade… você não precisará  apresentar a sorologia para entrar no Brasil… mas para voltar para a Europa, a história é outra. Caí nessa conversa na primeira vez que viajei com minha cachorrinha para o Brasil e foi um drama familiar, como já contei em outro post.

Documento adicional para viagem ao Brasil

Para obter o documento adicional em viagens para o Brasil, o processo é um pouco burocrático, mas não é difícil. Primeiro, você precisa ligar para o NVWA (Nederlandse Voedsel en Warenautoriteit) a fim de marcar a data para obter o documento de viagem. Programe-se bem para não correr o risco de a agenda estar lotada, já que esse é o órgão governamental para importações e exportações de animais e plantas.

Depois, você deve entrar no site do consulado brasileiro e ler as regras atualizadas. Até 2014, havia um formulário para imprimir e levar ao veterinário. Para fazer este post, consultei o site (tanto na versão em Português, como em Inglês) e não há mais esta possibilidade. No lugar, estão explicadas as regras para a obtenção da autorização. Sugestão: eu imprimiria a versão em Inglês para apresentar ao veterinário.

Próximo passo: levar seu bichinho ao veterinário. É ele quem deve examinar o animal no período anterior a dez dias da data da viagem, preencher e assinar o formulário, adicionando o número do registro e o carimbo da clínica. Tudo deve estar bem legível e completo.

Feito isso, vá ao NVWA munido de passaporte do animal e o documento preenchido pelo veterinário. Não é necessário levar o animal com você. Porém, leve uma identificação sua. Nunca me pediram, mas eu sempre carrego meu passaporte junto, por via das dúvidas. Normalmente, só pedem o meu documento holandês.

É necessário pagar uma taxa para obter a autorização. Outro detalhe importante: o prédio principal do NVWA  fica em Utrecht, não muito longe da  Estação Central. Há outros escritórios, mas não sei se os certificados também são expedidos nestes. Até minha última ida, só o de Utrecht realizava o serviço (julho-2014).

Companhias aéreas dog friendly

As opções para viagens aéreas na Europa são muitas, com preços e condições bem variadas. Não vou listar uma a uma. Falarei com mais detalhe da que conheço: a KLM. Fiz várias viagens para o Brasil com a minha cachorrinha, levando-a a bordo comigo. Para isso, segui alguns procedimentos.

Viajando de olho no pet…

Para viajar na cabine, é preciso se adequar a algumas regras, entre elas, a quantidade máxima de animais no voo. Se você quer ter certeza de que terá seu bichinho toda a viagem com você, organize isso no momento em que comprar a passagem. Quanto antes você entrar em contato com eles, maior chance de conseguir embarcar com seu pet.

Além disso, pela KLM, o animal e a caixinha de transporte combinados não podem exceder 7kg e as dimensões máximas da caixa devem ser: 46cm de comprimento, 28cm de largura e 20cm de altura. A regra é que a bolsa com o animal possa ser encaixada embaixo da poltrona à sua frente. Lógico que não vai ficar lá embaixo. Isso é apenas  uma questão para limitar o espaço.

Importante ressaltar que deve ser um contêiner em que o animal possa ficar de pé e se deitar confortavelmente. O atendente do check-in tem o direito de recusar o embarque se achar que as especificações não estão adequadas. Todo cuidado é pouco.

Bolsas para transportar o pet a bordo

Eu sempre viajava com uma caixinha plástica (dentro do tamanho indicado) e nunca tive problemas. Até que um belo dia, a atendente não queria me deixar embarcar. Aleguei ter usado a mesma caixinha várias vezes pela mesma companhia e ela aceitou meu argumento. Para evitar desgastes, comprei uma bolsa maleável para a volta e continuo usando a mesma. A bolsa maleável não é tão confortável para o bichinho, mas pelo menos garante que ele não fique para trás.

Esta é a bolsa que eu uso para viajar com a minha Tequilinha:

Esta é perfeita para uma viagem de carro mas, infelizmente, não fica dentro das medidas para ir a bordo de uma aeronave…

A fofa Pipoca viajou da Holanda para a Espanha pela Transavia. Esta companhia permite o transporte na cabine, desde que o combo (animal e caixinha) não ultrapassem 10kg.

Outras companhias  “amigas pra cachorro”

Ibéria (máximo 8kg)

Lufthansa (8kg),

British Airways (6kg)

Air France sugere que o viajante verifique os aeroportos de partida e chegada a fim de estipular as regras de transporte do pet a bordo.

​Porém, fiquei surpresa com o link fornecido pelo site, caso o passageiro queira comprar uma bolsa ou caixa para o transporte do animalzinho Ainda faz entrega para muitos países da Europa, assim como para os Estados Unidos.

Mesmo que você não queira comprar por lá, pelo menos terá uma ideia das dimensões que deve utilizar.

E finalmente, muito cuidado com dois detalhes importantíssimos: mesmo que a companhia aérea seja pet friendly, certifique-se de que para o destino escolhido o transporte vai ser permitido. Isso por conta de algumas aeronaves não possuírem compartimento para o transporte de animais (já que eles não podem viajar no das malas despachadas). Além disso, cada passageiro só pode viajar na cabine com um animal.

Ah… quase ia me esquecendo. O custo para viajar com o animal na cabine para o Brasil é bem alto. Para se ter uma ideia, da última vez (2014), paguei 200 euros na ida e 150 dólares na volta. Dentro da Europa, o preço não é tão salgado. Obviamente, os preços variam de acordo com a companhia e o destino final.

Viajando com o pet no compartimento de animais

Como citei anteriormente, o animal não vai junto com as bagagens. Ele é acomodado em  compartimento ventilado e em contêiner específico (providenciado pelo dono). Há regras com relação ao tamanho da caixa, o limite de peso do animal (combinado com o do contêiner – normalmente máximo de 75kg) que variam pouco entre as companhias aéreas.

O preço deste transporte não muda muito com relação ao que você paga para levá-lo na cabine. Na minha opinião, só vale a pena fazer esta escolha se você estiver viajando com mais de um animal (pois pode-se transportar até 3 no mesmo contêiner, dependendo da companhia). Motivo: o check-in do bichinho tem que ser feito junto com o das malas (pelo menos 2 horas antes do embarque).

Esta situação gera muito nervosismo aos donos, que não sabem como o animal está até que chegue a hora de reencontrá-lo, já no destino final. Imagine em um voo com escala! É uma experiência difícil, tanto para o animal – que fica muito assustado e estressado – quanto para o dono, que só vai sossegar a hora em que vir o amigão são e salvo!

Passei por essa experiência uma só vez. Na época, não havia voo direto Amsterdã – Rio de Janeiro , de modo que tive que fazer uma escala em São Paulo. De lá para o Rio, tive que voar com a Gol, que não aceita animais na cabine. Minha cachorrinha só me foi entregue depois que as malas já haviam sido todas recolhidas da esteira e foram momentos de muita tensão, até que ela me foi entregue..

Barrados no baile…

Outro cuidado que se deve ter: as raças caninas braquicefálicas (de focinho curto) não são autorizadas por muitas companhias, pela possibilidade de óbito durante o voo. Alguns exemplos: Buldogue Americano, Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Boston Terrier, Boxer, Griffin de Bruxelas, Pug Chinês, Pug Holandês, Pug Pequinês, Cavalier King Charles Spaniel, Dogue de Bordeaus, Lhasa Apso e Shihtzu.

Os felinos de raças braquicefálicas também estão barrados. São eles: Persa, Burmês, Exótico e Himalaio.

Mais uma vez, checar com a companhia aérea antes de comprar a passagem é a melhor coisa a se fazer a fim de evitar surpresas!

Uma viagem inesquecível…

Por mais que pareça difícil, complicado ou trabalhoso passar por todas as etapas para obter a autorização de viagem para o seu pet, saiba que a alegria de estar com ele em uma viagem, vai compensar todo o esforço.​

Minha companheirinha de todas as horas!

Além do mais, pagar por uma hospedagem em um canil por um período de duas a três semanas, por exemplo, pode sair o mesmo preço ou até mais caro. Eu nunca me arrependi de levar a minha Tequilinha comigo… Com a orientação certa, e cercando-se de todos os cuidados, viajar com o pet é garantia de diversão e cabeça leve para aproveitar qualquer destino.

Categorias: Dicas de Viagem

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24 thoughts on “Como viajar pela Europa e para o Brasil com o pet?”

  1. Boa noite Regina, eu e meu noivo estamos querendo viajar com meus dois gatos para Portugal em março do próximo ano para passar 15 dias. Você acha que corre risco de a imigração barrar a gente por ser pouco tempo? Será que eles vão achar que é muito pouco tempo para justificar a presença dos gatos na viagem? É minha primeira viagem para o exterior e quero muito leva-los. Inclusive já iniciei os preparativos, daqui a duas semanas eles farão a coleta de sangue para a sorologia. Será que eles vão pensar que estamos indo morar e não como turistas?

    1. Olá, Alba! Eu acredito que não haverá problema algum. Nunca levei minha cachorrinha a Portugal. Porém, se a documentação estiver correta, não tem motivo para seus gatinhos serem barrados. Inclusive, o rigor do Vigiagro aqui no Brasil, é justamente para evitar surpresas na chegada ao destino. Embarcou aqui, quase 100% de certeza de okay do lado de lá! A duração da viagem não importa. Até porque o controle de passaporte de vocês acontecerá antes (se for como na Holanda e mesmo aqui no Brasil). Somente depois de passar pela imigração dos humanos, é que você precisará passar pelo órgão regulador de importação de animais. Você já consultou o site do consulado português? Eu lhe aconselharia a ler tudo o que você puder sobre o assunto (nos sites oficiais). Assim, você poderá viajar despreocupada e curtir as suas férias sossegada. Abraço!

      1. Pesquisei toda a documentação necessária e já iniciei os procedimentos: microchip, vacina. Aí eles estão aguardando os 30 dias p colher o sangue e enviar ao laboratório. Depois do resultado tem o czi. No site do consulado diz q 48 antes de chegarmos com eles tem que mandar um e-mail para o ponto de recebimento dos animais do aeroporto onde iremos desembarcar. Minha única preocupação era eles encasquetarem mesmo assim. Mas vc falando isso me deixou mais tranquila. Obrigada 😊

  2. Oi tudo bem , vou viajar com meu sharpei pro Brasil em janeiro já fui ao vet daqui pois trouxe ele do Brasil ano passado e tinha já a sorologia , mas o vet achou melhor fazer uma nova e já vacineicontra raiva e mês que vem tiro sangue pro teste . A minha dúvida é , eu vou ficar três meses no Brasil e ele comigo , a sorologia e a documentação de viagem de volta terá de fazer alguma aiteracao , vc sabe ou teve experiência com isso , já que toda documentação será nova por quanto tempo vale e se tenho que ter mais algum papel específico na hora da volta , e sobre o atestado , como faço pra imprimir para Veterinario preencher ? Atenciosamente Sandra

    1. Oi, Sandra! Como você já tem a sorologia feita no Brasil, acredito que não haverá nenhum problema para sair do Brasil. Eu usaria a sorologia feita aqui, pois é mais antiga. Você deixou um prazo maior do que um ano para reaplicar a vacina antirrábica? Pergunto isso, porque na Holanda é preciso reaplicar de 3 em 3 anos. Porém, as regras brasileiras são outras: a repetição da dose não pode ultrapassar um ano. Se isso acontecer, é necessário fazer a sorologia de novo. E, honestamente, acho que o Vigiagro vai implicar com um resultado inferior a 90 dias a partir da coleta do sangue.

      Se você quiser vir sossegada mesmo, já faça agora a sorologia aí. Não sei em que país você está, nem o motivo de o veterinário ter sugerido fazer de novo, mas é melhor pecar por excesso do que por falta…

      O procedimento para volta à europa é o mesmo que você utilizou para leva-lo da primeira vez. Não há alteração: mudança ou passeio, os trâmites são os mesmos.

      No link a seguir, você encontra o formulário que deverá imprimir para o veterinário preencher:

      http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/transito-animal/arquivos-transito-internacional/ModelodeCertificadoVeterinrioInternacionalDraftofInternationalVeterinaryCertificate.pdf

      Espero ter ajudado! Uma ótima viagem e um grande abraço!

      p.s. E se você achou este post e minha resposta úteis, que tal dar uma curtida na página do Turista FullTime? Assim, você ficará sempre por dentro das novidades! 🙂

      1. Sim , ajudou Muito . Eu tô na Holanda Scherverningem, eu fiz sorologia nova , e vou fazer tudo novamente , para ter certeza , a minha dúvida agora e ! Vou ficar três meses no Brasil oi mais , mas como toda esta documentação e somente pra volta , eu vou precisar novamente do atestado do Veterinario e da vaiando no Brasil ? Ou toda a documentação que fazer aqui somente e necessária ? Pq como moro aqui , apenas vou de passei e meu pet comigo ele vai e volta comigo ! Me responde se será necessário fazer o atestado Veterinario e a viagem novamente por favor . Atenciosamente Sandra Storm

        1. Oi, Sandra! Fico feliz de estar contribuindo de alguma forma. Mas vamos lá: a sorologia que você vai trazer com a sua cachorrinha é suficiente para voltar para a Holanda. Nao vai precisar fazer de novo quando chegar aqui. Agora, o mesmo procedimento de passar pelo veterinário e pegar a autorização de viagem que você vai fazer aí (no NVWA), você vai ter que repetir aqui (no Vigiagro). Independentemente do tempo de permanência ou por estar aqui de férias. O procedimento é o mesmo. Você já passou por esse procedimento aqui uma vez para mudar para a Holanda. Certo? Então, é só fazer exatamente igual. Porém, sem a necessidade de refazer a sorologia da raiva, pois vai estar válida. Não se esqueça: para não ter a menor chance de dar algum problema, colete o sangue 90 dias antes da data de saída do Brasil.
          Abraço e boa sorte!

          1. Estou fazendo procedimento aqui, eu moro aqui , na Holanda,. Eu entendi a parte que terei de fazer e a da Viagro na hora de voltar , é difícil, pq quem fez foi um veterinário que fez todo documentos e ficou caríssimo, desta vez eu vou sair da Holanda pro Brasil, mas fiz a vacina de raiva novamente e colheu a sorologia, agora o veterianario está esperando o resultando e vamos fazer o restante necessário. Na hora de voltar do Brasil vou ter que fazer novamente a parte Veterinario (examinar o cão e a viagro )? , eu entendi. Então a papelada que fazérei para entrar não valerá, vc fez em SP , tem como falar se vc fez sozinha a parte da viagro , é apenas levou no veterinário e ele preencheu o formulário ? Por favor se for obrigada .

          2. Oi, Sandra! Eu entendo perfeitamente suas dúvidas e preocupações. Acho ótimo quer você esteja levantando questões que podem confundir muita gente e agradeço a sua enorme contribuição. De verdade! Para ser muito sincera, acho o processo aqui no Brasil mais fácil do que na Holanda e lhe digo o porquê: o veterinário que você escolher, não vai precisar preencher formulário algum. Ele só vai lhe dar um atestado dizendo que sua cachorrinha está em boas condições de saúde. Eu fiz tudo sozinha, sem ter que contratar despachante. Levei minha cachorrinha até um veterinário próximo de onde eu estava, paguei pela consulta e peguei um atestado comum. Em posse desse atestado, o teste de sorologia e o passaporte, fui à agência do Vigiagro aqui do Rio de Janeiro. Como você embarcará em São Paulo, seria bom ligar para a unidade de lá. Tenho certeza de que eles lhe darão todas as informações corretas. Daí é só você ir até lá perto da data de voltar apara a Holanda. São eles que vão preencher o formulário que você apresentará na hora do embarque. O serviço é gratuito.
            Abraço,
            Regina

  3. Olá, Regina! Boa noite.
    Pretendo viajar ano que vem para Europa. Preciso saber em detalhes o que fazer para não ter problemas no embarque aqui no Brasil.
    Vamos para França 1 mês e não gostaria de ficar longe da minha pequena.
    Agradeço no que você puder me ajudar.
    Obrigada.

    1. Olá, Elizangela! Acredito que o post esteja bem detalhado quanto aos procedimentos para levar sua cachorrinha com você. Porém, se ainda assim você tiver mais alguma dúvida, por favor, não hesite em perguntar. Todos os procedimentos que eu citei foram suficientes para eu viajar várias vezes com a minha cachorrinha para a Holanda. Eu acredito que as regras sejam as mesmas para a França, pois o Vigiagro libera o animalzinho com base nas regras da União Europeia. Para você ficar mais tranquila, eu sugiro dar uma olhadinha no site do consulado francês, também. No site do Vigiagro, você encontra todas as informações, sempre atualizadas.
      Um abraço e boa viagem!

  4. Olá …
    Eu moro no Brasil mas resolvi vim de ferias para Alemanha trouxe minha cachorrinha fiz todos os atestados sorologia tudo viajamos …estamos na Alemanha a quase 3 meses vamos voltar para Brasil , os documentos da minha cachorrinha está tudo ok mas para voltar precisa qual atestado? Para voltar?
    Obrigada.

    1. Olá, Emanoele! Acredito que as regras da Alemanha sejam bem parecidas (ou iguais) às regras holandesas, pois os dois países fazem parte da União Europeia. Porém, eu lhe aconselho a ligar para a companhia aérea e verificar o que eles pedem para o embarque. Além disso, seria interessante você entrar em contato com um veterinário local, pois sua cachorrinha vai precisar passar por uma consulta veterinária, de qualquer forma. As informações mais atualizadas, você encontra no site do Vigiagro. Qualquer dúvida, é só mandar um comentário. Abraço e boa viagem!

  5. Olá Regina tudo bem?
    Eu estou em Malta, retornando para o Brasil, mas meu cachorrinho tem dois meses e ainda nao pode tomar vacina contra raiva, sabe se é possivel viajar assim?
    Outra coisa é que ele nao tem chip, li em alguns lugares que o chip é opcional, isso é verdade??

    Aguardo ansiosa, otimo seu texto!! 🙂

    1. Oi, Julia, tudo bem? Pelo que entendi, você está vindo de vez para o Brasil. É isso mesmo?

      Bom, vamos por parte: é verdade que o chip é opcional em alguns países. Porém, o passaporte veterinário internacional só pode ser emitido depois que o chip é implantado. O ideal é você conferir no site oficial do órgão regulador de Malta, pois as regras podem variar de país para país, ainda que eles pertençam à União Europeia. Convém, também, entrar em contato com a companhia aérea, para ver se ela aceita só o CVI (certificado veterinário internacional) ou se o passaporte também é exigido.

      Com relação à vacina da raiva, ela é obrigatória para o ingresso do animal no Brasil. Sem ela, você não vai embarcar, pois o órgão responsável no país de saída, só assina o certificado para a viagem se você estiver com todas as exigências do país de destino cumpridas. Vou além: na Europa, a vacina contra a raiva tem a validade de 3 anos. Porém, para ingressar no Brasil, o Vigiagro exige que a última dose tenha sido dada há menos de um ano e pelo menos 30 dias antes do embarque.

      Minha história pessoal: vim pela primeira vez de férias para o Brasil com a minha cachorrinha quando ela estava com 4 meses. Dei a primeira dose no dia em que ela fez 3 meses e viajamos sem problemas. Como você disse que seu cachorrinho tem 2 meses, dá tempo de vaciná-lo. Você já conversou com o veterinário sobre isso?

      Encontrei várias informações pertinentes no site do órgão regulador de Malta. Talvez lhe sejam úteis. Segue o link:
      http://www.pettravel.com/immigration/malta.cfm

      Espero ter ajudado. Qualquer outra dúvida, mande um comentário. Vamos aprender juntas! By the way, amei Malta! Parei aí 2 vezes com navio de cruzeiro e achei Valeta uma cidade encantadora. Deve ser muito legal morar em um dos cenários de Game of Thrones… 🙂

      Abraço e boa sorte com os preparativos!

  6. Oi Regina!
    Me mudei para Rotterdam em Janeiro de 2017 juntamente com minha cadelinha. No Brasil, apliquei chip, apliquei a anti rábica, coletei sangue para sorologia, fui ao MAPA… ou seja, tenho toda a documentação para vir para a Europa. A nossa viagem foi bem tranquila.
    Vamos para o Brasil em 12/17 e retornaremos em 01/18, será uma estádia de 20 dias no máximo, e estou procurando informações sobre o que devo fazer.
    Dia 10/8/17 apliquei a vacina anti rábica novamente, aqui em Rotterdam mesmo, respeitando o limite de 1 ano que o Brasil exige para a vacina, e também agora eu tenho um pet passport, escrito em holandês e inglês… Ou seja, a vacina anti rábica está em dia de acordo com as leis brasileiras. Li no site do consulado brasileiro que para levar o pet para Brasil temos que: obter de veterinário oficial holandês o certificado de saúde do animal, no modelo internacional e apostilar o certificado (parece que não precisa mais fazer mais a ‘apostila’… ).
    O que eu queria saber de você, caso saiba é: Vc já foi para o Brasil com seu pet?
    Levando em consideração que a vacina está em dia, segundo o veterinário que fez todo o processo de documentação da minha cadela, teoricamente não é preciso fazer o exame de sorologia (aquele que demora para pegar o resultado). Você tem alguma informação sobre isso? Será que realmente preciso refazer este exame?
    É obrigatório pegar o documento adicional no NVWA para ir para o Brasil? Ou este documento é para eu entrar na Europa novamente? Para pegar este documento, é necessário ter o atestado de saúde do animal concedido por veterinário holandês?
    Quanto você pagou por este documento?
    E para retornar do Brasil para Holanda… você tem alguma informação?
    Quais mais informações você pode adicionar?
    Obrigada

    1. Olá, Sarah! Muito obrigada pela leitura e por contribuir para deixar este post mais completo. Cada dúvida que surge é uma grande oportunidade para rever se as normas continuam as mesmas e atuaizá-las, se for o caso.

      Eu já vim para o Brasil sete vezes com a minha cachorrinha. Só tive problema na primeira vez, pois ela nasceu na Holanda eu não tinha feito a sorologia da raiva. Para entrar no Brasil, você não precisa desse atestado. Mas, para embarcar com o destino à Europa, ele é pré-requisito.

      De fato, você fez tudo o que é necessário para ir para a Europa sem problemas. Basicamente, na hora de viajar para o Brasil (ainda que de férias), o processo será muito semelhante. Você não precisa fazer novamente a sorologia da raiva. Contanto que o reforço da vacina antirrábica nunca ultrapasse o período limite de um ano (regulamentação brasileira), o atestado vale até o fim da vida da sua cadelinha.

      Um detalhe importante: você pode pedir para o veterinário atualizar o passaporte dela, preenchendo o campo que diz que ela já fez o teste. Desta maneira, nem andar com o atestado será necessário. Veja: nunca me pediram para ver o atestado (por já constar do passaporte), mas eu SEMPRE carreguei mesmo assim. Sei lá, gato escaldado tem medo até de água fria… rs

      Para sair da Europa, o passaporte é necessário, mas o documento mais importante é o atestado expedido pelo órgão regulador holandês, o nVWA (Nederlandse Voedsel en Warenanutoriteit). Sem esse documento, você não poderá embarcar. Ele é similar ao que você utilizou para sair do Brasil. Até o formulário é parecido. Os procedimentos são um pouco diferentes.

      Todas as informações, você poderá encontrar no site oficial (https://www.nvwa.nl/onderwerpen/huisdieren-en-reizen). Porém, só há opção em holandês. Eu tenho cópia de todos os documentos necessários e as instruções. Mandarei para você por e-mail.

    2. Em continuação às suas perguntas:

      Sim, para pegar o documento oficial do nVWA, é necessário ter o atestado de saúde do animal concedido por um veterinário holandês no limite máximo de até 10 dias da data do embarque.

      Em posse desse atestado preenchido pelo veterinário, você vai ao nVWA, levando junto com o passaporte. Não é necessário levar o animal com você. É preciso pagar uma taxa para pegar o atestado oficial.

      Fique tranquila, eles vão lhe mandar o valor junto com as todas instruções bem detalhadas. Deve lhe custar algo em torno de 80 euros. É preciso ligar e agendar o horário. Sem isso, não há atendimento. O ideal é fazê-lo com uma antecedência de 30 dias. Assim, você tem tempo de organizar alguma pendência.

      Não sei se você chegou a ler este post: http://turistafulltime.com/viajando-para-a-europa-com-o-seu-pet/. Ele traz o passo a passo para sair do Brasil. Está atualizado.

      Qualquer dúvida adicional, pode perguntar. Abraço!

  7. Bom dia…. gostaria que me enviasse um orçamento, para Trazer minha cadela de Portugal para o Rio de Janeiro. É uma labrador de um ano e três meses. Gostaria de saber se vcs vendem a mala pela vossa empresa ou eu tenho q comprar a partes por favor me envie um imail com o orçamento. Desde já obrigada.

    1. Olá, Ruth! Muito obrigada pela leitura. O blog Turista FullTime trabalha apenas com venda de ingressos, reservas de hotéis e cotação de seguros de viagem. Não oferece o serviço de intermediação para transporte de animais nem a venda dos produtos sugeridos. O post tem caráter meramente informativo. Eu sugiro que você entre em contato com a companhia aérea escolhida, pois eles saberão lhe informar a tarifa para o transporte do seu pet. Por se tratar de uma labradora, ela não poderá ser transportada em cabine. Ela precisará ser despachada como “cargo” e viajar em um compartimento especial. Você precisará de uma caixa para transporte em tamanho suficiente para que ela consiga ficar de pé. Espero ter ajudado. Qualquer dúvida, estou às ordens.
      Um abraço!

    1. Olá, Patrícia! Muito obrigada pela leitura. Se o procedimento for o mesmo que na Holanda, você poderá pedir o passaporte através de um veterinário. Você já conversou com algum? Espero ter ajudado, apesar de não conhecer a legislação francesa. Grande abraço!

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