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Eu sou fã de Gogh Van, apesar de não ser uma profunda conhecedora das Artes em geral. Costumo dizer que gosto do belo, mesmo que não saiba como defini-lo ou caracterizá-lo. Quando penso neste artista, tenho um fascínio por sua vida e por sua obra, porque acho que suas pinturas representam seu estado de espírito, suas inquietudes e sua visão muito particular do mundo, da natureza e das pessoas.
Eu adoro visitar museus e sempre procuro pelos meus artistas favoritos. Tenho um interesse muito grande pelos impressionistas e pós-impressionistas, talvez o motivo de eu gostar tanto das obras deste pintor holandês.

Este ano, tive a chance de visitar o museu Van Gogh em Amsterdã, que reúne o maior acervo de obras do pintor existente no mundo. Parece incrível imaginar que, apesar de ter morrido tão cedo – e de começar a pintar tardiamente – ele produziu mais de duas mil obras.

Há dois meses, estive no Musée D’ Orsay, em Paris , e fiquei muito emocionada com as lindas obras, entre elas “A Noite Estrelada”. Daí que semana passada, quando estava em Roma e soube que havia uma exposição (vou chamar assim, por enquanto) sobre Van Gogh, sabia que tinha que ir conferir! Entrei em contato com a relações-públicas do Palazzo degli Esami, local onde se encontra a Van Gogh Experience e solicitei uma gratuidade, com o objetivo de visitar e divulgar o evento.

Já havia lido a respeito da “experiência” no site oficial do evento, mas confesso que fiquei particularmente surpresa com a grandiosidade das instalações. Como é uma experiência sensorial, prepare-se para ser invadido(a) por um misto de cores, luzes e sons. Eu senti como se fosse uma imersão total, não só nas obras, mas na mente e nos pensamentos deste gênio das Artes.
Veja, não vá esperando por uma exposição “padrão” com as obras originais do pintor, pois isto você não vai encontrar. Porém, você vai ter uma experiência mais intimista, mais próxima, você vai poder “sentir” a obra de Van Gogh.
Logo que você entrar no grande galpão e passar pela primeira instalação, vai sentir como se a pintura “O quarto em Arles” tivesse pulado da moldura e estivesse lhe convidando a desfrutar do ambiente.

Depois, você passará pela reprodução de inúmeras obras, pelos autorretratos do pintor…

E, finalmente, entrará no ambiente que, certamente, exerce o maior fascínio sobre o público: uma enorme sala em que pinturas são projetadas em inúmeros telões de alta definição, espalhados pelas diferentes superfícies: colunas, teto, chão… É incrível!
Todo esse  visual maravilhoso vem acompanhado de obras consagradas de vários gênios da música clássica, incluindo Vivaldi, Schubert e Bach. Uma experiência sensorial que faz você perder a noção do tempo!

O que eu achei mais fascinante foi a harmonia total entre a pintura, a música e os pensamentos profundos do autor. Além disso, a sequência das obras, acompanhando os deslocamentos que o pintor realizou ao longo dos dez mais produtivos anos de sua vida, e as respectivas paisagens, imprimiu um movimento fantástico à experiência.

Outra coisa que achei surpreendente: sempre observo a atitude de jovens nos museus e, com raras exceções, eles não têm muita paciência e passam rapidamente pelas obras.

​O ambiente aconchegante com vários almofadões espalhados pelos chão era um convite irrecusável para conhecer e desfrutar das obras e eu percebi que muitos jovens paravam e ficavam “assistindo” com visível interesse às projeções e, nesta hora, pensei em como os museus poderiam se tornar mais interativos e interessantes para uma geração acostumada ao movimento, às imagens rápidas e ao surround sound. Para mim, este conceito multimídia foi a maior e melhor forma de popularizar a Arte e torná-la atraente a todos os públicos…

Agora, uma confidência: pouco antes de chegar ao local da exposição, tive a única experiência ruim em Roma (assunto para outro post) e estava extremamente chateada. Porém, à medida em que fui absorvendo a grandiosidade e beleza das instalações, fui ficando com a alma mais leve e saí de lá no maior alto-astral de novo, pronta para curtir todas as delícias desta grande capital.

Talvez para quem vai com pouco tempo a Roma, a Van Gogh Experience não seja um programa imperdível, pois a concorrência com outros pontos turísticos é enorme. Porém, os fãs do pintor não podem deixar uma oportunidade dessas escapar.

Dicas práticas

Todas as informações atualizadas, assim como a venda antecipada de ingressos, você pode encontrar no site oficial do evento. Aqui vai um resumo para ajudar você a programar a sua visita…

Local:

Palazzo degli Esami – Via Girolamo Induno, 4 (no famoso bairro de Trastevere)

Para chegar lá é super fácil. Eu fui de ônibus (linha 75), mas é possível ir de bonde (trams 3 ou 8). Há outras alternativas, então, é sempre bom conferir a partir do local em que você está.

 Horário e tarifas:
O bilhete para adultos custa €15,00 mas há uma redução de €3,00 para crianças até 12 anos, estudantes, idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiências físicas. Menores de 6 anos têm gratuidade. Há também pacotes especiais para famílias (confira maiores detalhes no site).

De segunda a quinta: 10:00 às 20:00
Sextas e sábados: 10:00 às 23:00
Domingos: 10:00 às 21:00​

Categorias: Itália

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