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Visitei Praga duas vezes: a primeira, em fevereiro de 2013 (portanto, inverno europeu); a segunda, na Páscoa de 2014 (na primavera). Posso afirmar que, mesmo sabendo o que iria encontrar, fiquei encantada de novo com a cidade. Há muito o que desfrutar, independente da época do ano.

Eu gostaria muito de ter feito o famoso “triângulo” que inclui visitar numa tacada só Budapeste, Viena e Praga, mas eu tinha só 3 noites e seria inviável fazê-lo com calma. Resolvi adiar esse plano… Já fui a Viena em 2009, para visitar uma amiga. Budapeste é a única das três que vai ser novidade completa (aguarde post novo em março de 2016!), mas ainda assim, acho que o circuito é imperdível e ele não vai sair da minha “wish list”…

Bem, mas neste post vou me dedicar somente a Praga, começando por algumas informações práticas…

Um pouquinho do que é Praga…

Praga é a capital da República Tcheca e também a maior e mais populosa cidade do país que ocupa o nono lugar na lista dos mais pacíficos na Europa. Tem também o menor índice de desemprego da União Europeia (dados de 2015).

Essas duas informações já garantem um ótimo cartão de visitas. De fato, apesar de ser um grande centro urbano e de receber muitos visitantes o ano todo, é uma cidade bem tranquila e que não gera nenhuma insegurança ao turista.

 Planejando uma visita à República Tcheca

Para brasileiros, não é necessário visto de turismo para visitar a República Tcheca. Basta ter um passaporte válido. Várias companhias aéreas operam voos diretos diários a partir de inúmeras cidades europeias. A acessibilidade, portanto, é muito simples.

O país faz parte da União Europeia desde 2004, mas ainda não aderiu ao Euro. A moeda de lá chama-se Czech koruna (Coroa Tcheca). Para dar uma ideia de valor, €1,00 hoje equivale a CZK27,04. Então, para facilitar a conta eu pensava: CZK100 coroas giram em torno de €3,70. Resolvi arredondar o valor, usando a proporção CZK100=€4,00.

Assim, meu cálculo rápido ficou mais fácil para decidir o que seria caro ou barato e na hora de pagar a conta do cartão, eu teria a alegria de ver que gastei menos, já que fizera o cálculo para mais!

Com relação à comunicação, apesar de o idioma ser o Tcheco, não passei por nenhum problema de comunicação, já que nesse grande centro, quase todo mundo que lida com turistas fala um bom Inglês.

Com relação ao clima, Praga normalmente tem verões amenos e invernos bem frios. É bom consultar um aplicativo de temperaturas confiável antes de arrumar as malas… Minha primeira ida foi em um inverno. Mesmo acostumada com o frio, passei uns perrengues pelas ruas branquinhas e geladas de lá!

 Como chegar do aeroporto ao centro de Praga?

O aeroporto internacional Václav Havel fica a cerca de 15 quilômetros do centro antigo da cidade e um táxi comum, que você pode pegar tranquilamente do lado fora sai por volta de 800 coroas, algo em torno de 30 euros. Não é muito barato, mas para quem chega à noite, é uma opção sensata.

Onde se hospedar em Praga?

Praga, assim como Viena e Paris , é dividida por zonas. Ficar na zona 1 é sempre excelente, pois significa que você está na “cara da ação”. Em minha primeira hospedagem, reservei um hotel da Rede Accor, pois são sempre confiáveis. Esse era o Century Old Town Prague M Gallery e a escolha foi excelente: um quatro estrelas com café da manhã incluído por cerca de €90 a noite.

Aliás, não importante mas certamente interessante: esse hotel já foi um edifício empresarial e os quartos eram, na verdade, escritórios. Eu fiquei hospedada no quarto 415 e o escritor Kafka trabalhava no de número 214. Curioso dormir no mesmo ambiente em que um gênio da Literatura mundial outrora trabalhou… Perdoe os devaneios de uma ex-estudante de Letras…

A segunda hospedagem foi mais complicada por tratar-se de feriado de Páscoa, quando a cidade fica lotada. Reservei o Ibis Wenceslau Square, bem mais modesto, sem café da manhã incluído mas, novamente, por se tratar de um hotel de rede conceituada, eu sabia exatamente o que estava pagando e o que iria encontrar. Nada de surpresas desagradáveis… e a localização também era excelente: walking distance de muitos pontos turísticos, incluindo o Museu Nacional e a Charles Bridge.

Aliás, você já sabe que surpresas desagradáveis com hotéis são muito fáceis de evitar. Como sempre, eu sugiro que você reserve por um site confiável, como é o caso do Booking. E você sabe, também, que reservando aqui pelo meu blog, não paga um centavinho a mais por isso e ainda dá aquela força para essa blogueira de plantão!

Onde comer em Praga?

Posso dizer que tudo o que comi por lá, sendo na rua ou em restaurantes, estava muito bom. O povo lá sabe como cozinhar… e os preços são ótimos, também! Ainda mais se você considerar a variação das moedas.

Um café da manhã na Patisserie Paul

Uma delícia de lugar, com croissants e pãezinhos variados fresquinhos. Na verdade, essa franquia francesa que teve início em 1889 no norte da França, hoje  conta com algumas unidades espalhadas por aí, sendo que desde 2010 há uma na Wenceslau Square (Václavské náměstí).

Se você não quiser ir para o café da manhã, não tem problema. Há opções ótimas para um almoço rápido ou um lanchinho à tarde. Aliás, fica aberta diariamente até às dez da noite e, como está localizada em um lugar bem central e turístico, você terá várias oportunidades para conferir o variado menu. E o lugar é bem arrumadinho e charmoso, além de ter preços bem razoáveis! 

 
 

 

 

Um jantar mexicano

Bom, eu adoro comida mexicana… se eu acho um restaurante típico, onde quer que eu esteja, vou conferir se é bom. Ainda mais porque restaurantes com comida local em pontos recheados de turistas costumam seguir a sequência “comida ruim e preço alto”.

Eu olho para as mesas e, se noto que a clientela não tem cara de turista, resolvo arriscar. Normalmente, saio na vantagem. Foi assim que achei o El Pueblo, numa das ruelas próximas a Wenceslau Square. Ótima comida, preço excelente: refeição caprichada para duas pessoas por 30 euros. Não resisti: tive que voltar lá, durante a mesma estadia… repeteco é sempre sinal de que valeu a pena!

O que fazer em Praga, no frio ou no calor?

Turista que é turista não perde um passeio óbvio, certo? Lá fui eu, primeiro evento do dia, conferir as badaladas do Relógio Astronômico, que é um dos cartões-postais de Praga.

É um evento bem bobinho e rápido, mas se a gente pensar na beleza e na idade do artefato, muda de ideia na hora e acha que vale a pena ficar plantado na praça uns minutos para ver os Doze Apóstolos circulando para fora e para dentro da parede de novo a cada hora cheia.

Ninguém fica constrangido de estar ali só pra isso, afinal, o lugar fica lotado nessa hora, seja inverno ou verão! Não é possível que todo mundo esteja errado… siga o fluxo!

Da Pražký Orloj (Praça do Relógio) dá para ir a pé até o Pražký Hradcany (Distrito do Castelo), o ponto alto da cidade: literalmente. As longas escadarias que dão acesso à parte alta não facilitam a vida de ninguém: seja num frio de rachar (da primeira vez, fazia -8°C) ou num lindo dia primaveril. Você vai suar e eliminar os excessos de comida ou cerveja tcheca, com certeza!

Uma vez que você esteja no Distrito do Castelo, há duas possibilidades: a visita curta ou a visita longa. O que você vai escolher, vai depender do seu tempo, interesse e disponibilidade. Eu escolhi a curta, pois estava nevando muito da primeira vez e o frio estava insuportável (até para quem já mora aqui há anos!).

Ainda assim, meu circuito incluiu a St. Vitus Cathedral, o Old Royal Palace, a St. George’s Basilica, a Golden Lane e a Torre Daliborka. Tudo isso com um ingresso único de cerca de CZK 250,00 (cerca de €9,00). Gostei muito da visita!

Achei muito interessante um hall na Golden Lane, cheio de armaduras e capacetes de diferentes épocas. Detalhe: essa parte do complexo é gratuita. Há nessa rua estreitinha várias casas minúsculas que foram, outrora, residências, mas que hoje em dia funcionam como lojinhas que vendem, basicamente, souvenirs para os turistas. Ainda nessa mesma ruazinha, a casa de número 22 pode passar despercebida, mas foi habitada por Franz Kafka.

Os Jardins do Palácio também são gratuitos e oferecem um show de paisagismo e também de paisagem: de lá tem-se uma linda vista de Praga. Na primavera, então, ele fica ainda mais encantador.

Outro cartão-postal de Praga é, sem dúvida, a Charles Bridge. Construída a pedido do Rei Charles IV em 1357, a charmosa construção que cruza o Rio Moldava tem 520 metros de comprimento e contava, originalmente, com 30 estátuas religiosas. Hoje são 75 estátuas, mas muitas são cópias já que, ao longo dos séculos, muitas foram destruídas ou danificadas por catástrofes ou enchentes.

Se você quiser desfrutar da experiência com calma, vá logo cedo, já que à tarde, os turistas disputam espaço com vendedores ambulantes e artistas de rua vendendo seus quadros ou fazendo caricaturas. Enfim, a atmosfera fica mais vibrante, mas conseguir um bom ângulo para fotos fica bem difícil. Assim como apreciar a vista, que é muito bonita.

Alguns extras que fazem a cidade mais convidativa…

Uma noite no teatro

Estar na terra dos grandes compositores da Música Clássica e não ir a um concerto ou ópera é um desperdício. Então, semanas antes da viagem, já comprei ingressos para ver “Otello” de Verdi. Não se preocupe, porém, se você chegou a Praga sem ter pensado nisso. Há muita opções na cidade e mesmo em igrejas é possível ver algum espetáculo.

No Distrito do Castelo, por exemplo, dá pra assistir a um concerto em plena luz do dia. Bem provável que dê para comprar o ingresso até perto da hora do espetáculo. Não o fiz porque meu marido preferiu perambular pelas redondezas, mas pareceu ser bem possível…a cidade vive do turismo e se esforça para oferecer entretenimento o tempo todo.

O espetáculo que assisti não era uma super produção, mas o teatro Prague State Opera é muito bonito e os cantores e a orquestra fizeram o preço do ingresso valer a pena. Foi uma experiência diferente: mesmo para quem não curta o gênero, afinal, não é todo dia que você pode desfrutar de uma ópera em Praga… eu gostei e achei muito curioso que houvesse uma tela acima do palco com legendas em Tcheco e Inglês, já que a ópera é cantada em Italiano. Muito legal: aliás, tome uma taça de champagne antes do espetáculo ou no intervalo para completar a experiência.

Um passeio de barco pelo Rio Moldava

Outra boa pedida é fazer um cruzeiro com jantar pelo Rio Moldava (Tltava, em Tcheco). Apesar de não ser breathtaking (de tirar o fôlego), é uma boa opção era uma noite fria e chuvosa (no caso, a que passei no barco), pois você tem a chance de ver a cidade de um outro ângulo, enquanto come ao som de músicos que tocam de tudo um pouco. Não espere uma refeição divina, entretanto. Acho que valeu o custo/benefício: cerca de €55,00 para o casal, incluindo o translado do hotel até o ponto de embarque.

Caminhar bastante… melhor maneira de conhecer a cidade!

Como comentei no início do post, minha segunda ida foi em época de Páscoa. A cidade estava, portanto, lotada de turistas e também de opções de boa comida e bebida espalhadas pelo centro. Eu e meu marido percorremos vários pontos da cidade, totalizando num mesmo dia 14 quilômetros: maneira perfeita de compensar as degustações ao longo do caminho: vinho quente na feirinha do Distrito do Castelo, amêndoas açucaradas, cerveja tcheca (pivo=cerveja, única palavra que aprendi no idioma local!), sanduíches com linguiça… entre outras guloseimas.

Praga é linda, romântica, deliciosa… vai valer cada esquina, cada quilômetro percorrido. Tenho certeza de que será capaz de agradar até o turista mais exigente. Boa visita!

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