Palácio de Versalhes, uma aula de História contada da forma mais bela: através de seus aposentos impecáveis e de um jardim simplesmente maravilhoso! Além de ser uma ótima pedida para quem está em Paris e quer fazer um bate e volta para curtir um dia longe da agitação da metrópole.

Quem lê meus posts sabe que eu sou doida por castelos e palácios. Inclusive,  fiz um post com os 21 castelos que eu já visitei. Porém, o de Palácio de Versalhes realmente é o meu preferido!

Pois bem, seja você um amante das Artes e da bela Arquitetura ou simplesmente um apreciador de belos e bem cuidados jardins, o complexo agrada a todos. Pode programar pelo menos um dia inteirinho para ficar por lá, Há muito o que ver e desfrutar.

 Um pouquinho de História não faz mal a ninguém…

O Palácio de Versalhes funcionou como centro do poder francês durante o período de 1682 a 1789. Está localizado em Versalhes, uma aldeia rural na época de sua construção e que hoje é um subúrbio de Paris.

A princípio, o grande complexo que existe hoje era apenas um pavilhão de caça, que foi sendo transformado ao longo dos séculos nesse opulento palácio. Considerado um dos maiores do mundo, recebe, anualmente, mais de oito milhões de visitantes.

Construído pelo rei Luís XIV (o famoso Rei Sol) a partir de 1664, essa residência real foi um modelo de inspiração copiado por muitos personagens ilustres da História. Entre eles, Ludwig II da Baviera, que por conta da grande admiração pelo monarca, acabou intitulando-se o Rei Lua. Assim como idealizou muitos projetos influenciados pelo estilo de seu ídolo francês. Você pode ler mais sobre esse legado arquitetônico e cultural  em meu post sobre a Rota Romântica.

O legado do Palácio de Versalhes

Vários palácios espalhados pela Europa foram influenciados (ou copiados, mesmo) pelo Château de Versailles (nome em Francês). Entre eles destacam-se o Herenchiemsee e o Sanssoucci (na Alemanha); o Schönbrunn (na Áustria), o Bienheim (na Inglaterra) e muitos outros edifícios históricos.

No Brasil, a influência francesa pode ser conferida na Quinta da Boa Vista – residência imperial construída a partir de 1808 com a chegada da Corte Portuguesa. A influência francesa pode ser apreciada através da  obra do arquiteto francês contratado por D. Pedro I. Assim como pelo projeto dos jardins, idealizado pelo paisagista francês contratado por D. Pedro II.

Palácio de Versalhes em números

Você sabia que o Palácio de Versalhes possui: 700 quartos? 352 chaminés? 1250 chaminés? 67 escadas? 2153 janelas? Um jardim com 700 hectares? Um Grand Canal – na parte central dos jardins – com 2km de comprimento?

Organize a sua visita ao Palácio de Versalhes

O site oficial é bem completo, de fácil navegação e tem opção em Inglês. Existe um mapa interativo com todas as áreas do complexo. Lá você encontra o que há de disponível em termos de lazer, comida etc. É uma boa ferramenta para planejar tudo com antecedência e aproveitar ao máximo a estadia por lá.

A sequência sugerida pela site para aproveitar ao máximo a visita, principalmente em dias lotados (quase todos, eu acho!) é a seguinte:

  • 9:00 – O interior do palácio
  • 10:00 às 12:00 – Jardins e parques
  • (não é exagero calcular duas horas, já que o parque tem cerca de 700 hectares)
  •  12:00 às 16:30 – os Palácios Petit e Grand Trianon e Marie-Antoinette’s hamlet

Como evitar as longas e demoradas filas?

Se você estiver hospedado em Paris e quiser ir visitar o palácio sem complicações, pode comprar seu ingresso antecipadamente, sem complicações e em Português por AQUI. Assim, você economiza tempo de fila e já começa a curtir seu dia o quanto antes. As filas costumam ser GIGANTES no período da manhã!

Porém, o fato de você ter o passaporte não garante que você não pegará fila alguma, já que muitas pessoas se valem do mesmo recurso. Nessa minha última ida, eu e mais três amigas tivemos que esperar mais de 45 minutos na fila para poder entrar no Palácio.

Sugestão 1: compre um pacote com visita guiada em Português. Você encontrará sua guia em Paris, viajará com ela de trem até Versalhes e ela lhe guiará dentro do museu. Um passeio perfeito!

Sugestão 2: Compre antecipadamente no site oficial o passaporte válido por um dia (ou dois, se você tiver tempo o suficiente). Neste caso, você terá que chegar até lá por sua conta, mas pode ser uma alternativa se você estiver de carro ou hospedado em Versalhes.

Em uma ocasião em que lá estive, tentei comprar pelo site oficial mas a opção estava indisponível (temporariamente). Na época, eu ainda não tinha meus parceiros Ticketbar e GetYourGuide. Então, tive que comprar em outro site, correu tudo bem e o processo foi muito simples. Porém, eu tive que comprar em Francês.

Se você não quiser essa complicação, pode confiar nos meus parceiros. A compra é segura, descomplicada e você ainda dá aquela força para este blog!

As opções com a GetYourGuide você encontra nos banners do blog. Para comprar com a Ticketbar, é só clicar nos links ao longo do post.

Como agilizar a entrada no Palácio de Versalhes?

Se você tiver comprado seu ingresso antecipadamente no site oficial, poderá adquirir a visita guiada lá mesmo e evitar a enorme fila. Custa 7 euros (valores de 2015) por pessoa e lhe dará o direito de entrar com hora marcada e guia.

Atenção para o detalhe: há visitas em vários idiomas, mas não em Português. Um problema que pode ser driblado comprando a visita com os meus parceiros! Hehehe… só vantagem!

Depois do tour, você estará livre para explorar o palácio por sua própria conta e pelo tempo que quiser (respeitando-se o horário de fechamento, lógico). Importante enfatizar que, para isso, você já deve ter o ingresso comum. Então, a visita que custaria 18 euros, vai lhe custar 25 mas, ainda assim, vale a pena!

Eu, particularmente, acho muito mais interessante visitar com um guia, pois além de furar a fila, você tem todo um respaldo histórico. Mesmo que você não seja fluente em Francês ou Inglês,  poderá visitar cômodos que só estão liberados com um guia do museu.

Minhas amigas não quiseram o tour e eu já o havia feito, mas confesso que lamento ter visitado dessa forma. Os aposentos são lindíssimos, mas visitá-los sem as explicações de um guia, tira um pouco da magia.

Ah, mais um detalhe importante: se você não quiser comprar o tour, pode alugar um audio-guide e ter as explicações sobre as obras e aposentos mais importantes. E visitar os aposentos no seu ritmo.

Galeria dos Espelhos

Os jardins do Palácio de Versalhes

Os portões para os jardins do palácio são abertos diariamente às 8:00 da manhã. Permanecem abertos até às 8:30 da noite na alta temporada (entre abril e outubro). Na baixa temporada (novembro a março), o funcionamento do parque é de 8:00 da manhã às 6:00 da tarde.

A visita aos jardins é gratuita mas, atenção: durante a alta temporada, às terças, sábados e domingos é preciso comprar um ingresso por conta dos espetáculos musicais que ocorrem em determinados pontos do complexo. São os chamados “Fountain Shows e Musical Gardens” . Porém, se você tiver o passaporte de um dia válido,  pode visitá-los sem custo adicional.

O complexo do palácio é bem grande e pode ser exaustivo para pessoas com idade avançada ou mobilidade reduzida. Contudo, há opções para propiciar mais conforto. Entre o palácio e os domínios de Maria Antonieta, existe um trenzinho (pago à parte – duração do trajeto: 20 minutos). Há a opção de alugar um carrinho elétrico (do tipo usado em campos de golfe). Para preços sempre atualizados, convém consultar o site oficial.

Opções “Fit”:

Existe também a possibilidade de alugar uma bicicleta e explorar o lugar em duas rodas por €5,00 a hora (valores de 2015). Eu adoro fazer tudo a pé. Para quem está acostumado a caminhar, é um passeio bem agradável e a distância entre o palácio e os domínios de Maria Antonieta não é tão grande assim. São apenas 30 minutos, em passos lentos…

Tagarelando com amigas, você nem sente a distância!

  Grand Trianon, Petit Trianon e os Domínios de Maria Antonieta

Petit Trianon

As partes externas dessa parte do complexo estão disponíveis desde o momento da abertura dos portões de Versalhes. Porém, a visita interna só está liberada a partir de meio-dia, Daí a sugestão de começar pela parte interna do Palácio.​

Grand Trianon

Minhas três amigas mosqueteiras…

Em 1670, Luís XIV resolveu construir um palacete que serviria de uma espécie de refúgio, a ser usado por ele, juntamente com sua amante real. Na época, Madame de Montespan, a favorita da vez..

Lá, ele recebia convidados íntimos para eventos particulares, sem toda a pompa e circunstância que a etiqueta francesa exigia.

Não pense, porém, que Madame de Montespan não tivesse um papel fundamental na Corte, já que essa posição era quase oficial e  vinha com o direito de ter o próprio apartamento no complexo de Versalhes.

Aliás, ela era casada com um nobre quando se envolveu com o monarca, em 1668. Porém, abandonou o marido para exercer um papel invejável e de destaque nos círculos reais franceses.. Ah, Versalhes tem muitas histórias tórridas, perpetuadas por trás dos suntuosos portões do Palácio!

Mas voltando à Arquitetura do Grand Trianon…

Essa construção original foi toda revestida em Faiança de Delft azul e branca, mas devido à estrutura frágil da Porcelana, a fachada não resistiu às intempéries. O “Trianon de Porcelaine”, como ficou conhecido, acabou sendo destruído. Então, em 1687, o rei mandou que em seu lugar fosse erguido o “Trianon de Marble”, construção que ainda hoje podemos visitar.

Bem, ao longo da História, o Grand Trianon serviu de moradia a muitos membros da Família Real e até Napoleão Bonaparte chegou a viver uns tempos por lá com sua segunda esposa, Marie Louise da Áustria. Casarão movimentado esse!​

Fofocas, muitas fofocas… Adoro! 


Luís XIV chegou a ter pelo menos quinze amantes conhecidas e registradas nos relatos históricos. Muitas delas na mesma época. Daí a “favorita” do rei. Quem acabou ocupando o “Trianon de Marble” foi outra favorita, Madame de Maintenon. Os anos passam… e a fila anda!

Refúgios para “plebeus” nos jardins de Versalhes

Lógico que passar o dia inteiro no complexo exige que se dê uma trégua nas caminhadas e visitas para aplacar a fome. Há muitas opções e preços para isso. Algumas mais baratas e rápidas. Outras, que proporcionam uma experiência mais “marcante”…
Para refeições rápidas, você pode optar pelo Angelina  ou o Parmentier de Versailles. Ambos são takeaway.
No primeiro, você encontra sanduíches e saladas.
No segundo, você encontra algumas opções de jacket potatoes
(batatas recheadas).
Você pode, também, fazer piquenique no parque, mas somente na área designada. Melhor procurar por ela, a fim de evitar um puxão de orelha…
Para uma “refeição com experiência”, procure por La Petit Venise. Restaurante delicioso e encantador  que fica entre a Fonte de Apolo e o Grand Canal. Escondidinho e quieto, é um refúgio ideal para um pit stop tranquilo.
Eu almocei um risoto de tomate seco e queijo, acompanhado de uma taça de prosecco de framboesa.
Estava tudo divino!
Outra excelente opção, seja para comer ou beber, é La Flottille. Em frente ao Grand Canal, esse restaurante fundado em 1896, oferece uma visão linda do parque em seu terraço descontraído e alegre. Outra parada pertinente, para tomar aquela cervejinha gelada, depois de perambular ao sol o dia todo!

Para quem vai se hospedar em Versalhes

É possível fazer um bate e volta de Paris, mas tem quem prefira pernoitar em Versalhes. Foi o que fiz, nessa última ida. Achei muito prático: cheguei no final da tarde com minhas amigas, a tempo de ainda conferir um pouquinho do parque e, no dia da visita, já acordamos bem pertinho de lá.

Fiquei hospedada no Ibis Versailles Château, que fica a apenas 200 metros dos portões dourados do palácio. Maravilha de hotel: BBB (bom, bonito e BARATO). A diária saiu €77,00 em quarto duplo. O café da manhã (ótimo e variado), pago à parte, custou € 9,50. E tem free Wi-Fi!

Uma amiga esteve por lá logo depois e ficou hospedada no A l’ Hôtel Des Roys Versailles, que fica a duas quadras do palácio. Ela foi com o marido e dois filhos.isse que gostou muito e que foram muito bem tratados pelos funcionários do hotel.

Independentemente de sua escolha, você pode fazer sua reserva com o meu parceiro Booking.com. Posso garantir que é super confiável. Todas as minhas hospedagens são feitas por lá e nunca tive surpresas desagradáveis.

Se você também decidir pernoitar em Versalhes, pode fazer sua reserva por aqui mesmo. Não vai pagar custo extra algum e eu ainda vou ganhar uma pequena comissão. Dessa maneira, você me ajuda a manter o blog, já que não conto com patrocínios…

Aliás, aqui deixo um elogio a todos as pessoas que me atenderam durante a visita à França (estive em três cidades e hotéis diferentes durante essa viagem). Foram todas muito gentis e atenciosas. Engraçado, muita gente fala sobre o mau humor francês. Eu já fui várias vezes à França e nunca tive a chance de presenciar tal comportamento. Não creio que seja só sorte minha…​

Onde comer em Versalhes?

Outra dica quente dessa minha amiga brasileira, apreciadora da boa mesa: o restaurante português Saudade. Terei que ir lá conferir com meus próprios olhos (ou seriam papilas gustativas?!). Ela me disse que estava tudo delicioso e que o lugar não é “turistas”. Ponto pra ele!
Então, fica a sugestão para quem está saudoso (como eu) dos bolinhos de bacalhau ou que gosta de um bom pescado. Ela comentou que comeu um peixe grelhado com risoto de tomate que estava muito gostoso.​

E pra encerrar este capítulo francês, só posso dizer que havia ficado deslumbrada na primeira visita, amei a segunda e estou aguardando ansiosa a próxima vez!

E lógico que eu tinha que incluir uma foto do grupo mais animado e harmonioso que eu já conheci para desvendar essa Europa tão cheia de lugares inesquecíveis. Minhas grandes amigas e queridas companheiras de viagem!

Um bistrô delicioso no centrinho de Versalhes…

Cenas do próximo capítulo em Versalhes…

Agora, vou ter que acrescentar uma outra sugestão de restaurante. Descoberta feita ao acaso durante uma curta visita que fiz a Versalhes (em setembro de 2015).

Participei de uma corrida cuja largada ocorreu aos pés da Torre Eiffel. Contei detalhadamente sobre o evento em outro post.

Imagine: estava exausta e cheia de fome depois de percorrer 16 quilômetros! Fiquei e-mo-cio-na-da com a surpresa do cardápio: bolinhos de bacalhau preparados no capricho por uma baiana. Felicidade total e recomendação absoluta do local!

Restaurante L’ Avenir – Endereço do “achado”: 45 Rue des Etats Généraux, Versailles

 

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