Sem Comentários

Ao planejar uma viagem para Londres , você só terá uma certeza: NÃO vai dar pra ver e fazer tudo o que você gostaria. Não importa quanto tempo você fique por lá, ou sua capacidade de organização para viagens. A metrópole tem infinitas possibilidades. E o tempo vai ser curto, com certeza!

Pois bem, quando se está em uma cidade frenética como essa, é preciso priorizar. Os deslocamentos, assim como as filas, muitas vezes não facilitam sua vida. Um pouco de organização e planejamento prévios podem ajudar bastante!

Já estive na cidade em quatro ocasiões, com propósitos e expectativas bem diferentes: viagem com crianças, viagem com grupo grande e diversificado, viagens a dois. Cada uma delas exigiu um planejamento e uma dinâmica diferentes. De modo que resolvi montar um passo a passo, baseado nos acertos e erros, para que sua visita seja o mais proveitosa possível.

O que você precisa saber antes de ir?

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Inglaterra e podem permanecer no país por um período de até 180 dias. Entretanto, há alguns procedimentos que não devem ser ignorados de maneira a evitar problemas na imigração.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o país não faz parte do Acordo de Schengen, o que significa que mesmo saindo de um outro país europeu (com exceção daqueles que fazem parte do Reino Unido), você passará pelos agentes da Imigração. Portanto, você terá que portar um passaporte válido para entrar em território inglês, ainda que você tenha um outro documento de identidade da União Europeia.

Você ainda precisará apresentar provas de que tem como custear suas despesas durante toda a sua estadia no país, assim como os comprovantes de hospedagem e de uma passagem (de trem, de avião etc.) para deixar o país. Então, é sempre prudente imprimir reservas de hotel, bilhetes ou e-mail com a data de retorno etc. e portar um cartão de crédito ou débito.

Você precisará preencher um formulário fornecendo o endereço da sua hospedagem e a duração da sua estadia para apresentar ao agente da imigração que, normalmente, pergunta também o motivo da sua visita. Este formulário é entregue durante o voo ou pode ser retirado no próprio setor de imigração.

Créditos da foto: Pixabay

A moeda do país é a libra esterlina. Não é muito comum a aceitação de euros para pagamentos de despesas, mas você tem como trocá-los nas casas de câmbio.

Como chegar do aeroporto ao centro?

Londres possui três aeroportos: London City, Heathrow e Gatwick, sendo que os dois últimos são mais utilizados pela maioria dos turistas. Eu só utilizei o Heathrow em todas as viagens que fiz à cidade. De lá, é possível pegar um metrô até o centro de Londres (partindo dos terminais 1,2 e 3). O Heathrow Express é muito mais rápido (chega em 15 minutos), porém é bem mais caro que o metrô convencional.

Como usar o transporte público?

A melhor e mais eficiente maneira de se locomover por Londres é usando o metrô. O trânsito é bem pesado por lá, então só vale a pena andar de ônibus se você quiser experimentar o de dois andares.

Deslocamentos a pé são ótimos, mas nem todo mundo aguenta percorrer quilômetros por dia. Além disso, algumas atrações ficam bem distantes das áreas mais turísticas. Bem, na verdade, quase tudo em Londres pode ser turístico, mas grandes andanças exigem mais tempo e isso é algo que a gente não quer perder por lá, não é mesmo?

Se você vai se locomover muito e ficar vários dias na cidade, o ideal é adquirir um Oyster Card. Se você vai ficar apenas uma noite, como já aconteceu comigo, pode ser mais viável comprar um day-pass do que ficar pagando cada vez que decidir pegar um metrô. Tudo depende da situação e uma previsão de gastos deve ser levada em conta, antes de fazer a opção.

Crédito da foto: Pixabay

Para facilitar seu deslocamento, existe um aplicativo chamado TUBEMAP, que além do localização das estações de metrô, também traz em tempo real notificações do tráfego, como atrasos, obras na linha, possíveis acidentes etc. Informa, ainda, o tempo de deslocamento para o trecho selecionado. Extremamente útil para quem não quer correr o risco de receber uma informação errada.

Outra dica fundamental de otimização do tempo, energia e dinheiro,  é pesquisar as atrações que ficam relativamente próximas e traçar um itinerário que as agrupe. Londres é uma cidade cara e pode ser bastante exaustiva, já que as ruas estão sempre apinhadas de locais e turistas.

Onde se hospedar?

Londres é uma cidade cara e a hospedagem não seria diferente. Porém, há várias maneiras de economizar. Se você se hospedar fora do centro onde se concentra a maioria das atrações, vai pagar mais barato, com certeza. Uma boa dica é ficar próximo a uma estação de metrô.

Quando viajei com amigas, éramos três adultas e três adolescentes. Optamos por ficar em um albergue. Pegamos um quarto com 3 beliches e foi baratíssimo. A localização era excelente e foi uma experiência bem interessante.

YHA London – 104 Bolsover Street

Gostei muito: nunca havia ficado em um hostel e achei super democrático, organizado e uma boa opção para quem quer gastar menos. E engana-se quem pensa que é uma alternativa só para jovens. Havia alguns casais maduros e famílias por lá.

O que há para fazer por lá?

Bem, as possibilidades são praticamente infinitas e dependem do gosto de cada um. Quando vou a Londres, sei o que NÃO pode faltar: um musical, um museu e um tour pelos pontos mais badalados, como Trafalgar Square, Big Ben e Palácio de Buckingham, por exemplo. Dali em diante, o que vier é lucro.

Estive em Londres pela primeira vez em maio de 2009, com meus filhos e meu marido. Os garotos estavam, na época com 14 e 12 anos. Procuramos, portanto eventos e lugares que agradassem a todos.

Era primavera, uma época deliciosa na Europa, pois as cidades ainda não estão tão abarrotadas de turistas e a temperatura, quase sempre amena, é uma aliada para quem vai passar grande parte do tempo a céu aberto.

A segunda visita (em 2013) foi muito rápida: one night only… mas mesmo assim, foi bem curtida! Eu e meu marido fomos assistir a um musical e, no dia seguinte, pegamos o trem para ir a Norwich, onde ele teria um compromisso de trabalho.

Minha terceira visita (em 2014) foi com as amigas e foi ótimo: a visita aos estúdios de Harry Potter foi, certamente, o ponto alto da visita.

Minhas companheiras de muitas viagens: Bia e Thaís

E por último, em 2015, fui para comemorar o meu aniversário. Mesmo com o frio peculiar de janeiro, a cidade estava em festa: linda e cosmopolita como sempre. Assim é Londres: você pode ir até lá inúmeras vezes e ainda assim, será novidade. Sempre haverá algo diferente, inédito. Sempre deixará um gostinho de quero mais…

Categorias: Inglaterra

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

< ?php include_once("analyticstracking.php") ?>