Izmir é a terceira cidade mais populosa da Turquia, depois de Istambul e Ankara. São mais de três milhões de habitantes. É também um grande porto localizado no golfo de mesmo nome e no Mar Egeu. Tive a chance de visitá-la durante um cruzeiro feito com a MSC em julho de 2014.

O navio atracou por volta de 8:30 da manhã e, como normalmente faço, resolvi não pegar excursão (a mais badalada para Ephesus) e percorrer o que fosse possível por minha conta.

Logo na saída do porto, havia muitos taxistas oferecendo todo tipo de arranjo, mas eu resolvi ir caminhando até o centro turístico (onde fica a Torre do Relógio), pois imaginei que não seria muito longe e que seria um bom jeito de conhecer parte da cidade, já que um longo calçadão beirando o mar me levaria ao local desejado. Caso eu tivesse optado por um táxi, também teria sido uma boa, pois o valor médio era de €10,00.

Acabou sendo uma caminhada longa (cerca de 4km) e extenuante por conta do calor. Para piorar a situação, eu estava calçando um par de tênis sem meias e fiquei com as solas dos pés esfoladas. Conclusão: eu deveria ter gasto os dez euros, principalmente porque meu marido e meu filho estavam comigo.
Teria ficado baratíssimo dividido por três, mas enfim… não pensei na economia, pensei em sentir o astral da cidade… e, neste ponto, valeu a pena.

Minha impressão, ao chegar ao centro turístico, não foi das melhores: achei sujo, com poucas opções de lojas e estabelecimentos para comer e, para ser bem sincera, não achei que valeu a pena ter pelejado para chegar até lá. Talvez tenham sido o calor e o cansaço os responsáveis pela minha percepção do lugar… Curioso como nosso estado de espírito influencia na opinião final.

Consegui achar o Konak Pier, um shopping center bem perto desse centrinho (pequeno e, naquela época, parcialmente em funcionamento), agradável e com opções conhecidas para um almoço rápido: Burger King e KFC.

Meu filho adorou o “achado”. Se você estiver à procura de pechinchas, pode esquecer: o shopping tem poucas lojas e elas são caras. parece ser destinado a um público bem seleto. Talvez tenha mudado neste meio tempo, mas pelo que andei pesquisando, parece estar tudo como vi… Não vou poder afirmar.

Bem, para voltar ao navio, não cometi o mesmo erro: paguei feliz os 10 euros e cheguei em poucos minutos, confortavelmente sentada em um táxi…

Não gosto muito quando tenho que escrever coisas negativas sobre os lugares que visito. Procuro sempre enaltecer os aspectos positivos… de modo que devo dizer que achei o trajeto do navio até o centro bem agradável.
O desconforto dos pés foi (literalmente) “pisada” minha… para quem quer só curtir uma boa caminhada e comer algo típico do lugar, está valendo: há vários restaurantes ao longo do caminho com muitas opções no menu e com preços bem razoáveis.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que não sentimos a menor insegurança ao caminhar pela orla. É possível sair despreocupado em todos os sentidos. Paramos em vários pontos, tiramos fotos… tudo na maior tranquilidade. E o risco de se perder também é praticamente nulo, já que a rua mais comercial é paralela a esse imenso calçadão.

Sempre que retorno ao navio, após visitar um lugar sem muitos atrativos óbvios, penso que não foi tempo perdido, afinal, é mais um lugar com uma cultura diferente da minha, muitas vezes com uma língua nova e tudo acrescenta. Tudo é válido.
A vida do viajante é uma colcha de retalhos que vai sendo construída aos poucos. Às vezes, algum pontinho sai meio “torto”, mas não há o menor problema: tudo vai fazer parte do produto final.

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