Conhecer Florença em três dias é sinônimo de “que pena que acabou tão rápido, vou ter que voltar aqui”! Então, antes mesmo de arrumar as malas e entrar no avião, tratei de fazer uma pesquisa minuciosa do que não poderia deixar de ser visto em hipótese alguma. Mesmo sendo uma viagem vapt-vupt, valeu a pena!
Quanto mais eu lia a respeito, mais angustiada ficava em resolver o quê visitar, já que tudo é bonito e historicamente interessante. Aliado a tudo isso, também estava lendo Inferno, livro de Dan Brown, cuja trama se passa lá… ou seja, também queria passar pelas ruas e monumentos visitados pelo professor universitário Robert Langdon,  protagonista da história.

A boa notícia é que o centro histórico é relativamente pequeno e é perfeitamente possível andar de um ponto turístico a outro sem ficar exausto. A cidade também é plana, o que facilita muito a vida do turista. Muito bem, mas vamos por parte…

 Como chegar a Florença?

Fui de avião, saindo de Amsterdã pela KLM (companhia holandesa) em um voo direto de 1h40min. Poderia ter ido, também, pela Alitalia. A chegada ao aeroporto de Firenze (Florença, em Italiano) é bem fácil, pois apesar de ser o único na região, ele é bem pequeno.

Aliás, algo que me deixou um pouco insegura quanto ao aeroporto foi que, além de o  nome da cidade ser bem diferente do Inglês (Florence) ou do Português, o nome do aeroporto também causa confusão: alguns se referem a ele como Peretola, outros como Amerigo Vespucci (para nós, Américo Vespúcio) mas, apesar das inúmeras formas, é tudo um lugar só. E só existe outro na região da Toscana, O Galileo Galilei, de maneira que não há como se perder…

O balcão de informações turísticas fica bem próximo à saída do portão de desembarque e a atendente foi super solícita, fornecendo um mapa bem completo da cidade. Há, também, free WiFi por 15 minutos (bem descomplicado para acessar). Perfeito para fazer uma pesquisa rápida de última hora ou, simplesmente, o “check-in” para adeptos das redes sociais…

Como chegar do aeroporto Peretola ao centro de Florença?

No próprio estacionamento do aeroporto, e devidamente sinalizado, há um shuttle bus (6 euros por pessoa, pagos diretamente ao motorista) que deixa o turista na estação de trem Santa Maria Novella (SMN).

Caso você decida comprar ida e volta, o bilhete custa 10 euros. Neste caso, porém, você tem que comprar previamente em uma loja de revistas que fica dentro do aeroporto. O percurso é bem curto, cerca de 7 quilômetros, e o tempo de deslocamento também. A frequência do ônibus é de 30 em 30 minutos.

Não procurei por táxi na ida para o centro, mas na volta precisei optar por um, pois várias ruas do centro estavam bloqueadas por conta da maratona que ocorreu na cidade e não haveria shuttle até o término da prova. Mesmo assim, o preço era fixo: 20 euros, com  o acréscimo de 2 euros por ser domingo e mais 1 euro por mala.​

Onde se hospedar em Florença?

Obviamente, há muitas opções para todos os gostos e bolsos. O ideal mesmo é ficar no centro velho, a fim de evitar grandes deslocamentos. Eu reservei o hotel com o meu parceiro Booking.com, como faço usualmente e fiquei positivamente surpresa ao chegar lá. As fotos fizeram jus ao local, mas os arredores foram uma grata surpresa.

Hotel De La Ville está localizado, na minha opinião, no melhor canto da cidade: rua pacata, mas perto de absolutamente todas as atrações e totalmente rodeada das melhores e mais badaladas grifes internacionais.

Não comprei nada, mas para quem gosta de luxo e exclusividade, não haveria ponto melhor. Pertíssimo, também, da estação de trem (onde descemos do shuttle bus) e da Catedral de Santa Maria del Fiori (popularmente conhecida como “Duomo”). Não há do que reclamar…

Além disso, o café da manhã está incluído na tarifa e é bem caprichado. O quarto duplo é bem grande e confortável e conta com um banheiro também amplo e com todas as amenidades que qualquer hóspede quer: itens de higiene, chinelinhos, secador etc.

A atenção dada à limpeza também merece nota dez. Enfim, ficaria lá de novo, sem a menor dúvida. Em se tratando de Florença, que notoriamente não é barata, foi uma escolha de ótimo custo/benefício.

Aliás, se você for à cidade, já faz a sua reserva por aqui mesmo. Você já sabe: é uma forma segura e confiável de garantir sua hospedagem, sem pagar taxa extra pelo serviço. E, de quebra, você me dá aquela força, já que eu ganho uma pequena comissão com as reservas feitas pelo meu blog!

Na hora de escolher sua acomodação, tenha em mente que a prefeitura de Florença cobra uma taxa de 8 euros por pessoa/por noite (valores de 2016). Olhando assim, pode não parecer muito, mas ao final de uma estadia de uma semana, por exemplo, essa taxa pode acrescentar mais de 100 euros na conta final de um casal.

É, olhando sob este ponto de vista, a taxa sai bem salgadinha… Se você não quiser investir muito em acomodação, há dezenas de opções de hospedagem com valores a partir de 40 euros por noite. Tudo é uma questão de oportunidade e de escolha.

Quando visitar Florença?

Acho que Florença é linda e tem seus encantos o ano todo, mas escolher bem a época da visita também é muito importante. As cidades europeias, em geral, ficam abarrotadas nos meses de primavera e verão. Principalmente entre julho e agosto (período das férias escolares daqui).

Se você puder programar visitas a centros históricos fora da estação de pico, muito melhor. Além de menos lotado, é bem mais confortável andar pra lá e pra cá com temperaturas mais baixas.

Eu adorei ter visitado a cidade em novembro. O outono é ameno na região e a temperatura ficou entre 10 e 18 graus Celsius. Perfeita para usar um casaquinho elegante com uma echarpe e sentir o friozinho, sem sofrimento. Um charme extra em uma viagem a dois!​

Como circular pelo centro de Florença?

Vi pouquíssimos carros circulando por lá. Havia transporte de charretes e uns mini transportes turísticos (para 4 a 8 pessoas), mas a maioria dos turistas estava a pé mesmo. É o meio mais fácil de deslocamento. É possível alugar bikes e havia muita gente pedalando por lá, mas a impressão que tive, é que eram locais, já que pedalar no meio da muvuca é tarefa para poucos.

Você também pode fazer um city tour a bordo de um desses carrinhos…

Florença: o que fazer em três dias?

As opções são tantas que vai depender da disponibilidade e disposição de cada um. Como eu tinha pouco tempo, procurei organizar ao máximo o meu roteiro, a fim de poder desfrutar da melhor maneira possível.

Quem já leu outros posts meus, sabe que não gosto de sair “ticando” os pontos turísticos. Ao invés disso, gosto de curtir as atrações históricas, mas também gosto de perambular e sentir o astral da cidade.

Primeiro dia : o reconhecimento

Cheguei numa quinta-feira, por volta de 13:30 e tratei de me ambientar: verificar mais ou menos onde ficava cada lugar que tinha programado visitar, para ganhar tempo precioso nos dias subsequentes. Só nessa primeira volta, já fiquei entusiasmada, pois passei por vários pontos turísticos.

Hora da fome… fiz a estreia nas “descobertas gostosas do dia”: uma Boulangerie (vulgo, bagueteria) de nome Rifrullo, que servia, entre outras coisas, gostosas baguetes de vários sabores. O melhor de tudo é que o local estava lotado de italianos (poderiam até ser turistas, mas alguns tinham pinta de quem estava no intervalo do almoço). Mais legal ainda, na esquina do hotel.

Depois do lanchinho básico, tratei de ir até a Piazza della Signoria, que além de ser um ponto importante da cidade, é também um museu a céu aberto, que tem como peças permanentes de exposição a Fonte de Netuno e uma réplica de David, entre outras esculturas famosas.

É lá, também, que fica o Palazzo Vecchio, que é a sede da prefeitura. Vale a pena passar um tempinho por lá, admirando não só as obras, mas a atmosfera alegre e contagiante do lugar repleto de pessoas maravilhadas com o que veem.

Uma caminhada curta e cheguei à Ponte Vecchio, cuja travessia acaba sendo lenta, pois seus dois lados, repletos de lojas que vendem basicamente jóias e peças de ouro (a maior concentração de venda de jóias de toda a Itália), fazem com que se tenha a impressão de estar em uma colorida e luminosa galeria. Mais uma vez, não comprei nada, mas ouvi dizer que lá é um ótimo lugar para surpreender a amada com um pedido de casamento… que pena, cheguei tarde!…

No caminho de volta, passei pela Catedral de Santa Maria del Fiori (Duomo), parei para tomar um capuccino em uma charmosa cafeteria e de lá, perambulei meio sem rumo até chegar à Basílica di San Lorenzo.

Uma paradinha para consultar o guia que havia levado e (OBA!!!), vi que há uma quadra dali havia o Mercato Centrale (“descobertas gostosas do dia” – Parte II) , um centro gastronômico maravilhoso: com pinta de grande mercadão que vende de tudo no andar de baixo e uma super moderna e eclética praça de alimentação no andar de cima.

O mais surpreendente foi ver como eles conseguiram conciliar os elementos originais, como o teto e as estruturas laterais,  aos modernos.

Bem, é redundante, mas devo dizer que eu e meu marido ficamos por lá algumas horas, entre taças de vinho rosé, um espaguete com trufas, mais uma garrafa de vinho Chianti, o delicioso vinho local, mais uma autêntica pizza italiana… foi uma incursão no maravilhoso Reino da Gula… estava TU-DO delicioso!

Segundo dia : pé na rua que tem muita coisa pra ver!

Eu tinha lido que os museus lotavam e que as filas poderiam ser longas e demoradas. Pensei em comprar os ingressos online, mas depois de um pouco de pesquisa, descobri que os preços (no próprio site de cada museu) quase que dobravam por conta de taxas e afins. Resolvi arriscar: ficaria muito chateada se pagasse mais e não visse uma fila que justificasse o gasto extra. Ainda bem que pensei assim!

Minha primeira parada foi na Galeria dell’a Accademia. Contrariando as expectativas, o acesso foi muito rápido: entre passar por um detector de metais e colocar a bolsa na esteira (como nos aeroportos), chegar à bilheteria, comprar o ingresso e estar diante da obra mais importante e visitada, não se passaram mais do que dez minutos. Porém, pode ser que eu tenha dado muita sorte! Então, para evitar filas você já pode chegar lá com o ingresso comprado (e com hora marcada) aqui mesmo, através do meu parceiro GetYourGuide.

Uma vez dentro do museu, não pensei duas vezes. Fui direto ver o David, de Michelângelo, minha prioridade máxima. E não fiquei nem um pouco desapontada. A escultura de mais de 500 anos é de deixar qualquer um boquiaberto. Além dessa obra-prima, há também outros tesouros da História da Arte e até uma coleção de instrumentos musicais.

Dicas prática: a entrada para adultos custa €12.50. Eu paguei €6.00 pelo audio-guide, mas me arrependi: pouquíssimas peças estavam catalogadas e não achei que valeu a pena, pois acrescentou 50% no preço final da visita. Acho importante passar esta informação, pois este tipo de coisa a gente só descobre quando já é tarde demais!

Minha próxima parada: Duomo, a Catedral de Florença. Devo começar dizendo que esta belíssima construção merece um post à parte, mas vou tentar sintetizar alguns pontos importantes da visita.

​Em primeiro lugar, é preciso comprar um ingresso que NÃO é vendido na entrada de cada segmento que pode ser visitado. Digo isso para evitar tempo desnecessário em filas. O ponto de venda, no entanto, é na própria Piazza Duomo.

Mais uma vez, a sorte estava a meu lado e não peguei fila alguma. Porém, ao passar pelo mesmo local no dia seguinte (um sábado), as filas estavam enormes, principalmente para a subida à cúpula da catedral. Reforço que apesar de ser baixa temporada, finais de semana são sempre mais cheios e, para piorar o cenário, haveria uma maratona no domingo. Então, subitamente, por coincidência ou não, a cidade ficou abarrotada. Acredito que no verão essa seja uma situação full-time.

Pois bem, voltando ao ingresso único: você paga um valor de €10.00 (valores de 2016) para visitar não só a catedral em si, mas para entrar no Batistério, subir até a cúpula, visitar o museu e subir na Torre do Sino (Campanário). Cada qual com sua fila e entrada independentes. A boa notícia é que o ingresso é válido por 24 horas a partir do primeiro uso, então, é possível dividir a visita em dois dias.

É possível fazer tudo em uma única ida. Eu preferi dividir, afinal, tudo em Florença é muito perto e subir as escadas dos dois pontos mais altos da cidade em um único dia, é tarefa para quem está com bom preparo físico.

Exagero? Pode ser, mas que são 467 degraus para a cúpula e mais 417 para o campanário, isso é verdade. Sem contar que é preciso subir em fila e o espaço é ínfimo, ou seja, sem chance de parar para recuperar o fôlego… na torre do sino ainda há umas duas “paradas estratégicas”, mas na cúpula tem que ir “numa tacada só”. O bom é que você se livra um pouco da culpa dos exageros cometidos no Mercato Centrale!

Enfim, mas superado o desafio de subir até o topo, ter a chance de ver a cidade do alto é gratificante demais. Além da sensação de dever cumprido, a vista é espetacular: você tem uma visão 360° da estonteante capital da Toscana!

Terceiro dia: é hoje só, só, só… vai acabar já, já! Que pena!

No último dia inteiro de viagem, vem aquele pensamento angustiante: “tenho só hoje para fazer tudo o que der”… e vamos ser sensatos, raramente dá. O único jeito é priorizar!

Eu precisava usar meu ingresso do Duomo até às 14:00, mas queria fazê-lo antes de seguir para meu “compromisso principal”: a Galleria Ufizzi. Então, fui direto ao Batistério e de lá, subi à Torre do Sino. Muito curioso olhar as pessoas na cúpula em frente, tendo ido até lá no dia anterior. E tirar fotos de um ponto alto da cidade, estando em outro quase tão alto quanto, é bem interessante. E vice-versa.

Para visitar a Galleria Ufizzi, não comprei ingresso antecipado, mas cheguei relativamente cedo à morada de obras de grandes mestres, como Michelangelo, Boticcelli, Titian, Raphael e tantos outros.  Porém, para evitar filas você já pode chegar lá com o ingresso comprado (e com hora marcada) aqui mesmo, através do meu parceiro GetYourGuide. Não se preocupe: o site é confiável e com preços bem compatíveis aos dos sites oficiais das atrações.

A Galleria Ufizzi é considerada a mais importante de Florença e uma das mais prestigiadas do mundo. Localizada em um antigo palácio, os dois andares liberados para a visitação são extremamente bem cuidados e organizados. As pinturas do teto de todo o segundo piso são absolutamente maravilhosas.​

Outro destaque é o subsolo, onde ficam os toaletes. Os elementos originais foram preservados e estão expostos ao público em perfeita harmonia com os estilos arquitetônicos atuais. Um luxo!

Interessante, também, a forma como o museu programou a visita: ao entrar, a pessoa vai direto ao segundo pavimento e é induzida, de certa forma, a entrar e sair das inúmeras salas, voltando sempre ao mesmo corredor.

Ao acabar este andar, há uma escada de acesso ao primeiro piso, que após percorrido, também terminará próximo à saída do museu.

Além disso, entre os dois pavimentos, ao se preparar para descer, você passa invariavelmente por um charmoso café com um terraço muito convidativo.

O motivo? O relógio de umas das fachadas do Palazzo Vechhio encontra-se posicionado para o espaço onde estão as mesinhas…

Some-se a esse fato, um solzinho aconchegante de outono e você ousará pagar €6.00 por uma garrafa pequena de cerveja e €5.00 por um cappuccino pequeno. Paguei sem culpa pela bela “experiência”!

Dicas práticas: o ingresso para a Ufizzi sai €12.50 para adultos (valores de 2016). Funciona de quinta a domingo, de 8:15 às 18:50. NÃO abre às segundas-feiras, 1° de maio, 25 de dezembro e 1° de janeiro.

Um rápido break para um sanduíche e lá fui eu visitar a Basílica de Santa Croce. Aqui é preciso fazer uma observação: há inúmeras igrejas em Florença que merecem uma visita, tanto pela importância religiosa, quanto por razões históricas ou arquitetônicas.

Contudo, o tempo era muito curto para percorrer a via sacra. Então, escolhi especificamente esta porque, por ser formada em Letras, não poderia deixar de prestigiar os grandes mestres da Litetura Rossini Machiavelli (Maquiavel, em Português) e Dante Alighieri. O primeiro está enterrado lá. O segundo, apesar de ter sido enterrado em Ravenna, tem lá um memorial em sua homenagem.

A basílica abriga também os restos mortais de Galileo Galilei e Michelangelo, cujos memoriais são uma obra de arte fascinante. O lugar, como um todo é de uma riqueza impressionante e certamente vale a visita.

Dica prática: o ingresso custa €6.00 e também dá acesso ao museu, mas não pudemos visitar, pois o mesmo estava sendo preparado para um evento que aconteceria naquela noite.

Onde comer em Florença?

Florença, com  certeza, deve ter uma ampla variedade de restaurantes. Contudo, eu fiquei hospedada no centro histórico onde não havia tantos restaurantes assim, e os poucos que achei tinham aquela cara de “pega turista” (poucas mesas, vazios, com alguém na porta atraindo os clientes… coisas que um restaurante renomado não precisa fazer). Resolvi não arriscar.

Como eu havia entrado, despretensiosamente, no Mercato Centrale e gostei muito, resolvi repetir. Havia estado primeiro por volta de 18:00 da quinta-feira (quando estava movimentado, mas não muito cheio). Voltei lá para almoçar na sexta. Estava bem cheio, mas foi fácil comprar a refeição e escolher uma das mesas para sentar.

Como citei anteriormente, é uma grande e descolada praça de alimentação. Somente um dos stands oferecia assentos em volta do balcão, mas as massas vendidas do outro lado do mercado estavam mais chamativas.

O legal de um local como esse, é que você vê o que a maioria das pessoas está comendo e acaba tendo menos chance de errar na escolha. Eu comi um raviolli por €11.00 e meu marido, um spaguetti com pesto e tomates cereja (que estava divino!) por €7.00. O custo/benefício não poderia ser melhor. ​

Outro lugar bem interessante é o conhecido Hard Rock Café: tudo bem que não é comida típica mas, sendo uma franquia, você sabe exatamente o que vai encontrar. Também é uma maneira de variar um pouco o cardápio, já que na Itália todo mundo acaba abusando das massas.

Jantei lá duas vezes: na primeira um “hamburgão de primeira” e, na segunda, um salmão com legumes e purê de batatas que estava delicioso.

Conclusão: mesmo em um lugar como esses, dá pra fugir da tentação. Bons preços também: é possível comer bem gastando menos de €20.00 por pessoa. Uma garrafa de vinho Chianti sai por menos de €15.00.​

E quando pintar aquela fominha no meio da tarde? Ou fora de hora?

Há muita opção de cafeterias, mas aquela coisa gostosa de achar uma barraquinha com algum quitute cheiroso local, simplesmente não existe por lá… ou estava bem escondido.

Curiosamente, muita turistas comem nas ruas, seja sentados em bancos espalhados pela cidade, nos degraus do Duomo… talvez seja por causa daquela diferença de preços entre o ser servido e o “take away”.

E por falar em comer em pé, ou sentado na calçada… achei um boteco que, pela fila, deve ser o “point” de sandubas de Florença. Eu não conhecia o local e, infelizmente, não estava com a mínima fome, nas duas ocasiões em que passei por lá.

Aliás, não fosse pela muvuca, eu passaria sem perceber… mas olhando com mais atenção, os sanduíches tinham uma cara ótima, eram grandes e as pessoas comiam felizes. Se você gosta de sanduíche (como eu!), vai achar fácil o local: fica numa ruazinha pegada ao Palazzo Vecchio. Chama-se All’ Antico Vinaio e fica na Via dei Neri. Há uma casa de vinhos ao lado, que acaba abastecendo o público também. E uma macelleria (açougue) bem em frente recheada de tudo quanto é presunto  e bacon artesanais… uma perdição!
E aqui vai mais uma dica: a cidade fica meio às moscas à noite. Atribuo a isso o fato de que o grande chamativo são os museus e as igrejas. Acontece o mesmo fenômeno em Veneza. A multidão simplesmente some depois das seis ou sete da noite. Acho que o cansaço do vai e vem durante o dia, faz todo mundo querer comer cedo e voltar para o hotel a fim de recarregar as baterias para o dia seguinte.

Fui conferir a Via dei Neri depois de 21:30 e era a única movimentada no centro antigo. Voltei pra casa curiosa e fui pesquisar o local… incrível como mesmo sendo Turista FullTime e fazendo uma boa pesquisa antes de ir, ainda encontro coisas imperdíveis que  me passaram batido…

Bom, antes tarde do que nunca, conferi e me arrependi de não ter comido por lá: o local tem mais de 5000 reviews no Trip Advisor, sendo mais de 4000 excelentes! Sortudo(a) de você, que está lendo este post enquanto planeja sua viagem. Depois você me conta…

Lembra do meu post “O Lado Doce da Vida”? pois é… Florença também tem! E fica vizinho ao Duomo: uma loja completíssima (deliciosa, apetitosa… e todos os outros adjetivos salivantes que você puder lembrar…) da Lindt, minha marca de chocolates favorita! E assim, chegamos à terceira edição das “descobertas gostosas do dia”…
Antes ou depois dos quase 900 degraus… você merece esta parada: vá direto ao chocolate quente que eles vendem no caixa: o MELHOR que já tomei em toda a minha vida.
​E mais barato do que um simples cappuccino (sentado, mas falo sobre isso depois…) em qualquer botequinho da cidade. Difícil é sair de lá sem um saquinho forrado de chocolatinhos e bombons que eles vendem a granel.

Alguns cuidados para não servir de isca…

Certas cidades europeias demandam um pouco de atenção para que o turista volte para casa só com lembranças boas. Algumas situações podem ocorrer por  excesso de pessoas nas ruas, outras por fatores culturais ou mesmo pelo oportunismo de alguns. Normalmente, é preciso tomar mais cuidado nos grandes centros, como Paris, Barcelona , Londres ou Roma.

Confesso que fiquei um pouco surpresa de vê-las em uma cidade com um centro relativamente pequeno e, por isso, acho ainda mais importante frisar o que pode causar problemas ou aborrecimentos desnecessários.​

A armadilha dos menus

Eu já tinha passado por isso em Roma, há alguns anos: ver um preço no cardápio ou num mural, pedir, sentar e comer, e na hora de pagar ter um valor diferente (para mais, é claro).

A explicação foi: se você pegar e sair, é um preço. Se pedir e sentar, é outro. Pois bem, essa máxima também ocorre em Florença, com o diferencial de que o atendente lhe pergunta antes ou há as duas opções de preço no menu. De qualquer forma, isso só ocorre nos pequenos estabelecimentos. Nas franqueadas e no Mercato Centrale, por exemplo, o preço era único.

Outro cuidado é com a famosa iguaria local Bistecca alla fiorentina, um espesso pedaço de carne grelhado, também conhecido como filé em T (de um lado, fica o filé mignon, do outro, o contrafilé). Suculento e delicioso, perfeito para amantes de um bom bife. O problema é que ele se torna indigesto às vezes: alguns restaurantes colocam um preço baixo (equivalente a 100 gramas) e trazem um bife gigantesco na hora de servir, sem avisar deste pequeno detalhe.

Parei na porta de um restaurante local e perguntei sobre o prato, pois gostaria de ter uma opção de jantar típico. Pois bem, fui informada de que o peso mínimo para duas pessoas era de um quilo.

​Achei um exagero 500g de carne por pessoa. O preço também era salgado: 40 euros, sem contar os acompanhamentos. Não me agrada a ideia de pagar por um prato que só conseguirei dar conta de comer a metade. Uma pena, voltei para casa sem ter opinião sobre a comida mais típica…

A abordagem dos ambulantes

Em todo lugar turístico, tem sempre muita gente vendendo de tudo nas ruas. A bola da vez eram aqueles sticks para acoplar o celular e, assim, fazer uma selfie melhor. Normalmente eles só ofereciam, mas vi um turista mais ingênuo aceitar uma bugiganga de um desses vendedores de rua e depois ter o maior trabalho para soltar o tal objeto, pois o vendedor se recusava a pegá-lo de volta. Essa situação é bem comum, então, resista à tentação de ver “com as mãos” o que lhe está sendo oferecido.

Outra situação que aconteceu inúmeras vezes, desta vez com o meu marido: nós passávamos por uma garota jovem (e normalmente, bonita) e ela lhe pedia em Inglês para assinar alguma coisa. Ele sempre sorria e agradecia, negando o pedido… típica gentileza masculina (especialmente se quem aborda é mulher!)…

Anyway, mas o fato é que a “tal assinatura” sempre é seguida de um pedido de doação pra alguma coisa. Uma vez que você já tenha assinado, não há como fugir… golpe! E o turista desavisado cai direitinho… Dica: evite contato visual! Essas pessoas não escolhem aleatoriamente. Elas sabem exatamente quem tem o potencial para ser abordado.

Mais uma que achei “novidade”: aqueles artistas que normalmente se caracterizam de estátua ficam paradinhos só esperando o turista que vem doido por uma foto, certo? Nem sempre… não é que fomos abordados por uma dessas “estátuas” que pulou  dois dias seguidos na nossa frente para pedir dinheiro? Quando a concorrência é muito grande, o artista tem que se reinventar…

E, por último, não uma armadilha, mas certamente um desconforto para quem está passeando. Novamente, fiquei surpresa com o grande número de pedintes pelas ruas; principalmente senhoras de idade e mulheres (algumas grávidas).

Quero deixar claro que quando me refiro a desconforto, quero explicar o mal estar que senti ao estar fazendo turismo, gastando dinheiro em supérfluos, enquanto havia tanta gente na cidade passando por grandes dificuldades.  Mais uma vez, só tinha visto situação assim em grandes centros, como Bruxelas, Munique , entre outros.​

Segurança

Em nenhum momento, mesmo à noite e em ruas desertas, senti insegurança. As ruas são bem policiadas durante o dia, quando o fluxo de turistas é maior, mas à noite não notei policiamento ostensivo.

Não pesquisei esses dados, mas a criminalidade deve ser baixíssima na região. Deve ser por isso que vi, em dois momentos diferentes, uma cena que me deixou um pouco inquieta: policiais (do sexo feminino) com arma na cintura, manuseando distraidamente seus celulares (antenadas nas redes sociais?!).

​Achei meio bizarro… Fiquei imaginando o que uma mente criminosa não poderia fazer com aquela oportunidade. Bom, pode ser exagero da minha imaginação… voltei para casa sã e salva!

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