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Se você imagina que pode ser trabalhoso criar um blog, vou lhe dar um conselho de amiga: escolha bem a plataforma em que vai desenvolvê-lo. Após mais de dois anos estudando, testando, errando e percorrendo o caminho das pedras da programação… e, finalmente, aprendendo como usar a que havia escolhido, decidi que era hora de trocar a ferramenta que fazia possível minhas ideias correrem o mundo. E foi aí que vi a dor de cabeça que isso iria me dar…

Sempre escrevi diários de viagem, que guardava só pra mim ou como fonte de pesquisa quando alguém me pedia umas dicas. Meu filho mais novo adorava ler os relatos (talvez por ter participado de muitos) e sempre comentava que eu deveria criar um blog. Eu, rainha da procrastinação, sempre dizia que faria e deixava o projeto engavetado…

Um belo dia, ele chegou em casa e falou: “mãe, senta aqui do meu lado. Meu amigo tem um blog e me falou como é que faz, Vamos fazer o seu”. Não tive tempo de recusar. Para aproveitar a atenção e a companhia, comecei a criar o formato que existia até bem pouco tempo.

Ele me passou os primeiros fundamentos e, como todo jovem, “vazou”. Eu fiquei no meio do furacão e tive que aprender na raça e no sufoco a tocar o blog. Gostava dos textos, curtia minhas postagens, mas detestava o layout. Achava que não era “clean”, que não tinha tantos recursos. Após alguns meses, queria mudar. Daí pensava em tudo o que já havia feito e desistia. E assim, segui (mais ou menos) feliz da vida por dois anos.

Até que participei do EEBB 2016 e durante uma palestra descobri que meu blog era o único E.T. no meio de um grupo de 60 blogueiros, em que 90% usavam o WordPress, 5% usavam o Blogger e o famigerado 1% era eu. Naquele momento, eu só queria que um buraco se abrisse e eu sumisse dali. Felizmente, protegida pelo anonimato (e mortificada por dentro!) aceitei que aquilo era uma triste realidade que eu teria que mudar.

Créditos da foto: Felipe Minnicelli

Muito bem: voltei pra casa com a determinação de superar o meu vexame pessoal e lançar tudo de novo na badalada plataforma usada por quase tudo quanto é blogueiro e até por grandes empresas. Procurei uma amiga que trabalha com Web Design (que me ajudou MUITO e que me ajuda até hoje) e começamos a migração.

Isso tudo aconteceu no final de novembro, quando eu já sabia que voltaria definitivamente para o Brasil e que já era hora de preparar a mudança. Em meio a caixas, festas de despedidas, choros, medo, ansiedade, tudo junto e misturado, o novo Turista FullTime começou a tomar forma.

Primeiro desafio encontrado: do total de posts publicados, menos da metade foi importado para a nova plataforma. O restante ainda está sendo inserido gradualmente. Os posts que puderam ser importados, chegaram TODOS sem formato e com problemas nas fotos. Além disso, T-O-D-O-S os comentários deixados nos posts e a contagem de “likes” perdeu-se no processo. Conclusão: lançado no dia 8 de março, o blog de cara nova é praticamente novo.

Créditos da foto: Pixabay

Três meses de hotel, centenas de horas de digitação, dezenas de conversas via WhatsApp, incontáveis correções e revisões, finalmente a plataforma nova estava lançada e o blog estava de cara nova. Tudo certo? Hora de finalmente começar a criar conteúdo novo? Quem me dera… todos os links inserido em posts que funcionavam perfeitamente nos testes, apresentavam problemas e não direcionavam para os endereços especificados.

Aí a esta altura você deve estar pensando (se não for blogueiro também, é claro!): “Por que é que ela resolveu fazer um post sobre isso? Que importância isso tem para quem está lendo o blog?”. Simples: eu contei a historinha toda para dividir com você que a parte difícil não é pesquisar lugares novos, visitar tudo quanto é atração, tirar fotos, fazer posts, editar tudo, lançar e esperar ansiosa pela aceitação, pelos comentários e compartilhamentos. Essa é a parte que diverte, que motiva, que faz tudo valer a pena.

O duro é a parte técnica que vem por trás de cada ícone, cada recurso, cada frufru que aparece na tela. Para quem não é da área da Tecnologia, como é o meu caso, aprender o básico e mínimo para pôr o blog no ar é triturador.

A foto foi tirada no aeroporto de Veneza, enquanto aguardávamos o voo, depois de uma semana intensa em um cruzeiro. Mas eu achei que combinou com o período que tenho vivido… rsrs!

Então, eu deixo aqui o meu pedido de desculpas para tudo o que não estiver funcionando direito (ainda) e o favor de ser notificada pelos comentários se por acaso você encontrar algum erro que eu ainda não tenha percebido. Faz isso por mim? Somente desta forma vou poder continuar atendendo sempre e bem a quem gosta de ler meus passeios, minhas viagens e minhas reflexões.

Vem comigo que o meu compromisso será sempre produzir muito e cada vez melhor.

Categorias: Vida no Rio

7 thoughts on “A dor de cabeça de mudar de plataforma”

  1. Minha solidariedade Regina!!
    Quando passei por esse processo, te me ver engessada numa plataforma que não me dava recursos, meu blog tinha 2 anos. A UOL, não permite compartilhamento de conteúdo para o WP. Ou seja, passei tudo, um a um. Se voltar lá atrás, devo ter deixado algum rastro, com certeza…rs
    Mas não se preocupe com os likes e comentários, eles voltam todos…
    E eu mantive o antigo blog. A ultima postagem explica a transição e dá o link para o atual.
    Isso me ajudou bem na época.
    Beijo grande e vamos em frente…

    1. Minha querida, muito obrigada pelas suas palavras de incentivo e carinho. Vindas de você são um alívio e um incentivo, pois admiro seu trabalho. Estou com muita expectativa de que, após todo o exaustivo trabalho, eu possa desfrutar das alegrias de ter uma plataforma mais !parceira”. Um beijo grande e muito sucesso para você! Estou esperando sua vinda para tomarmos um café e eu pegar meu livro autografado… Hehehe!

    1. Que querida… você sabe melhor do que ninguém o sufoco que foi, né?! Muito obrigada por toda a ajuda neste processo… o blog está lindo mesmo, né?! Apaixonada pelo novo layout, pelo cartão de visitas, pelo Logo… amor sem fim! Beijão!!!

  2. Oi Regina! Eu te entendo bem… Migrei há uns meses do wordpress.com para o .org e também tive várias (e ainda tenho, às vezes) dores de cabeça com isso. Também perdi os links e todos os posts migraram desconfigurados. Já fiz horas de “intensivo de correção”, mas a verdade é que não consegui terminar o serviço e tem post que nem abro para não ver a tragédia! haha. Mas calma, uma hora tudo se ajeita e o pior já passou! Agora é só trabalhar com o que vc já tem 🙂 O blog ficou ótimo, parab´ens! Beijo grande e sucesso 😀

    1. Minha querida, muito obrigada por compartilhar conosco sua experiência, com todos os acertos e “desacertos”. Não é nada fácil, né?! E só quem passa por isso sabe a ansiedade que é querer ver tudo funcionando e ter que descobrir como resolver cada detalhe, por mais minúsculo que seja. É um grande aprendizado, especialmente, de paciência e de humildade em reconhecer que sempre há muito o que aprender. Fiquei muito feliz com o seu feedback! 🙂 Grande beijo! Muito sucesso para você, também!

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