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Uma tarde de inverno não exige que você fique amargando a solidão dentro de casa. Há inúmeros lugares que podem ser visitado (e divertidos!) em uma tarde fria. Pensando nisso, resolvi me montar com casaco, cachecol e gorro e ir visitar a linda Delft. E posso lhe dizer? Acabou sendo um passeio delicioso!

Peguei o tram número 1 com destino a Delft e fui o caminho todo prestando atenção ao que haveria de possibilidades futuras. Já havia estado na linda cidade universitária com pouco menos de 100 mil habitantes (dados de Maio de 2014), mas nunca com esse meio de transporte tão fácil e barato.
 

A linha 1 do tram (vulgo, bonde) sai de Scheveningen (a praia mais famosa da Holanda, em Haia) e vai até Delft Tanthof, passando por importantes pontos turísticos, entre eles o centro de Haia (passa em frente ao Parlamento), a antiga (e ainda em funcionamento) Estação Hollands Spoor e, meu ponto de parada, a Estação Central em Delft.

Eu não precisaria ter ido até lá. Poderia ter descido um ponto antes (Prinsenhof), que é o ponto do centro da cidade e do ponto turístico homônimo, mas a distância era curta e eu queria ver a estação.

A estação está com uma obra gigantesca nas imediações, então resolvi não entrar… o vento também não estava colaborando. Aí fui conferir o Prinsenhof, sobre o qual tinha lido um pouco no dia anterior.

 O museu Prinsenhof

Prinsenhof, hoje um museu, foi a residência de William of Orange (Willem of Oranje em Holandês), considerado o Pai da Nação na Holanda. Ele mudou-se para Delft em 1572 quando era, então, líder da resistência holandesa contra a ocupação espanhola. Fiquei fascinada com o desenrolar desse capítulo da História do país, mas não vou fundo nesse tópico, já que meu foco é o turismo.

O complexo, em si, já vale a visita. Querendo ou não destrinchar os fatos históricos, há uma infinidade de artefatos e retratos de membros da Família Oranje (incluindo as mais conhecidas rainhas, entre elas, Beatrix – que abdicou do trono em favor do filho em 2013).

Além disso, é possível ver as marcas dos tiros na parede do cômodo em que o ilustre morador foi assassinado. Um lugar muito interessante, de uma importância incontestável para a História do país e muito agradável aos olhos, uma vez que a construção de mais de 5 séculos, encontra-se em excelentes condições!

As marcas das balas não deixam dúvida do assassinato…

                                          

 

O ingresso para o museu custa 10 euros (valores de janeiro de 2015), mas a entrada é grátis para quem tem o Museumkaart. Crianças até 11 anos não pagam. Para informações sempre atuais sobre preços e horários, consulte o site do museu.

O ingresso dá direito a um café, cappuccino, chá ou desconto de 2 euros em qualquer outra bebida na charmosa cafeteria Stadskoffy Huis.

O local fica na mesma rua e tem uma torta de nozes deliciosa!

 

 
Outra coisa bem legal: o museu é super kids friendly! Eu presenciei um avô percorrendo as galerias com o neto que aparentava ter uns 7 anos. Eles estavam com uma prancheta (fornecida pelo museu) em busca das pistas para completar um desafio… uma espécie de CSI no museu.
Há, ainda, uma área recreativa para os pequenos desenharem e se fantasiarem: eu registrei, com a permissão do responsável, uma garotinha que se fantasiava para entrar no clima do museu… ela parecia estar curtindo! Enfim, um espaço para a garotada brincar, enquanto os pais se revezam na visita. Ótimo programa para um dia frio ou chuvoso… ou os dois, coisa comum por aqui!

Fora o museu, o centro de Delft é lindo e oferece muitas outras oportunidades para fazer um passeio cultural ou simplesmente para curtir a cidade, que também é famosa pela porcelana branca e azul, um dos ícones holandeses. Além disso, é  a cidade onde o pintor Vermeer nasceu, viveu e produziu suas famosas obras de arte (incluindo “Moça com Brinco de Pérola” – minha preferida!)…

O que posso dizer sobre minha escolha do dia? Aprovada! Baixo orçamento (gastei €2,56 por cada trecho do tram (para turista sem cartão de desconto, o valor seria €3,50) mais €3,25 por uma fatia de torta de nozes… ou seja, com menos de €10,00 passei algumas horas sem tédio e ainda absorvendo um pouco da História e da cultura deste fascinante país!

Dica prática

Se você está turistando na Holanda, pode comprar um tíquete no tram mesmo. Ele custa €3,50 (valores de janeiro de 2015), mas tem a validade de uma hora. Quem tem cartão OV paga fracionado, ou seja, só o paga o trecho percorrido.

No caso do bilhete único, você paga o valor integral, independente do trecho, mas com a vantagem de poder descer e trocar de trams sem pagar de novo, dentro do período de uma hora. Uma ótima chance de ir conferir algo no meio do caminho e voltar rapidinho, já que quase sempre os intervalos entre um tram e outro (da mesma linha) são de cerca de 10 minutos, quando não menos…

Este é um programa cultural que vai fazer parte da minha série “Holanda BBB“: Bom, Bonito e Barato. Aliás, vou até lá de novo brevemente, pois tenho um lista gigante de coisas que ainda quero fazer nesta fofa cidade holandesa!

Categorias: Holanda

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