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Um roteiro de 1 dia em Cascais é a uma ótima opção para quem quer pegar uma praia pertinho de Lisboa. Fácil e rápido, este bate e volta é uma pausa merecida das atividades mais culturais e uma chance de desfrutar de um lazer relaxante e junto à natureza.

Nesta minha última viagem a Portugal, resolvi programar 8 noites em Lisboa, para poder explorar bem os bairros e atrações da capital lusitana.

Entretanto, tratei de incluir dois roteiros de bate e volta, pois sabia que seriam muito diferentes da temática de Lisboa.

Sintra e Cascais foram escolhidas pela facilidade de acesso e por suas peculiaridades.

Castelo da Pena – Sintra

Assim, passei os dias de semana na capital e resolvi desfrutar do final de semana em dois ambientes bem distintos. No sábado, curtindo a serra de Sintra e no domingo, as praias de Cascais.

Um pouquinho de Cascais

Cascais é uma antiga vila de pescadores, que acabou se popularizando por conta de suas belas praias.

Hoje em dia, juntamente com Lisboa, Porto e Fátima, é um dos destinos mais procurados de Portugal.

Apesar de pequena, com cerca de 210 mil habitantes, a cidade possui uma estrutura excelente para o turismo. O centro é compacto e organizado e as praias, urbanas, são facilmente acessadas.

Museu da Vila – Cascais.

Além disso, possui uma marina bem equipada, com capacidade para 600 embarcações e uma boa rede hoteleira.

Claro que a cidade é uma gracinha e que vai valer a visita quase que o ano todo.

Contudo, o ideal é visitá-la nos meses mais quentes, para aproveitar o que ela tem de melhor: as praias.

Como chegar a Cascais partindo de Lisboa?

A maneira mais prática e econômica para ir de Lisboa a Cascais é usando o transporte público.

Comboios (trens) são melhores do que autocarros (ônibus) para fazer o trecho Lisboa-Cascais, pois são mais rápidos.

Estação de Comboios – Cascais.

Os trens para Cascais partem do Cais do Sodré. Para quem está hospedado fora do centro, como era meu caso, é muito simples.

Basta pegar o metrô da linha verde e descer da estação de mesmo nome.

Não tem como errar: a estação Cais do Sodré é a última da linha.

Estações entre Lisboa e Cascais.

Nos dias de semana, há trens a cada 20 minutos, em média. Nos horários mais movimentados, o intervalo é até menor.

Entretanto, como  estas informações podem variar de acordo com a época do ano e o período do dia, o ideal é sempre checar o site oficial para obter a informação mais atual.

O deslocamento entre Lisboa e Cascais dura, aproximadamente, 40 minutos. Os trens já se encontram na plataforma uns 15 minutos antes do horário previsto para a partida.

Apesar de eu ter feito o trajeto em um domingo de sol, os trens (nos dois sentidos) não estavam lotados.

Além disso, como é um trem metropolitano, e com várias estações ao longo do caminho, o entra e sai de passageiros é constante.

A passagem de ida e volta custou €4,50 (valor de maio – 2018) e a compra foi simples e rápida no guichê de vendas da própria estação.

Bilheteria – Cais do Sodré.

Pode haver controle de passagens, realizado por um fiscal com o trem em movimento. Portanto, mantenha seu cartão a fim de evitar multas.

Como se locomover em Cascais?

O maior atrativo de Cascais são as praias e elas são bem próximas umas das outras. Assim, perambular pelo centrinho e pelas praias é o jeito mais gostoso de conhecer o lugar.

O que visitar em Cascais?

Praia da Rainha

Não é à toa que esta pequena praia era frequentada pela Rainha Dona Amélia (1865-1951).

Pequena, de águas calmas e encaixada entre falésias, era um refúgio perfeito para quem queria privacidade.

Praia da Rainha – Cascais.

A praia, que recebeu este nome devido à sua visitante ilustre, localiza-se numa lateral da Rua Frederico Arouca. Mais conhecida por Rua Direita, é uma das mais antigas do centro de Cascais.

Praias da Duquesa e da Conceição

As praias da Duquesa e da Conceição dividem o mesmo areal. De modo que, para quem é de fora, fica meio difícil distinguir quando uma acaba e a outra começa.

Contudo, não se preocupe com esse detalhe. Ambas são relaxantes e há placas indicativas com uma pequena descrição histórica de todas as praias de Cascais.

Praia da Duquesa – Cascais.

O fato é que ambas estão pertíssimo da estação de trem, facilitando o acesso. Seguindo pela Travessa da Conceição, são cerca de 200 metros até você estar com os pés na areia.

Praia da Conceição – Cascais

A localização privilegiada e as condições favoráveis para esportes marítimos fazem com que sejam as mais frequentadas.

Entretanto, como outras praias são curtas e estreitas. Acredito que devam ficar lotadas no auge do verão.

Praia das Moitas

Localizada entre Cascais e Estoril, a Praia das Moitas é pequena e de águas calmas. Tem boa estrutura para o turismo, contando com aluguel de espreguiçadeiras e guarda-sol.

Praia das Moitas – Cascais.

Ao final da Praia das Moitas, para quem vai em sentido a Estoril, encontra-se a piscina pública Alberto Romano.

Piscina Oceânica Alberto Romano

Construída no paredão de Cascais e localizada entre Cascais e Estoril, é uma piscina pública que aproveita a água do mar e que é a alegria da criançada.

Fica próxima tanto da estação de trem de Cascais (480 metros) quanto de Monte Estoril (610 metros).

Além disso, possui uma boa estrutura, contando com uma rampa de acesso. Há, também, bar e restaurante bem em frente.

Cidadela Art District

O lugar já foi fortaleza, residência de verão dos reis de Portugal e hoje em dia é um empreendimento super interessante.

Por uma iniciativa da Câmara Municipal de Cascais em revitalizar a antiga edificação, vários projetos foram estudados.

Em 2012, a rede Pestana de hotéis inaugurou ali uma unidade com 126 acomodações, além de restaurante e espaço para música.

Em 2014, também por iniciativa do Pestana, inaugurou-se o Cidadela Art District, que conta com exposição de arte ao ar livre e estúdios abertos ao público o ano todo.

Achei o lugar, simplesmente, fascinante. Este empreendimento hoteleiro foi o primeiro da Europa a ter um espaço cultural deste tipo.

O que mais me impressionou foi o conceito de levar Arte ao grande público em uma construção de inestimável valor cultural e com a premissa de ter acesso gratuito a quem quiser visitar.

Boca do Inferno

O nome Boca do Inferno foi atribuído a um conjunto de falésias, localizado 2km a oeste do centro de Cascais.

Recebeu este nome por conta do gigantesco e assustador impacto das ondas do mar neste paredão rochoso.

É possível que, neste local, tenha existido uma gruta. Com o passar do tempo, a força das ondas acabou criando uma abertura  na rocha.

Assim, a rocha milenar que podemos conferir atualmente é uma enorme cavidade a céu aberto, em constante processo de erosão causado pelas ondas do mar.

O penhasco, apesar de bem interessante, pode ser visitado em pouco mais de meia hora. Não há muito a fazer por lá, salvo contemplar o resultado da ação da natureza contra o penhasco.

Plataforma de observação – Boca do Inferno.

Se você quiser esticar um pouco a visita, há um restaurante (que parece ser muito bom) no local. Há, também, um pequeno quiosque de venda de bebidas e sorvetes.

Não é necessário pagar para conferir a atração, disponível a qualquer hora do dia, o ano inteiro.

Sugestão de roteiro em Cascais

Como a estação de trem é bem próxima do centro e das praias, a sequência que você escolher vai depender do horário do dia e das condições climáticas.

Se estiver um dia agradável, você pode seguir pela Travessa da Conceição até a Praia da Conceição.

Ali, na verdade, você encontrará duas praias que dividem o mesmo areal. A outra, é a Praia da Duquesa.

Logo de início, você já consegue apreciar duas das praias mais famosas.

Dali, caminhe até o Cidadela Art District. Você vai se apaixonar pelas lindas esculturas do lugar.

Dê uma passada pela Marina de Cascais.

Aproveite para apreciar as belas embarcações.

E de lá, caminhe até a Boca do Inferno.

Boca do Inferno – Cascais.

O percurso total tem pouco mais de 2km. Se você não quiser caminhar tudo de volta, há um ônibus circular que faz o trajeto Estação – Boca do Inferno.

Você pode, também, fazer o contrário: pegar o Buscas 427 em frente à estação, ir direto à Boca do Inferno e, depois, voltar caminhando.

O ponto de embarque/desembarque fica bem em frente à Boca do Inferno.

Depois, pode usar o restante do seu dia para curtir o centrinho, escolher um bom restaurante para almoçar ou para tomar uns drinks e relaxar.

Veja, esta é apenas uma sugestão de roteiro. O meu foi completamente diferente… 😊

Roteiro do Turista FullTime em Cascais

Eu sou um bicho andarilho. De modo que, quando chego em um lugar novo, quero andar o máximo possível. Meu marido também adora caminhar longas distâncias.

Assim, após uma breve parada numa das unidades da rede 100 Montaditos, onde batemos cartão onde encontrarmos, seguimos nossa exploração por Cascais.

Bem na frente da estação de Cascais. Não tem como não parar!

Começamos pelas praias do centro, indo até a cidadela e à marina.

Depois, voltamos pelo centro histórico e fomos percorrer as praias que ficam ao longo do paredão, no sentido de Estoril.

Resolvemos voltar pela alameda Duquesa Palmela, para conferir os lindos casarões.

Alameda Duquesa Palmela em Cascais.

Passeamos, então, pelo centro histórico de Cascais.

Continuamos a perambular pelas ruas de comércio.

E, finalmente, decidimos ir até a Boca do Inferno por dentro da cidade (e não pelo caminho marítimo). Assim, teríamos a oportunidade de conhecer as ruas menos turísticas.

Acabou sendo um caminho bem legal, passando por ruas mais residenciais.

Na volta, ainda paramos no centrinho mais uma vez, a fim de curtir o astral de Cascais, antes de pegar o caminho de volta para Lisboa.

Vale a pena pernoitar em Cascais?

Sei que o mais comum é fazer, de fato, um bate e volta a Cascais a partir de Lisboa. Entretanto, especialmente no verão, deve ser bem gostoso passar (pelo menos) uma noite por lá.

Há bares deliciosos, espalhados pelo centro histórico.

Há, também, bons restaurantes. Entre as opções, a famosa churrascaria Fogo de Chão, para quem quer matar a saudade de um bom rodízio de carnes.

Não conferi a comida, mas achei o lugar uma graça!

Pude perceber, também, que há uma boa infraestrutura de acomodações por lá. Eu fiquei doida de vontade de me hospedar no Hotel Baia, por conta de sua fantástica localização.

Entretanto, há muitas outras boas opções por um preço mais camarada. E você já sabe, né? Fazendo sua reserva pelo Booking.com, você não tem custo extra e ainda contribui para a manutenção deste blog. Basta utilizar o banner da barra lateral ou os links aqui do post.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Amélia_de_Orleães

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cascais

https://ambiente.cascais.pt/pt/espacos/praias/praia-da-ribeira-cascais

https://ambiente.cascais.pt/pt/espacos/praias/praia-da-rainha

https://www.mobicascais.com/horarios

http://www.cascais-portugal.com/Attractions/Boca-Inferno-Cascais.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Falésia

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