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Sabe aquelas bonecas lindas e chamativas dos desenhos japoneses? Você pode encontrá-las em tamanho real e andando pelas ruas deste peculiar e colorido bairro japonês. Na verdade, elas são adolescentes vestidas como se tivessem saído das páginas de um mangá.

Engana-se, porém, quem pensa que são só as meninas e as jovens que se vestem desse jeito bem diferente: muitos garotos também aderem à moda, usando cabelos coloridos e estilizados e roupas de todos os tipos e tecidos, completamente caracterizados ao estilo animê.

Bem, minhas surpresas pelo bairro começaram logo cedo… Assim que eu desci do vagão do metrô, dei de cara com uma moça, toda vestida de rosa, com os sapatinhos mais encantadores que eu já vi na vida e com uma fofa peruca de cachos cor-de-rosa… pensei “hoje é meu dia de sorte” e não tive dúvidas, pedi se poderia tirar uma foto.

Créditos da foto: Pixabay

Ela levantou os olhos com lindos e longos cílios postiços pink do celular e… me deu um olhar fulminante que traduzi como um “sai fora e me deixa em paz”… Desapontada (e me sentindo muito sem noção!), pedi desculpas e saí à francesa… hahaha! Ainda bem que não havia uma alma viva por perto, do contrário, teria sido o micão do dia!…

Dali em diante, aceitei que a indumentária não era um show para turistas e, sim, uma filosofia de vida. Desencanei e fui aproveitar o bairro…

 
Muito bem: superado o “passa moleque”, a primeira providência que tomei foi parar no escritório de informações turísticas e pegar um mapa com os pontos imperdíveis das redondezas. Eu já tinha em mente três lugares que pretendia visitar, mas deixei espaço para improvisos.

O ideal para conhecer o bairro é pegar um trem e descer na estação de Harajuku. Com a fachada toda feita em madeira, é a mais antiga dos gênero em Tóquio. Não é uma atração imperdível, mas é interessante e um ponto de partida ou chegada, de qualquer forma.

​Eu fui de metrô, pois era a alternativa mais fácil para mim. Se este for o seu caso, também, vale andar até lá, pois além da estação, há outra atração imperdível!

Pegando a calçada à direita de quem sai da estação, já se encontra uma placa que indica o Yoyogi Park, uma linda área verde que oferece uma opção de lazer junto à natureza em meio a uma área bem movimentada da cidade. Aliás, isto é um traço marcante de lá: espaços de tranquilidade e meditação em meio ao burburinho dos grandes centros.

Eu passei, pelo menos, duas horas por lá e isso porque o tempo não estava nada bom e chovia uma garoa fina de tempos em tempos. A visita ao parque foi uma dica do meu irmão, que havia tocado por lá durante o Brazilian Day deste ano.

 Ali também se encontra o Meiji Jingu, um lindo templo que fica em meio a uma enorme  floresta de árvores plantadas em homenagem ao imperador Meiji e sua imperatriz Shoken.

 As ruas de Harajuku são perfeitas para quem está procurando comprar produtos tipicamente japoneses ou mesmo lembranças para levar para amigos e parentes. Há muita opção de roupas estilizadas, também.

​Para minha frustração, era uma terça-feira quando estive por lá e quase não vi adolescentes vestidos “à caráter”, já que a maioria àquelas horas, deveria estar na escola. Porém, é sabido que nos finais de semana, o local fica altamente frequentado por eles, que vão aos bandos exibir as coloridas indumentárias. Fica para a próxima…

Uma loja que é o must do bairro é a Kiddy Land. São 5 andares de itens relacionados a personagens de cinema e televisão. Os aficionados por Toy Story, Snoopy, Hello Kitty, Star Wars entre muitos outros, vão pirar! Tem muita coisa interessante para todos os bolsos e gostos.

Agora, o lugar que eu realmente A-D-O-R-E-I foi uma dica que peguei do guia Top 10 Tokyo  que eu havia comprado: escondidinho, pequenininho  Harajuku Gyoza Lou.

É um “pé sujo” (no melhor sentido possível!) frequentado basicamente pelos locais (e alguns turistas antenados que fazem a lição de casa), que fica em uma ruazinha sem o menor apelo turístico, mas onde pode-se encontrar o MELHOR GYOZA que eu já comi na vida. E olha que eu comi muitos e em vários lugares!

Não havia muita variedade no cardápio, pois o quente eram mesmo os quitutes que dão nome ao lugar. Eu cheguei lá cheia de fome e depois de andar por horas.

Foi a sessão pé na jaca do dia: duas porções deles, cada uma com seis unidades e um canecão de cerveja. As porções foram bem baratas (cada uma saiu por cerca de 3 dólares), o mais caro mesmo foi a cerveja: 5 dólares, que tomei só uma pra não dar aquele soninho depois do almoço. Ainda assim, refeição completa e deliciosa por pouco mais de 10 dólares. Uma bela barganha!

Claro que Harajuku tem muitas possibilidades e se você tiver mais tempo, vale a pena reservar um dia inteiro pra ficar por lá. Eu só tinha três dias em Tóquio e tentei dividir meu roteiro de maneira a visitar dois bairros por dia.

Daí que passei pouco mais de meia parte do meu dia por lá e depois fui percorrer Ikebukuro. Mas, certamente, é um lugar imperdível da cidade, que merece uma passagem, mesmo que rapidinha. E se você ficou com vontade de saber mais sobre Ikebukuro, em breve haverá um post só sobre ele e o que fazer por lá…

Categorias: Japão

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